O Aerosmith veio ao Brasil pela segunda vez em 2007, para um único show. Foi o primeiro show da turnê mundial da banda "Route Of All Evil".
Fotos do Aerosmith no Brasil em 2007
Data do show
12 de abril 2007 - Estádio do Morumbi, São Paulo
Set list
Este foi o set list do show:
01. Love In An Elevator
02. Toys In The Attic
03. Dude (Looks Like A Lady)
04. Falling In Love (Is Hard On The Knees)
05. Cryin'
06. What It Takes
07. Jaded
08. Baby, Please Don't Go
09. Stop Messin' Around
10. Hangman Jury/Seasons Of Wither
11. Dream On
12. Janie's Got A Gun
13. Livin' On The Edge
14. I Don't Want To Miss A Thing
15. Rag Doll
16. Sweet Emotion
17. Draw The Line
Bis:
18. Walk This Way
Curiosidades
A banda chegou ao Brasil às 2h da manhã de quarta-feira (11/04/2007) e deixou o país por volta das 17h do dia (13/04//2007).
Eles deram entrevistas à imprensa brasileira na tarde do dia 11 e durante o dia 12 até poucas horas antes do show.
Tom, Brad e Joey foram vistos na piscina e algumas vezes no resturante do hotel (inclusive, Brad e Joey almoçaram lá no dia 13 antes de irem embora). Steven e Joey ficaram o tempo todo em seus quartos, saíram somente para o show, para dar entrevistas dentro do próprio hotel e para ir embora.
Joe fez algo totalmente inesperado: ao final de "Draw The Line", após bater com a camisa na guitarra, ele correu e se jogou bem em cima da bateria do Joey! Joey ficou tocando a guitarra dele com as baquetas. Ao final da música, eles saíram para o intervalo antes do Bis e a bateria foi remontada.
Steven tirou uma foto com o celular de uma fã.
Eles tocaram "Hangman Jury"/"Seasons Of Wither" da mesma forma como tocaram nos EUA na turnê do ano antarior: sentados em bancos na ponta da plataforma que saía da frante do palco.
Reviews do show pela imprensa brasileira
Terra
O Aerosmith subiu ao palco do estádio do Morumbi às 22h50 desta quinta-feira e, em quase duas horas de apresentação, alternou baladas, petardos roqueiros e, acima de tudo, mostrou que tem um dos públicos mais apaixonados da música pop.
Antes que a banda entrasse em cena, um vídeo com imagens de diversos momentos da carreira dos artistas foi mostrado no telão, terminando com uma enorme bandeira do Brasil que serviu como pano de fundo para Love In An Elevator.
De chapéu e óculos escuros, Steven Tyler não dispensou suas marcas registradas: lenços amarrados no pedastal do microfone e muitas caras e bocas. Durante a apresentação, ele usou uma plataforma que ia até o meio da platéia para abreviar a distância entre banda e público.
Ainda na primeira parte do show, houve clássicos como Toys In the Attic, Dude (Looks Like a Lady) e a recente Falling in Love - que fez até quem estava nas arquibancadas pular.
O momento mais emocionante da noite veio na sequência, com a balada Cryin', com direito a milhares de isqueiros acesos na platéia e um coral formado por cerca de 50 mil pessoas. Um solo de gaita de Steven Tyler foi inclusive abafado pelos aplausos, que começaram bem antes do fim da música.
Veio, então, o momento "blues" do show, com três músicas: Baby Please Don't Go, Stop Messin' Around e Seasons of Wither. Depois disso, na balada Dream On, a platéia fez a pista literalmente brilhar com celulares.
Efeito parecido aconteceu com I Don't Want to Miss a Thing. Na última música do show, Draw the Line, o guitarrista Joe Perry fez uma espécie de final apoteótico se jogando em cima da bateria.
O Aerosmith saiu ovacionado e voltou para o bis que teve apenas Walk This Way, que encerrou a noite em clima roqueiro e deixou os fãs cansados, mas com rostos satisfeitos.
Portal G1
Repertório priorizou baladas açucaradas como "Jaded" e "Cryin". Velhos sucessos apareceram, mas sofreram com o som e o descaso do público.
Por: Diego Assis
Eles são conhecidos como a maior banda de hard rock da América. Mas, em sua apresentação nesta quinta (12) para 62 mil em São Paulo, o Aerosmith pegou leve. Mesmo com espaço para velhos clássicos roqueiros, como “Toys in the attic” e “Walk this way” - que acabaram prejudicados pelo som baixo dos alto-falantes do estádio - o que se viu em boa parte da noite foi um desfile dos hits açucarados que se tornaram a marca registrada do grupo especialmente a partir da década de 1990: “Jaded”, “Cryin”, “I don't want to miss a thing”...
O problema é que, por mais que os fãs mais antigos relutem em admitir, este é um Aerosmith que há muito se tornou uma banda de FM, que parece satisfeita em emplacar suas músicas na trilha-sonora de uma superprodução de Hollywood ou no top 10 da MTV. Pelo menos 40 anos mais velho que a média de idade do público que estava lá para assisti-los, Steven Tyler, o carismático frontman do grupo, sabe bem como arrancar suspiros da meninada: sobe ao palco trajando regata e calças brancas justíssimas, corpo esguio mas bem torneado, rebola, abusa das caras e bocas. Mas, diferentemente de Mick Jagger, por exemplo – outro senhor que se transforma em um jovem de 20 quando sobe ao palco -, o vocalista do Aerosmith transmite uma imagem de boa praça. É sexy, mas inofensivo, longe de ser o bad boy que vende a alma ao demônio.
Mas, por trás de toda a atitude performática de Tyler, que corre de lá para cá no palco durante todas as quase duas horas de show, o que mais impressiona ainda é o seu desempenho vocal em faixas como “Dream on” e “Living on the edge”. O sujeito não é lá um Frank Sinatra do rock, claro; sua a voz é rouca, curtida por anos de bebedeiras, mas quando manda os seus gritos característicos - yeaaah! -, Tyler volta a soar como se estivesse ainda no auge de sua juventude, mandando às favas a orientação do médico que um ano atrás o afastara do palco para se recuperar de uma cirurgia na garganta (além da hepatite-C, que recentemente também foi incluída na conta do velho roqueiro).
A bela e a fera
De rosto colado com ele, mas representado um papel diametralmente oposto, o guitarrista Joe Perry oferece o contraponto necessário para Tyler no palco. Dono de riffs e solos poderosos, como os de “Janie's got a gun”, “Dude (Looks like a lady)” e do próprio “Walk this way”, o senhor de cabelos crespos esvoaçantes projeta-se no palco como um legítimo guitar hero, trocando de instrumento a toda hora, levantando-o para cima e não raro para as costas para delírio do público – ou de parte dele, o do “hard rock”.
Por volta da metade da apresentação, como que para mostrar que a fera também tem vez, Perry assume o microfone e emenda um bloco blueseiro que inclui “Baby, please don't go” e “Stop messin' around”, regravações de velhos standards do gênero, que compõem o pouco lembrado álbum “Honkin' on bobo”, de 2004. A pausa e as longas jam sessions de certa forma atrapalham a dinâmica do show, deixando o público calado à espera do próximo hit, mas Perry, Tom Hamilton (baixo), Brad Whitford (guitarra), Joey Kramer (bateria) e até Tyler, que agarra uma gaita ou um chocalho, parecem se divertir como nunca.
E, como que para não deixar ninguém se esquecer de que o sangue quente ainda corre nas veias da banda, é Perry novamente quem protagoniza um dos momentos mais rock'n'roll do show: ao final da última música antes do bis, ele levanta a guitarra que havia jogado ao chão, pega distância, põe-se a correr e se lança por cima da bateria de Kramer com instrumento e tudo. A turma de 20 e poucos anos lembrou de Kurt Cobain.
MTV Brasil
Parece que o ano começou bem para a nossa agenda de shows. Ontem à noite duas gerações de roqueiros se encontraram no estádio do Morumbi, em São Paulo. Trazendo na bagagem mais de 30 anos de carreira e muitos hits na manga, o Aerosmith é um dos poucos grupos da década de 70 que ainda faz a cabeça da garotada com um repertório novo. Do outro lado, os “filhos” do Aerosmith, Velvet Revolver tem na formação uma série de estrelas saídas do Guns N´Roses e uma do Stone Temple Pilots.
Ex-Toxic Twins
A história do Aerosmith é curiosa. No começo da carreira, durante os anos 70, eles usufruíram tanto do sucesso quanto dos excessos do sexo, drogas e rock´n´roll. A “brincadeira” foi tanta que o grupo virou pó (branco?) e voltou das cinzas somente na metade da década seguinte. Aos poucos e apoiados por clipes com uma “linguagem adolescente” e muitas baladas açucaradas, a fórmula do novo Aerosmith pegou. Hoje, como se pôde reparar nesse mais recente show, o público ficou mais amplo e ao mesmo tempo bem distinto.
Por exemplo, enquanto as menininhas se esperneavam ao som de "Living on The Edge", “What It Takes”, “I Don't Want to Miss a Thing” e "Janie's Gotta a Gun", os rockers balançavam a cabeça no compasso de "Draw The Line", “Toys in the Attic”, “Sweet Emotion” e os dois blues "Baby, Please Dont Go" (com Steven tocando harmonica) e "Stop Messin Around" (cantada por Joe Perry).
Na real, em se tratando de repertório, faltou um pouco mais de sons da primeira leva. As duas gerações se entenderam melhor mesmo na hora de ouvir “Dream On” e o bis "Walk This Way" (com direito até a citações de James Brown).
Diversão garantida
O que também chamou a atenção na apresentação do Aerosmith é a boa forma física dos integrantes, principalmente, da dupla de ouro Tyler e Perry que, mesmo beirando os 60, correram de uma ponta a outra do palco sem parar. Além de a cada remelexo mais sexy arrancarem suspiros da platéia feminina e uma certa inveja do lado masculino. O vocalista usou o característico pedestal enfeitado com lenços, roupas chamativas, chapelão e, claro, abria o bocão a toda hora. O guitarrista, por sua vez, deu um show à parte. Trocou de guitarras como quem troca de roupa e arrancou um solo melhor do que o outro. Buscou a ajuda de microfonias,
theremim e tocou até o instrumento nas costas.
Resumindo, entre os curtidores de baladas e os velhos roqueiros, todos concordam numa coisa. Ver o Aerosmith é sempre garantia de diversão.
Estadão.com.br
Segundo a organização, 62 mil pessoas foram ao Estádio do Morumbi na noite de quinta-feira, 12, para assistir ao único show no Brasil da turnê sul-americana da banda Aerosmith. O concerto complicou o trânsito em toda a região do Morumbi, desde as pontes Eusébio Matoso e Morumbi.
Mesmo assim, boa parte do público conseguiu chegar ao estádio antes do show de abertura, a cargo da também aguardada banda Velvet Revolver, que subiu ao palco às 21h05.
Apesar de megashows requererem atenções redobradas, esse foi tranqüilo, com algumas ocorrências de furtos, perdas de documentos e desmaios, de acordo com as polícias civil e militar.
"Se vocês pensam que nós não sentimos sua falta, vocês se iludiram, baby!", disse o cantor Steven Tyler, que tinha se apresentado no mesmo estádio pela última vez havia 13 anos.
A banda mostrou, de diversas maneiras, sua disposição como reconhecimento pelo entusiasmo dos fãs: Joe Perry chegou a tocar guitarra espancando as cordas com sua camisa e, depois, se jogou no tablado da bateria.
Gostamos muitíssimo, por Adriana Del Ré e Livia Deodato
O Aerosmith tinha tudo para fazer um show burocrático. Motivos para isso não faltaram. Em primeiro lugar, o público já estava ganho antes mesmo de o show começar. Afinal, a banda foi responsável pela trilha sonora da adolescência de muita gente ali no Morumbi. Em segundo: no set list fornecido aos jornalistas antecipadamente, a promessa era de um sucesso após o outro, de cabo a rabo.
Enfim, nada de novo no Reino da Dinamarca. Com essa combinação, Steven Tyler e companhia nem precisariam despender muito esforço, se assim quisessem.
Mas, mesmo com quase 40 anos de estrada, a banda mantém um vigor que muita bandinha de rock por aí não exibe. E cá entre nós: com aquele vozeirão, aquele bocão, aqueles cabelos esvoaçantes e aquela energia contida no corpinho de Tyler, fica difícil um show cair na mesmice.
Delírio supremo
O público foi ao delírio supremo do começo ao fim com o performático vocalista, desfiando em doses homeopáticas e lisérgicas Falling in Love, Cryin', I Don't Wanna Miss a Thing, Janie's Got a Gun, Jaded. Quer mais?
Tyler ainda lançou um ‘obrigado' sem sotaque gringo e conclamou uma hegemonia efêmera entre o público e a banda com a frase ‘nós é f...'. Isso sem contar a guitarra arrepiante de Joe Perry, que foi melhorando mais e mais com o passar das décadas.
Tudo bem: o repertório foi pensado para abrigar os grandes hits. E ponto. “Não teve nenhuma novidade”, podem argumentar os mais puristas, que acham que um show de rock de verdade precisa vir com uma dose cavalar de “bagaceirice” (som sujo, atitude rebelde, vocalista mordendo morcego ao vivo, etc.).
Mas como jogar no mármore do inferno uma banda que os brasileiros não viam ao vivo havia mais de dez anos e que resolveu montar um show para fãs, que ficariam satisfeitos com um repertório cheio de músicas antigas quanto novas?
Canções que marcaram (quiçá, eternizaram) a juventude de muitos que ali estavam revivendo o significado que cada uma delas teve durante uma vida. Se esse foi o pensamento do Aerosmith, então eles cumpriram bem o seu papel.
Gostei, ma non troppo, por Flávia Guerra
“Esta é para os fãs”, dizia um, veja só, fã do Aerosmith durante a execução de Sweet Emotion . Emocionante foi de fato o show destes dinossauros do hard rock prêt-à-porter em que se tornaram as grandes bandas de outrora.
Shows são sempre para os fãs, não? E grandes turnês têm de conter os clássicos, aquelas que todos pagam literalmente para ver e ouvir. Então, dá-lhe Cryin, Wake It Takes e Dream on na multidão que se reuniu para celebrar a banda que não vinha ao Brasil desde 1994. “Vocês acham que não sentimos a falta de vocês. Então, dream on, São Paulo”, disse um protocolar Tyler.
A frase soou como ‘fill in the gaps' (preencha a lacuna), “Dream on, São Paulo. Dream on, México, Roma, Londres. Dream on...” Sim, você quer ver um show de rock de fazer delirar de verdade e professar, barrocamente, a religião do rock? Então, vai sonhando.
Tyler e sua trupe fizeram um belo show. Impecável. Mas quem disse que o rock tem de ser impecável? Onde estão as tripas e os corações? Resquícios de uma adolescência já passada? Talvez. Mas o fato é que Tyler e cia. fizeram um show competente, som adequado, caras e bocas, a velha calça desbotada e rasgada, ou coisa assim, e contorcionismos de um mestre iogue (com direito até a ‘ventos nos cabelos'), riffs virtuosos de Joe Perry, gritos e sussurros no microfone. Sim, tudo isso teve sim, senhor.
Mas há algo de menos no reino de Tyler. Talvez um Come Together emprestado de uns tais de Beatles (e que a banda já gravou magistralmente em uma releitura que conseguiu melhorar o original) fizesse a galera que lotava a lateral direita do Morumbi delirar, levitar ou conjugar qualquer verbo chavão quando o assunto é show de rock.
“Ele tá parecendo a Danuza Leão”, disse um. “Tá mais para a Rita Lee, Ana Maria Braga”, brincou outro. “Ele é maravilhoso assim mesmo”, gritou a fã que estava, na verdade, mais interessada em namorar. “O som tá ruim. Tá parecendo um showzinho pequeno, você não acha?”, reclama outro. Tem sempre alguém que diz: “Toca Raul!” “Não, não. Tá mais para toca Ana Júlia”, retrucou o outro.
“Faltou o Tyler incorporar o Iggy Pop”, sonhou e encerrou o assunto um fã satisfeito, ma non troppo. É. Em tempos Rebeldes, fazer o esperado é fazer muito. Palmas para o Aerosmith.
Matérias
Rolling Stone Brasil (05.2007)
Roadie Crew (05.2007)
BIZZ (05.2007)
BIZZ (04.2007)
Rolling Stone Brasil (04.2007)
O Estado de S. Paulo (04.2007)
Folha de S. Paulo (04.2007)
O Globo (04.2007)
Rolling Stone Brasil (02.2007)
Livro de Mensagens para a Banda
Eu fiz um livro de mensagens dos fãs brasileiros para entregar à banda na vinda deles ao Brasil. Eu consegui entregar o livro pessoalmente à banda. Veja abaixo algums fotos do livro, dos autógrafos deles na cópia que eu fiz para mim e da caneta que o Steven usou para autografá-la:
Encontro com a banda
Algumas fotos do meu encontro com a banda, no qual eu entreguei o livro de mensagens: