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  As últimas notícias da banda

 

Este ano começou admitidamente difícil para a “Maior Banda de Rock and Roll da América”. O vocalista do Aerosmith, Steven Tyler, parecia estar ausente devido a uma passagem pela clínica de reabilitação em 2009 e a planos de cirurgia nas pernas¹. Enquanto isso, o guitarrista do Rock and Roll Hall of Fame Joe Perry anunciava uma busca por um novo vocalista.

Então, como acontece tão frequentemente no tumultuoso mundo do rock, a banda conseguiu acertar tudo e voltar à estrada, incluindo uma parada no Boardwalk Hall em 28 de agosto pela turnê Cocked, Locked and Ready to Rock.

Brad Whitford, que está no grupo quase desde o início em 1970, fala sobre o estado da banda e por que, apesar de quatro décadas de altos e baixos, o Aerosmith ainda combina.

Você achava que chegaria a esse ponto, com o Aerosmith fazendo música novamente com Steven e Joe?
Fomos à América do Sul [no início do verão] para fazer os primeiros shows da turnê. Foi uma surpresa boa voltar aos palcos e um lembrete do que nós deveríamos estar fazendo. Nós curtimos muito. Aconteceu uma reafirmação para todos nós. A banda está tocando melhor do que nunca. Tem uma espécie de cola quando você toca com as mesmas pessoas por tantos anos. Torna-se muito único e muito especial.

Para alguém que nunca foi a um show do Aerosmith, como é a experiência?
Eu diria que enérgica – as pessoas vibram com a paixão. A paixão que temos pela nossa música fica bem evidente quando estamos tocando e essa energia circula por todo o local.

Como é para você, um músico treinado, que foi à Berklee College of Music, colaborar com Joe Perry, que é autodidata?
Sempre foi uma abordagem muito orgânica para nós. Nós temos muita sincronia. Tem muita improvisação – não éramos do tipo de sentar e trabalhar em cima de um monte de coisas. Apenas tocamos e simplesmente acontece. Sempre foi assim. Algumas partes são planejadas, mas muito é bem natural.

O mesmo é verdade para o restante da banda?
Definitivamente tem uma química – isso realmente é algo que se descobre quando a banda inteira não está junta. Tivemos situações onde uma pessoa substituiu Tom [Hamilton] quando ele não podia tocar. Muda todo o som e a pegada da banda. Química é uma coisa bem interessante. É incrível quando funciona – é uma dádiva de Deus, algo que não dá pra entender. É como uma torta de maçã – esses são os ingredientes e esse é o resultado – e não dá pra simplesmente colocar outros ingredientes.

Você deixou a banda no início dos anos 80 e voltou depois que ficou sóbrio. Como você conseguiu entrar no ritmo da banda novamente?
Quando começamos a trabalhar no início dos anos 70, éramos jovens demais para cuidar de nós e acho que as pessoas com quem trabalhávamos não estavam muito interessadas na nossa preservação. Nunca pensamos nisso – era só trabalho, trabalho, trabalho, trabalho – [então] nós nunca paramos pra valer. Ainda temos aquela tendência a dizer “Tá, vamos fazer isso” e precisamos ser um pouco mais conscientes e sensatos sobre o que podemos e não podemos fazer. É preciso ter uma vida fora disso para trazer energia. É preciso dar energia para ter uma vida fora e dentro da banda. Provavelmente devido ao fato de que todos já termos por volta de 60 anos, isso é forçado em cima de nós.

Você diria que a banda está vivendo uma versão mais limpa do estilo de vida do rock ‘n’ roll?
Não podemos viver como vivíamos antes. Era basicamente uma festa constante. Todos sabemos o que acontece se fizermos isso – você se mata. Tem um equilíbrio em tudo e às vezes demora uma vida inteira pra entender.

Fonte: GOAC.com

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Quando Brad Whitford diz que está entusiasmado por tocar no Bank Atlantic Center pela turnê do Aerosmith “Cocked, Locked and Ready to Rock”, ele não está falando só para o público local comprar ingressos. Ele é sincero – porque “nós não tínhamos muita certeza se poderíamos fazer isso novamente”, diz o guitarrista rítmico.

2009 foi um ano difícil para os deuses do rock de Boston – Whitford machucou sua mão¹ e perdeu parte da turnê; mais tarde, a turnê inteira foi cancelada depois que o vocalista Steven Tyler caiu do palco durante um show em South Dakota. Os membros Tom Hamilton e Joe Perry também passaram por cirurgias nesse ano e no final dele “nós tínhamos tantos problemas. Nós não sabíamos onde iríamos parar. Mas acho que foi uma fase boa para nós. Uma quantia justa de reflexão aconteceu e todos percebemos que coisa maravilhosa nós tínhamos”.

Como é estar de volta?
Somos grandes fãs de estar na estrada. Como descrever isso? Tem sido algo realmente incrível… O cerne tem que permanecer forte, ileso e simplesmente sair e tocar bem verdadeiramente.

Com um ano como o ano passado, vocês estavam preocupados em tocar com os altos padrões que são esperados dos seus shows?
Nós exigimos padrões muito altos da maioria das coisas, especialmente nossa música e somos muito orgulhosos do que fazemos e podemos fazer no palco. Nós amamos fazer isso. Não tínhamos certeza do que se passava com Steven quando ele começou a passar pela reabilitação e coisas assim. Quando começamos a perceber que nós realmente queríamos voltar e fazer o que a banda faz, conversamos e chegamos a uma conclusão juntos.

Então não teve hesitações?
Nós sabíamos o que iríamos fazer, que teríamos que ensaiar, pensar em que músicas tocar e simplesmente nos prepararmos. Foi uma questão simples de logística. De certa forma, foi como colocar um chapéu velho. Esse chapéu não fica muito empoeirado (risos). Parece que vai ficando mais limpo! E a banda, como uma banda, são artistas tão bons. Passamos por um longo caminho e isso faz ser uma verdadeira alegria estar no palco com esses caras.

Isso é visível quando vocês tocam, se você não se importa que eu diga. É tão aparente que vocês não estão apenas tocando de qualquer jeito, mesmo após quase 40 anos.
É difícil descrever como é tocar com uma banda tão boa como essa. É uma situação bem rara.

Como vocês escolheram o setlist?
Quando estávamos na América do Sul, usamos uma abordagem meio diferente. Estávamos, na verdade, tocando mais o que as pessoas queriam ouvir, o que pensávamos que elas queriam ouvir. Queríamos ser um pouco menos egoístas com o setlist (risos). Não dá para saber quantos fãs novos têm na platéia numa noite, então é meio complicado para nós. Nós provavelmente nos atormentamos demais com isso, provavelmente mais do que precisamos. Mas é isso que nós fazemos. Somos bem cuidadosos com isso. Tentamos fazer todos felizes, considerando que é uma performance de umas duas horas. Permite que mexamos um pouco. Há talvez 21, 22 músicas, então… Temos muitas músicas!

Quais você diria que são suas músicas favoritas, tanto favoritas da platéia quanto suas?
Me perguntam muito sobre músicas favoritas e, uau! Não consigo dizer! Curtimos tanto tocar no palco com todo o material. Eu sei que ouço certas músicas no rádio e amo isso! Uma das minhas favoritas é “Back in the Saddle”. Amo os elementos de produção e quando saiu era uma peça bem única de rock. Tem um dos riffs mais legais do Joe Perry que eu já ouvi.

Então ainda é excitante se escutar no rádio e pensar “Essa música é muito maneira… e sou eu aí?”
Ainda me belisco! De fato, faço isso. Tem sido uma jornada incrível. Nunca imaginei que isso iria tão longe. Acho que todos nós nos sentimos meio abençoados por continuar fazendo isso.

Nota: Brad não machucou a mão, ele precisou passoar por uma cirurgia na cabeça.

Fonte: PBPulse/The Palm Beach Post

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Irvine, Califórnia – no backstage antes de um show do Aerosmith, uma espécie de caos feliz reina.

O baixista Tom Hamilton está tagarelando com Liv Tyler, atriz filha do vocalista Steven. Um calmo e sereno Brad Whitford fala sobre estar entusiasmado para o show enquanto desliza pela mesa do bufê. O setlist do último show que a banda tocou na área – no Hollywood Bowl, em 2006 – está grudado na parede para lembrar a banda de mudar a seleção das músicas. O guitarrista Joe Perry conversa amigavelmente enquanto se aquece no seu camarim, dedilhando uma guitarra desconectada. Enquanto tudo isso acontece, o som da banda de abertura Cheap Trick toca ao fundo, agentes, empresários, fotógrafos e técnicos correm de um lado para o outro e o relógio conta os minutos para a hora do show.

Então uma nova ruga chega às preparações da noite, com a notícia de que Tyler pode virar jurado do American Idol.

Quando perguntados sobre o rumor, Hamilton, o baterista Joey Kramer, Perry e o empresário da banda (que não é o mesmo empresário de Tyler) declaram ignorância e percebe-se que essa não é a primeira vez que eles escutam potenciais novidades sobre Tyler através de terceiros. Perry tenta escolher cuidadosamente as suas palavras sobre a especulação: “Como colocar isso”, ele diz. “É um rumor interessante”.

Quando as luzes se apagam, os quatro membros do Aerosmith se amontoam para um abraço enquanto Tyler se prepara em outro lugar.

Quando as luzes se acendem, é uma história totalmente diferente.

É provavelmente impossível determinar quantas vezes o Aerosmith tocou “Back in the Saddle” ao vivo. Mas embaixo de um estrelado céu da Califórnia em frente a uma platéia barulhenta e com diversas faixas de idades no Verizon Wireless Amphitheatre, fica claro que quando a banda de Boston ataca com a estridente e bate-cabeça música de abertura, o sentimento do nome soa mais verdadeiro do que nunca – pelo menos nos palcos.

Para a atual turnê do Aerosmith, que chega ao Fenway Park no sábado sob a forma de um show esgotado com os companheiros rockeiros lendários de Boston, The J. Geils Band, o grupo se sente renascido. Nessa noite eles estavam visivelmente estimulados. Tudo desde sucessos mais recentes como “Pink” e “Eat the Rich” a favoritas dos fãs como “Mama Kin” e uma fascinante e psicodélica “Lord of the Thighs” tem uma locomoção telepática. Em um momento durante “Thighs”, a banda inteira se aglomera ao redor da bateria de Kramer – Tyler perdido nas suas maracas, Whitford e Perry como um monstro de duas cabeças, Kramer e Hamilton completamente ligados ao ritmo.

As músicas, agora, são uma segunda natureza, mas o fato de eles estarem ali em cima tocando não é mesmo uma façanha desprezível. De acordo com o que todos dizem, esse foi um dos períodos mais pobres na história do Aerosmith. Para relembrar, 2009 e o início de 2010 incluíram uma turnê infestada de problemas de saúde, atacada por ausências médicas de Whitford e Tyler, seguidos por Tyler quebrando o ombro depois de cair do palco em agosto, o que forçou o cancelamento do restante da turnê. Em novembro, o relacionamento entre Tyler e o restante da banda estava tão tensa que houve idéias dosubstituí-lo. Então vieram histórias de que Tyler estava enfrentando antigos demônios, o que foi confirmado quando ele entrou na clínica de reabilitação em dezembro por causa de um vício em remédios. A notícia do Idol é a última trama dessa novela em andamento.

Em uma recente entrevista com membros da banda, emerge uma imagem de um grupo em sincronia musical completa no palco, mas com um frágil pedaço deslocado. De fato, o palco pode ser o único lugar em que os membros do Aerosmith sabem que podem pisar firme – sem trocadilhos. A qualidade dos shows é uma área em que todos os membros da banda concordam plenamente.

“Nós curtimos muito”, diz Hamilton sobre a parte sul-americana e européia da turnê “Cocked, Locked and Ready to Rock”. “É um daqueles momentos onde você sabe que quer experimentar o máximo possível, porque, obviamente, no último inverno nós tivemos um gostinho do que seria não voltar lá por um tempo”.

Diz um alegre Kramer: “Agora que vejo que voltamos completamente, meu coração se sente muito bem”.

Diz Tyler: “Deu um significado novo ao porquê de fazer isso. Juro por Deus, a banda está tocando tão bem e deixando loucos nós mesmos”.

Diz Perry: “Quando a cortina cai, parece que estamos em 1971″.

O elétrico cenário de Irvine foi usado exaustivamente centenas de vezes nos 40 anos de vida da consagrada banda de hard rock integrante do Rock and Roll Hall of Fame. Mas é um que muitos fãs e até alguns membros da banda não estavam certos se veriam novamente.

“Lembro-me de pensar até mesmo nas piores partes do ano passado ‘Não sinto como se tivesse tocado meu último show com o Aerosmith’”, diz Hamilton. “Não sentia isso. Eu sempre soube que se houvesse uma oportunidade de consertar tudo, eu estaria lá. Mas eu estava pronto para isso não acontecer há muito tempo”.

Tão pronto que Hamilton, Perry, Kramer e Whitford começaram a falar sobre sair em turnê com outra pessoa operando o microfone.

As conversas sobre a substituição do vocalista não foram meramente um alerta ao espalhafotoso frontman, de acordo com Hamilton. “Foi mais longe nessa direção do que nunca”, ele diz. “Mas nunca chegamos a uma conclusão. Nunca dissemos ‘isso é o que vamos tentar fazer’, ‘vamos ligar para esse’ e ‘vai ser esse aqui’. Um monte de coisas estava no ar, e acho que se continuasse como estava no ano passado por mais um ano – não sei se seria considerado um projeto paralelo, ou o quê – mas alguma coisa teria acontecido.

Por sorte, não chegou a este ponto, e Tyler insiste: “tem amor ali” entre os membros da banda.

“Fiquei ausente três meses e após os dois primeiros fiquei uma semana em casa. Marquei uma reunião e disse que sairíamos em turnê”, relembra Tyler. “Eu disse: ‘vamos parar com toda essa [censurado]‘. Fico muito orgulhoso por ser parte dessa banda que tem seus altos e baixos, mas ainda estamos juntos. E o amor e a paixão que ainda estão aqui apesar de toda [censurado] que pode acontecer e as pedras que alguns podem atirar. Eu só as tirei do meu caminho e segui em frente. Tenho muito orgulho por ter feito isso e pela banda ter deixado o passado para trás, todos nos olhamos e dissemos ‘vamos nessa’”.

Diz Perry: “Nos conhecemos há tanto tempo, pra muito disso nós só dizemos ‘O que passou, passou, vamos seguir em frente, estamos de volta e vamos agitar esse mundo’. E foi por aí’”.

De uma estranha forma que se encaixa à tumultuosa história da banda, a pausa forçada acabou sendo positiva. Claro, as lesões de Tyler e o abuso de substâncias foram dolorosos para todos os envolvidos, mas deu ao quinteto tempo para pensar sobre o que eles realmente queriam. E o que eles realmente queriam era que esse extraordinariamente bem-sucedido e criativamente gratificante empreendimento, ao qual eles devotaram a vida adulta inteira, de alguma forma, continuasse funcionando.

“É, tenho que dizer que não foi algo que eu gostaria de passar novamente, mas a banda saiu disso melhor, foi como se tivesse dado uma recalibrada”, diz Hamilton. “Sabe, você fica tão exausto, todas as desavenças com a banda transbordam e às vezes isso acontece quando não se tem a oportunidade de dar um tempo. Isso ficou muito intenso. Tivemos que olhar nesse abismo de novo. Demos uma olhada ali e odiamos, isso nos trouxe ao bom senso e todos estavam dispostos a ficar cara-a-cara para fazer o que fosse necessário e colocar alguns shows no calendário”.

“Nós nos irritamos, mas a maioria dos casamentos que passou pelo tumulto dessa banda teria se divorciado vinte vezes”, diz Tyler. “Tivemos três separações e continuamos casados, porque quando nos juntamos, ofuscamos as luzes de cada cidade que vamos. É bem íntimo mesmo”.

“Acho que nós sempre tivemos dificuldades para relaxar. Acho que isso é parte do porquê de termos sido tão bem-sucedidos no decorrer dos anos, se analisarmos”, diz Perry. “Sempre insistimos muito naquele pedacinho que nos mantém na ativa, acho que é por isso que tem sido tão difícil fazer pausas. Acho que só consigo lembrar de uma vez ou outra que fizemos, talvez cinco ou seis anos atrás. E nas outras vezes é uma explosão, depois que a poeira abaixa, nós percebemos que era apenas toda a tensão acumulada e nós realmente só precisávamos dar um tempo. Novamente, demorou um pouco para percebermos isso, mas sabe, estou feliz só pela banda estar junta novamente. Como eu disse, eu estava me divertindo fazendo o que estava fazendo [com meu álbum solo], sei que os outros caras testavam fazendo outros projetos, mas o Aerosmith está no topo da lista de todo mundo.

A última perturbação na Aeroforça foi a questão do Idol. Tyler falou recentemente em um programa de rádio sobre a oferta, mas seu relações públicas – também separado do resto da banda – diz que não há novidades.

Independentemente de ele ganhar uma cadeira no Idol, Tyler diz que ele está comprometido ao Aerosmith e à sua sobriedade – assim como às suas memórias, “Does the Noise in My Head Bother You?”, com lançamento previsto para o ano que vem.

“Quando aquela cortina cai e eu estou com a minha banda, tem um poder. Apaga as luzes de tudo que eu vejo como uma farsa e [censurado]“, ele diz. “Houve vários motivos que me mantiveram afastado – você lerá no meu livro – que a banda deu pra mim. Mas o meu programa é sobre perdão, e no meu perdão eu colho tantas recompensas que, eu acho, na minha glória agora estando sóbrio, a banda está reluzente e eu estou tão grato quanto se pode estar”.

Agora todos os olhos estão no Fenway Park. Perry, em particular, quer tocar no estádio desde que começou a receber shows nos anos recentes.

“É quase como se houvesse apenas um show nesse verão, e este é o do Fenway Park”, ele diz.

A cereja no topo é a J. Geils Band, da qual Perry tem sido um fã devoto desde os anos 70. “Lembro-me de vê-los tocar no velho Tea Party, quando eles eram a banda da casa. Eles sempre foram uma das minhas bandas preferidas ao vivo de todos os tempos. Sem questionar, facilmente”, o guitarrista diz. “Aprendi muito sobre showmans com esses caras”.

NÃO PERCA NADA:

O Aerosmith está no topo da lista dos 25 Melhores Atos da Música Pop de Boston na revista do Globe de hoje.

Tyler já está esperando entusiasmadamente pela potencial reunião dos faladeiros com o frontman dos Geils, Peter Wolf.

Hamilton apenas faz uma quase-piada: “Sinto como se alguém tivesse feito uma besteira e aprovado antes de ir ao chefe e ter certeza”.

Além de Fenway, a banda está convencida de que o Aerosmith continuará sendo um empreendimento de turnês e gravações. Hamilton, Perry e Tyler têm material para levar à banda e esperam começar a gravar no ano que vem.

O que não quer dizer que em uma banda com um passado repleto de obstáculos, desvios e problemas de saúde não há mais no horizonte. “Ainda temos que parar e discutir sobre o cronograma”, diz Perry, citando os problemas no joelho de Tyler como um assunto que precisa ser abordado.

Mas o otimismo cauteloso permanece. E mesmo se Tyler assinar com o Idol, Kramer acredita que p futuro repleto de novos álbuns e mais shows que ele imagina ainda é possível. “Ah, sim, não vejo por que não. Não vejo por que uma coisa deve atrapalhar a outra. A única coisa que posso imaginar parando essa banda é se alguém morrer”, diz Kramer. “Além disso, não nos vejo fazendo qualquer coisa além do que fazemos agora daqui em diante. Estamos nos divertindo, e é aí que fazemos o que fazemos de melhor”.

Vendo-os no palco em Irvine, é possível acreditar que qualquer que sejam os problemas que eles tiveram no passando são mesmo facilmente deixados de lado no palco. Se existe algum ressentimento, não é visível quando Tyler e Perry se aproximam no microfone. Tyler parece pronto para sair da sua pele, indo a cada membro da banda para bater em um com os quadris, se encostar em outro, colocar o microfone na bateria..

Pode não ser claro o quão seguras estão as correias em qualquer momento, e parece que são dois cavalos puxando a carroça, mas por enquanto o Aerosmith está mesmo de volta à sela – novamente.

Fonte: Boston Globe

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Scans das páginas internas: (1)(2)(3)(4)(5)(6)(7)

“Tem vezes que eu só quero cair for dessa p****â€. É o início da manhã de um perfeito dia de primavera em junho e Joe Perry, café preto em mãos, está relaxando na parte externa da sua casa em New England. Ele está refletindo sobre o seu longo passado musical e contemplando – apenas talvez – um futuro que tem um foco decididamente diferente. “Porque já fiz de tudoâ€, ele diz. “Tenho ido longe demais para provar o que quis provar, ter a garota que queria ter, ganhar o dinheiro que queria ganhar, beber toda a cerveja que queria beber. Já toquei – não exatamente em todos os lugares, mas já toquei em lugares o suficienteâ€. Perry faz uma pausa e contempla a exuberante vegetação dos arredores da sua propriedade. “Então às vezes eu paro e penso, que p**** estou fazendo? Porque, sério, eu poderia simplesmente fazer isso todo dia”.

É difícil discutir com o homem. De fato, Perry, pelo menos musicalmente falando, fez de tudo. Ao longo de quatro décadas com o Aerosmith, uma das mais duradouras bandas de rock and roll da América – e, sem dúvida, uma das melhores – ele deu vida a algumas das maiores músicas do rock, como “Walk this Way”, “Same old Song and Dance” e “Sweet Emotion”, vendeu mais de 150 milhões de álbuns no mundo inteiro e influenciou gerações de guitarristas (Slash, por exemplo, frequentemente credita o disco clássico do ‘Smith de 1976, Rocks, por fazê-lo seguir seu próprio caminho musical). Ao longo do caminho, ele se estabeleceu firmemente como um ícone da guitarra da mais alta ordem: um mal-encarado frio, de cabelos negros e queixo duro que faz com atitude, estilo e confiança fácil e descontraída cada movimento ou riff.

O que não quer dizer que foi uma jornada fácil. A história do Aerosmith e do Perry está manchada com as marcas dos anos de excesso de rock and roll: vício em drogas, passagens por clínicas de reabilitação, batalhas internas, membros saindo, sustos com a saúde e períodos de declínio comercial e agonia financeira. Ainda assim, eles não apenas sobreviveram, mas continuam a ascender a um nível extraordinariamente alto, um fato que Perry não deixou de perceber. “Parece que sempre conseguimos passar raspando”, ele reconhece com um sorriso. E enquanto o guitarrista poderia facilmente terminar seus dias em casa, envolto em uma bucólica felicidade suburbana, “há algo na banda que é muito sedutor”, ele diz. “É muito viciante. E estou meio curioso para saber o quão longe isso vai. Então é tipo, bem, vamos continuar por mais um tempinho”.

Recentemente, entretanto, houve um momento que pareceu que o Aerosmith – ou no mínimo o Aerosmith como conhecemos – não iria mais tão longe. O ano passado, particularmente, provou ser um dos mais tumultuosos da longa carreira da banda. Uma turnê em 2009 com o ZZ Top foi infestada de contratempos: o guitarrista Brad Whitford e o baixista Tom Hamilton tiraram licença separadamente para lidar com problemas médicos e várias datas foram canceladas logo no início, quando Tyler lesionou o pé. No show de 5 de agosto em Sturgis, South Dakota, Tyler caiu do palco na metade da apresentação, sofrendo lesões na cabeça e no pescoço, quebrando o ombro e forçando a banda a descartar o restante da turnê.

As coisas só pioraram daí em diante. Enquanto o Aerosmith ficou inativo durante o outono, começaram a circular rumores de uma rixa entre Tyler e seus colegas de banda. Depois que o vocalista abriu mão de uma planejada turnê na América do Sul no final do ano para concentrar suas energias em construir o que ele descreveu publicamente como “marca Tyler”, Perry anunciou que, quase 40 anos depois do seu início, o Aerosmith começaria a procurar por um novo vocalista. “A banda não iria ficar parada esperando”, Perry diz agora. “Se Steven fosse fazer algum projeto solo, ou ser jurado no American Idol, ou seja lá o que for, nós não iríamos ficar fazendo nada. Somos uma boa banda, e nós quatro podemos sair e tocar”.

Como resultado, o que se desenvolveu na imprensa entre os últimos meses de 2009 e o início deste ano foi um grande drama do rock and roll. Depois de insinuar que uma atividade solo viria por aí, Tyler abruptamente mudou de direção e se internou em uma desconhecida clínica de reabilitação para lidar com o seu vício em analgésicos. Perry, enquanto isso, se ocupou fazendo shows pelos Estados Unidos e Europa para divulgar seu álbum solo, Have Guitar, Will Travel. E enquanto isso os rumores se agitaram, com grandes nomes como Lenny Kravitz, Paul Rodgers, Billy Idol e Chris Cornell, entre outros, circulando na imprensa como possíveis substituições para o vocalista que muitos pensavam ser insubstituível (nessa época veio à tona que, em 2008, Tyler tinha feito testes secretos para pegar o lugar de Robert Plant para a abortada turnê de reunião do Led Zeppelin).

Entretanto, o mundo nunca vai saber o que, digamos, Aerosmith + Paul Rodgers poderia ter sido. Em fevereiro passado, com datas de grandes turnês de 2010 se avolumando, Tyler e a banda abaixaram as armas e se acertaram. “Todos nos reunimos com Steven e seu empresário [Tyler tem empresários separados dos seus colegas de banda] no nosso local de ensaio e demos forma às coisas”, Perry diz. “E todos estavam bem otimistas. Depois de passar por toda aquela m**** e toda a fofoca e tudo o mais, nós sabíamos onde estavam as coisas”.

Apesar da natureza fragmentada do relacionamento – a certa altura, advogados de Tyler ameaçaram tomar ações legais contra a banda se seus membros não parassem de falar à imprensa sobre a substituição do vocalista -, Perry diz agora que nunca duvidou que Tyler retornaria ao Aerosmith. “Eu sabia que ele iria voltar”, ele diz. “Só não sabia quando. Mas fiquei feliz que foi rápido”. O que não quer dizer que toda a discussão de trazer um substituto foi um meio de afastar Tyler da idéia da carreira solo; Perry prefere insistir que as intenções da banda eram genuínas. “Eu estava dando uma olhada, trabalhando com alguém e tocando, de forma temporária”, ele diz. “Quero dizer, alguém substituiu Tom [Hamilton] por um tempo, sabe? E as pessoas piraram, diziam ‘Não vai ser o Aerosmith’. Ah, jura? Vocês não precisam me dizer isso. Mas quem sabe o que poderia sair disso?”

Com Tyler de volta, há uma questão que permanece sem resposta, apesar de não ser a única: Perry não sabe explicar o que reuniu o vocalista à banda. “Nunca conversei de verdade com o Steven sobre o porquê de ele ter mudado de idéia”, ele diz. “Ele estava todo entusiasmado para fazer isso e aquilo. Nós ouvimos de tudo, desde ele se tornar apresentador de um talk-show a tocar em Vegas com uma grande banda – todo tipo de coisa. Mas se você vir todos esses shows que nós tínhamos à nossa disposição, os shows na América do Sul e os festivais na Europa, a realidade de não fazê-los era bem desencorajadora, acho”.

2010 está mostrando ser um ano marcante na estrada para o Aerosmith. A atual turnê mundial Cocked, Locked and Ready to Rock, que teve início em maio na América do Sul, não é coisa pequena: a viagem levou a banda a mais de uma dúzia de países, incluindo um espaço como banda principal do Download Festival no Reino Unido e a primeira vez do Aerosmith na Grécia, Peru e Colômbia, antes de retornar aos Estados Unidos para uma turnê por arenas descobertas. Depois disso, Perry diz, “Provavelmente vamos tirar uma folga e fazer o álbum”.

“O álbum”, como Perry se refere a ele, continua sendo talvez o maior elefante rosa na sala do Aerosmith. O mais recente álbum de estúdio da banda com material inédito, Just Push Play, foi lançado em 2001, então mesmo se o trabalho começar imediatamente após essa turnê, uma década inteira provavelmente terá passando antes de vermos um novo álbum de estúdio (tirando a coleção de covers de blues Honkin On’ Bobo, de 2004). Colocando de outra forma, isso engloba um período de tempo maior do que a primeira passagem de Perry pela banda, que durou de 1970 a 1979, durante o qual eles criaram discos clássicos como Get Your Wings, Toys in the Attic e Rocks em uma rápida sucessão.

A incapacidade do Aerosmith em produzir um álbum só com material inédito nessa última década é uma ferida particularmente para o guitarrista, que lançou por conta própria dois álbuns solo durante esse tempo. Acrescentada à frustração está o fato de que, ele prontamente admite, ele não um grande fã do Just Push Play. “Não fiquei muito feliz com a maneira que saiu”, Perry diz. “Fiquei muito mais feliz com o Honkin’ On Bobo. Queria ter feito o Just Push Play como fizemos esse álbum. Foi ao vivo e natural. E isso é basicamente o que eu penso ser o Aerosmith”.

Dito isso, ele continua: “Alguns dos caras na banda gostaram do Just Push Play. Eu não. Então f***-se, sabe? Gostei de umas duas músicas dele. Simplesmente não fiquei feliz com a maneira como foi gravado, com vários pedaços e remendos juntados no Pro Tools. Deixou de fora a maior qualidade que o Aerosmith tem, que é tocar ao vivo. E tem umas músicas que eu nem acredito que fizemos. Uma música como ‘Trip Hoppin’ não é uma que eu… Eu simplesmente não nos vejo assim. Mas ao se aprofundar na gravação, você perde de vista o que está fazendo, às vezes”.

O Aerosmith está trabalhando no sucessor de Just Push Play há muitos anos. Mas como Perry explica: “Nós começávamos no estúdio e ao mesmo tempo tínhamos uma turnê se aproximando. Aí a gravação encalhava por um motivo ou outro e tínhamos que parar e sair em turnê”. Alguns anos atrás, em uma tentativa de seguir em frente, a banda trouxe o produtor Brendan ‘O Brien, do AC/DC e do Pearl Jam. “Nós reservamos três meses”, Perry diz, “mas uma coisa leva a outra e de repente acontece tudo de novo: a turnê começa em três semanas e precisamos adiar o álbum de novo”.

Atualmente, o Aerosmith está se apoiando em um punhado de músicas que foram trabalhadas nas sessões abortadas durante todos esses anos, mas Perry diz que agora não sabe se algo desse material irá aparecer no eventual álbum. Em uma coisa ele é firme, entretanto: ele gostaria de ver o novo álbum – o último do contrato com a Sony – recapturar um semblante maior do som blueseiro e desleixado dos anos 70, um elemento completamente ausente no pop polido de sucessos recentes como “Jaded” e “I Don’t Want to Miss a Thing”. Mas enquanto o material mais produzido do Aerosmith é geralmente creditado a Tyler (e a sua predileção por usar compositores externos), Perry não é tão rápido em descartar completamente essas músicas. “Tocar algumas das músicas que Steven queria não tem exatamente nos machucado”, ele admite. “Mas nós costumávamos compor músicas que pensávamos que iriam soar bem frente ao público ao invés de ficarmos loucos tentando compor sucessos. As pessoas passam suas carreiras tentando descobrir o que faz um single ter sucesso. Mas aprendi há muito tempo que não dá para antecipar o que as pessoas querem, porque sempre vai mudar. Então, f***-se. Toque o que quiser.”

Deve ser notado que o que Perry sempre quis tocar também também serviu à banda no decorrer dos anos. Foi a sua transformação do som e estilo de pioneiros britânicos do blues rock pesado como Jeff Beck, Jimmy Page e Peter Green, do Fletwood Mac, em algo com riffs mais marcantes, acessível e essencialmente americano que foi responsável em grande parte por lançar o Aerosmith à estratosfera nos anos 70. E se Steven Tyler sempre foi reconhecido como o rosto – e a boca – do Aerosmith, Joe Perry é, sem dúvidas, a alma rock and roll da banda. No decorrer da história da banda, a persona “Deus da guitarra” inabalável e perenemente descolada ancorou a hiperatividade de Tyler com um ótimo efeito. Ele é o guitarrista sombrio, perigoso e levemente enigmático perfeitamente satisfeito em deixar a guitarra falar.

Então, sem surpreender, Perry é brando em relação ao seu papel na banda e até mesmo às suas próprias habilidades, chegando ao ponto de se chamar um “não tão bom guitarrista”. “Eu basicamente ajudo a finalizar”, ele diz. “Eu só me concentro nas músicas. E a maioria do que eu toco não é planejado. Percebo que muitas pessoas que tocam a guitarra solo podem voltar e tocar de novo. Na maioria das vezes eu não consigo. Depois que eu fiz e acabou, acho muito difícil fazer igual de novo. Porque não vem de nenhum senso de escala ou conhecimento técnico. É só atitude”.

Ele é consideravelmente mais efusivo ao discutir seu co-guitarrista há quase 40 anos, Brad Whitford. “Ele pensa musicalmente”, Perry diz do seu menos enaltecido parceiro. “Ele entende muito de música. É um ótimo guitarrista solo e tem um ótimo estilo. Lembro de quando estávamos fazendo o Pump, ele fazia uns solos e eu dizia ‘Cara, de onde você tira isso?’ Ele ainda faz esse tipo de coisa, mas continua se superando. Sempre aprendi musicalmente com o Brad, porque eu não tenho um bom ouvido. Várias vezes eu esqueço o que tocar e ele me mostra. Não existem muitas pessoas que podem tocar como ele e ainda trabalhar com outros quatro caras como nós”.

Perry cita clássicos do Aerosmith como “Last Child” e “Kings and Queens” como as contribuições de Brad Whitford ao catálogo do Aerosmith que ele mais gosta. Quando perguntado sobre o que ele considera os seus melhores momentos, entretanto, suas escolhas são decididamente mais esotéricas, “Tem uma música no álbum Joe Perry [de 2005] chamada ‘Can’t Compare’, onde as notas que eu toco simplesmente falam e contam uma história”, ele diz. “E gosto muito de ‘Wooden Ships’, uma instrumental no meu álbum mais recente [Have Guitar, Will Travel]“. E quanto ao seu melhor trabalho com o Aerosmith? “Provavelmente está em uma música que ainda não saiu”, Perry diz. “Se chama ‘Meltdown’. Acho que o solo que coloquei ali é bem perto do que considero ser certo. Eu cravei nessa. É uma das novas e esperançosamente poderemos usar no novo álbum”.

De acordo com Perry, o próximo álbum, o 14º de estúdio do Aerosmith, será finalmente finalizado no ano que vem. Mas agora a banda está curtindo só o fato de estarem juntos na estrada novamente. “Com Steven de volta, ele provavelmente está mais feliz do que já vi em muito tempo”, Perry diz. “E ele está mais saudável, mais forte e cantando melhor. É incrível. Então, vamos sair em turnê pelo menos durante o verão e tem tido uma conversa sobre o Japão, o Extremo Oriente e alguns outros lugares. Acho que agora que a banda está na ativa novamente e soando bem, deveríamos ficar na estrada o máximo possível. Nos últimos dois anos houve tantas interrupções que eu gostaria de sentir que finalmente fizemos uma turnê completa. Depois disso, vamos fazer o álbum. Depois, veremos”.

E assim o trem do Aerosmith continua andando. “É engraçado”, Perry continua. “Às vezes nos anos 70 as pessoas nos viam e diziam ‘Eles não vão viver por mais três meses’. Mas por algum motivo sempre conseguimos continuar. Imagino como conseguimos fazer isso. Às vezes tenho que sacudir a cabeça. Porque não existem muitas bandas por aí que ficaram na ativa por tanto tempo quanto nós, tem todos os integrantes originais e estão fazendo coisas grandes como nós. Então é como se não existisse nenhum modelo do que está por vir”.

Fonte: Fórum Aero Force One

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O guitarrista Brad Whitford diz que estar no Aerosmith é como a maioria dos outros trabalhos: gratificante e frustrante ao mesmo tempo. Mas após um tumultuoso ano em que o emprego de vocalista de Steven Tyler esteve incerto, ele disse que foi excitante estar de volta ao palco com a banda quando teve início na Venezuela uma turnê mundial.

“Começamos [a turnê] fora do país, dessa vez na América do Sul, e nos divertimos muito tocandoâ€, disse Whitford ao SoundSpike. “Nós dissemos ‘uau’. Foi um pouco arrebatador. Foi ótimo. Todo mundo ficou ‘Ah. Sim. É isso que nós devemos fazerâ€.

O Aerosmith – que também inclui o guitarrista Joe Perry, o baixista Tom Hamilton e o baterista Joey Kramer – começou a parte norte-americana da turnê “Cocked, Locked and Ready to Rock†na semana passada (23/07) e vai continuar até 16 de setembro.

O caminho para chegar à turnê foi longo emocionalmente, disse Whitford. Depois de cair do palco de um show nos Estados Unidos, Tyler perdeu contato com o Aerosmith. Correram rumores de que ele seria substituído, mas Tyler se juntou ao Joe Perry Project, em Nova York, em novembro de 2009. Então, Tyler entrou na reabilitação para controlar seu vício em analgésicos, segundo dizem as notícias. Após a liberação e algumas discussões depois, Tyler era novamente um membro permanente do grupo.

“Foi um período com alguns altos e baixosâ€, disse Whitford. “Foi um caminho tortuoso. Foi mesmo. Consegui tocar com outras pessoas nessa época. Participei da turnê Jimi Hendrix Experience. Toquei com com um amigo meu meu numa banda de blues pela região de Boston. Consegui tocar um pouco. Essa sempre foi a melhor coisa para a minha menteâ€.

O próximo passo do Aerosmith é um álbum com material novo, o primeiro desde “Honkin’ on Boboâ€, de 2004¹.

“Estamos tentanto gravar um álbum novo provavelmente há mais de cinco anosâ€, disse Whitford. “Ainda não aconteceu. Temos muito material novo. Mas na próxima vez que começarmos a trabalhar, ou vai ser jogado for a ou transformado em algo novo. Nunca se sabe. Mas há algumas coisas na estante, como costumamos dizer. O que vai acontecer com isso, eu não seiâ€.

Whitford não conseguiu explicar o atraso no novo álbum além de “alguma coisa sempre parece dar errado. A gente nunca consegue começar o projeto quando alguma coisa acontece. Nós nunca chegamos a lugar algum. Estar no Aerosmith tem um monte de momentos frustrantes. Sempre temâ€.

Mas agora, os seus integrantes estão felizes só por estarem nos palcos.

Nota: o Honkin’ on Bobo é um álbum com regravações de clássicos do blues. O último álbum com material totalmente inédito foi o Just Push Play, de 2001.

Fonte: SoundSPike

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Ouça Brad na WBAB FM falando sobre o acidente de moto de Joe Perry, os problemas com Steven Tyler no ano passado, o futuro da banda, a vida fora da estrada e a turnê do Aerosmith na América do Norte.

Clique aqui para escutar.

Fonte: Aero Force One

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Duas entrevistas com os integrantes do Aerosmith nos bastidores do Download Festival foram disponibilizadas no YouTube. A primeira é com Steven Tyler e Joe Perry e a segunda com Brad Whitford, Tom Hamilton e Joey Kramer. Assista abaixo:

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Fonte: YouTube

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Desde o início do mês o fotógrafo Ross Halfin vem mencionando o Aerosmith no seu site oficial. Ele também publicou várias fotos do show no Download Festival, no último domingo (13/06).

2 de junho: publicação de scans da última edição da revista britânica Metal Hammer, que contém uma entrevista com Joe Perry ilustrada com fotos tiradas por Halfin.

9 de junho: “O Aerosmith está na cidade. Steven Tyler ligou para dizer ‘olá’ e pareceu como o velho Steven, saudável e engraçado”.

11 de junho: “Era pra eu ter uma noite louca com John Bionelli e Joe Perry, mas Joe está quebradaço depois de tocar na Suécia, então foi uma noite de sexta-feira pseudo-louca”.

12 de junho: Halfin pegou as credenciais do Download Festival e jantou com John Bionelli, Brad Whitford e sua esposa Kimberly. Mais tarde, ele passeou por cerca de uma hora com Steven Tyler no Hyde Park: “Foi ótimo vê-lo e ele estava em ótima forma – disse para ele chutar as baladas e fazer um repertório rock no Download…”

13 de junho: “Fui ver Dean do Stone Temple Pilots (…) Joe Perry veio encontrá-lo, então os fiz ficar na chuva enquanto eu tirava fotos, consegui até uma de Dean beijando Joe – amor verdadeiro no Download…”

Mais fotos: (1)(2)

“E então os Aerosmiths. Steven realmente fez um repertório rock e me disse para não escrever que eu escrevi no meu diário. Ele se esforçou bastante nisso. Fotografei ST se preparandoe Joe indo para o palco, fiz Joe tocar o riff de Combination pelos amplificadores. Ainda estava chovendo quando eles entraram, parando finalmente lá pelo meio do show. Eles tocaram Lord of the Thighs, Kings and Queens¹ e minha favorita do Aerosmith, Back in the Saddle.”

Mais fotos: (3)(4)(5)(6)(7)(8)(9)(10)(11)(12)(13)(14)(15)(16)(17)(18)(19)(20)(21)(22)(23)(24)

Nota: apesar de Kings and Queens estar na foto oficial do setlist, ela não consta na transcrição das músicas tocadas no Aero Force One, como pode ser visto aqui. O AeroFANatic, importante fonte de notícias sobre o Aerosmith em primeira mão, afirma que ela não foi tocada. É provável que a banda tenha planejado a execução da música, mas não a tenha tocado de fato.

Fonte: Ross Halfin

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