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01.07.09  |  O baterista do Aerosmith sai de trás da bateria para falar do seu novo livro

O estilo de vida selvagem do vocalista Steven Tyler e do guitarrista Joe Perry do Aerosmith é uma história conhecida: a bebida, as drogas, etc. Mas a banda é um quinteto, o que quer dizer que três das vozes do mais famoso grupo de rock de Boston tiveram seus microfones desligados por muito tempo. Em uma memória bem espontânea, o baterista Joey Kramer finalmente sai de trás da sombra do famoso frontman e dolorosamente relembra as montanhas de drogas que eles consumiram, a lenta caminhada para se livrar do vício e uma batalha contra a depressão também.

TheSandbox’s Charlie: Em que ponto você decidiu que era a hora de escrever um livro?
Bom, tudo começou, ahn, quatro anos e meio atrás, quando eu contava para as pessoas histórias sobre como é estar na estrada e histórias da minha jornada na vida. E eles disseram “Uau, cara, você devia escrever um livro, você devia escrever um livro”. E, você sabe, sendo quem eu sou, eu realmente achava que não seria interessante escrever um livro – ou que ninguém se interessaria em ler.

TheSandbox’s Special Ed: Você fala sobre atingir o fundo do poço enquanto se está no topo. Obviamente, há um maltrato aí. Quantas vezes foram necessárias para você falar “Eu preciso mudar as coisas, eu preciso dar um jeito em mim”?
Bom, uns 20 anos abusando das drogas e do álcool. Mas o que aconteceu mesmo foi, quando estávamos reunindo a banda… Bom, não que a banda tenha acabado completamente um dia, porque eu, Tom e Steven a mantivemos. Mas Joe e Brad voltaram para a banda e pegamos o Tim Collins para ser nosso empresário. Tim nos disse “Escuta, eu posso ajudar, mas vocês têm que tirar as drogas e o álcool da vida de vocês”. Basicamente foi esse o início de tudo. E, coincidentemente, nesse ponto da minha vida eu acho que estava pronto para fazer isso. Mas eu não sabia como… Eu precisava da ajuda e não sabia como pedi-la. Tim estava lá e fundamentalmente nos colocou no caminho para a recuperação.

The Sandbox’s Fletcher: O livro é repleto de histórias fantásticas, mas você teve hesitações? Levou um tempo para considerar escrever o livro?
Na verdade, não, porque eu tenho um sentimento no meu coração de que há tantas pessoas que podem se relacionar com a história e se identificar com ela, que isso realmente não passou pela minha cabeça. Sério, meu objetivo com esse livro é ajudar as pessoas. E, sim, há histórias nele sobre a banda e as minhas jornadas pela vida, mas o tópico principal do livro é a confusão que as pessoas têm entre amor e maltrato. Esse assunto é algo tão urgente que eu acho que muitas pessoas, eu acho e espero, vão se relacionar com ele.

Charlie: Amor e maltrato parece ser um tema recorrente em bandas de rock que já existem há um bom tempo, porque você ama essas pessoas mas ao mesmo tempo provavelmente está enjoado delas. Você fica cansado de olhar para eles depois de estar na estrada por tanto tempo… Você teve que ir para os outros caras com algumas dessas histórias e falar algo como “olha, eu ficaria muito bem comigo mesmo ao escrever isso. Você se importa se eu usar essa história?”
Não. Estou colocando o meu na reta, porque acredito que isso irá ajudar as pessoas.

Charlie: E eles, então? Você está preocupado em pisar no pé do Steven?
Bom, não tem nada lá que vai, ahn – Quero dizer, eu não fiz ninguém aparecer como um monstro. Sabe, todos nós fizemos as mesmas coisas, eu não faria isso. Não sou esse tipo de pessoa. Não faria isso com nenhum parceiro meu, mesmo, porque eles todos são meus irmãos e eu os adoro com muito carinho. Eu não sou uma pessoa rancorosa – isso simplesmente não faz parte de mim.

Fletcher: Uma das minhas amigas que trabalhou na indústria musical por muito, muito tempo, disse que nos anos 70 e 80 havia deslumbrantes festas pós-show e sempre tinha um monte de pó em cima de uma mesa qualquer. Você sabia que estava numa festa realmente boa quando o pó tinha forma… Ela falou sobre uma festa em Miami – eles entraram e em uma mesa de vidro tinha a cara do Michael Jackson feita de cocaína! Você já foi a alguma festa assim? Qual era o formato das drogas?
[Risos] Aah, bom… Muitos, muitos anos atrás, Bill Ludwig, das baterias Ludwig, que eu usava na época, costumava fazer uma convenção de bateristas uma vez por ano e isso aconteceu na festa… Era o logo da Ludwig… E eu lembrando de ter inalado um pouquinho do “I”.

Charlie: Não sei se é uma lenda urbana ou coisa assim, mas você tacou fogo em si mesmo enquanto abastecia a sua Ferrari?
Ah, não, essa história é verdadeira. Eu não taquei fogo em mim mesmo – não sou tão fogoso assim.

Fletcher: Você pode explica como algo assim acontece?
Bom, eu parei no posto…

Special Ed: Qual tipo de Ferrari?
Era uma 355 Spider. Foi em 1998. Eu parei no posto, o garoto saiu, não era um posto em que você mesmo abastecia. Ele colocou a mangueira no carro e saiu para abastecer outro carro. A mangueira caiu do carro, espalhando gasolina pelo chão. E isso no meio de Julho – foi em 15 de Julho de 1998, então estava bem quente. Aí o carro é tão rebaixado que está projetando o calor. Isso é tudo que você precisa para o incêndio – não é preciso uma faísca ou coisa assim. Então a poça de gasolina pegou fogo e cercou o carro em chamas. As chamas estavam tão altas quanto o beiral do telhado do posto, e quando eu olhei para cima depois de tirar o cartão de crédito da carteira, o fogo havia atingido uns 4 ou 5 metros de altura.

A única coisa que eu pude pensar na hora foi correr para fora do carro. Eu abri a porta, tirei o cinto, coloquei o antebraço na testa e saí do carro. Queimei o antebraço inteiro e do início da minha coxa até o tornozelo. Eu estava de bermuda e regata, parecia uma cena de um filme de terror – foi impressionante. Graças a Deus, eu tive um monte de queimaduras de terceiro grau e não fiquei com cicatriz.

Fletcher: A pessoa que te atendeu veio logo depois e disse “Aah, Mr. Kramer! Sinto muito!”
Não, ele correu para o campo que tinha atrás do posto achando que tudo ia explodir. Foi um horror mesmo. Foi comentado no mundo inteiro.

Special Ed: “Eu matei o Aerosmith!”
Eu tenho sorte por ter sobrevivido. Digo, se você visse as fotos do carro… Foi bem brutal.

Fletcher: Isso foi no auge do Armageddon, vocês tinham a música mais famosa do mundo na época.
Sim, tivemos que cancelar um mês de shows e ninguém ficou feliz por causa disso. Mas eu tinha que repousar, não tive escolha.

Charlie: Imagina que legal seria se você tivesse dirigido para fora do posto e as pessoas vissem você dirigindo uma Ferrari em chamas. As pessoas falariam: “Esse Joey Kramer é incrível! Ele tacou fogo na Ferrari e está dirigindo por aí!”
[Risos]

Você pode nos dizer um pouco sobre o que anda acontecendo com o Aerosmith agora?
Bom, sim, nós acabamos de começar uma turnê. Fizemos uns três, quase quatro, shows. Acho que está tudo funcionando muito bem por enquanto. Demora um pouquinho para nós pegarmos o jeito, pois ficamos uns dois anos parados, é a primeira vez que fazemos isso nos nossos 39 anos de vida. Nunca tiramos um ano inteiro de folga, mas havia um monte de coisas diferentes nos importunando e é isso, nós estamos voltando, cara. Quanto mais velho, mais difícil fica, mas nós estamos determinados, porque amamos fazer o que fazemos. Amo mais do que qualquer coisa sentar no palco atrás daqueles quatro caras, tocar a minha bateria e trazer alegria para as pessoas. Isso é o que eu sei fazer e é isso que eu amo.

Fonte: Aero Force One

 



  • gravatar Liperry disse:
    1 de July de 2009 às 15:36 | [ Citar ]

    Esse livro eu gostaria de ler


  • gravatar Tati Tyler disse:
    2 de July de 2009 às 00:31 | [ Citar ]

    Eu tambm,… espero que chegue aki!… Jah to até sentindo dor no bolso! :wacko:









  • :smile: :wink: :wassat: :tongue: :laughing: :sad: :angry: :crying: :love: :oh: :oo: :blush: :whistle: :biggrin: :dry: :ill: :rolleyes: :sleep: :wacko: mostrar mais »

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    Esta notícia foi publicada às 05:44 na(s) categoria(s) Joey Kramer, Notícias. Você pode acompanhar os comentários desta notícia através do nosso feed RSS 2.0. Você também pode deixar o seu comentário aqui, ou enviar um trackback do seu site.

     



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