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  As últimas notícias da banda

 

Desde janeiro, as livrarias brasileiras receberam 32 lançamentos sobre astros de pop e rock, contra 21 em todo o ano passado. Nesta semana, a editora Benvirá aumenta a lista com nomes fortes: Ozzy Osbourne e Steven Tyler. “Confie em Mim, Eu Sou o Dr. Ozzy” e “O Barulho na Minha Cabeça Te Incomoda?” não interessam somente aos fãs dos dois roqueiros.

Ouça a crítica do jornalista Thales de Menezes

(…) Tyler fala de sua banda, Aerosmith, mas foca o circo das celebridades. Sua visão de mundo meio hippie e meio caipira detona clichês de sexo, drogas e rock and roll.

As edições nacionais de livros sobre roqueiros ou escritos por eles são um reflexo do mercado norte-americano. Uma pesquisa pelos subgêneros ‘rock bio’ e ‘pop bio’ na maior livraria virtual, a Amazon.com, lista mais de 600 livros em língua inglesa, 63 deles lançados neste ano.

(“Vida”, de Keith Richards, “Eu Sou Ozzy”, de Ozzy Osbourne e ”Só Garotos”, da cantora Patti Smith), os três lideraram a lista de mais vendidos nos Estados Unidos, lugar alcançado também pela biografia de Steven Tyler – além do Aerosmith, fez fama recente na TV como jurado do “American Idol”.

“O BARULHO NA MINHA CABEÇA TE INCOMODA?”
Autores: Steven Tyler e David Dalton
Editora: Benvirá
Quanto: R$ 45 (512 págs.)

→ Compre aqui – Livro Impresso

Fonte: Folha.com

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 12 comentários  |  Publicado por Guilherme Zeinum




A biografia de Steven Tyler lançada em maio nos Estados Unidos será lançada no Brasil pela editora Benvirá. Com o título traduzido como O Barulho Na Minha Cabeça Te Incomoda? – Uma Memória Feita De Rock ‘n’ Roll, o livro está em pré-venda na Saraiva e na Siciliano por R$35,90 com lançamento previsto para a próxima sexta-feira, 30 de setembro. Ambas as lojas também estão importando o livro em inglês por R$38

Clique nos links para ir às lojas:

O Barulho Na Minha Cabeça Te Incomoda? – Uma Memória Feita De Rock ‘n’ Roll – Saraiva – R$35,90
O Barulho Na Minha Cabeça Te Incomoda? – Uma Memória Feita De Rock ‘n’ Roll – Siciliano – R$35,90
Does the Noise In My Head Bother You? – Saraiva – R$38
Does the Noise In My Head Bother You? – Siciliano – R$38

Obrigada, Bruno Tortola, pelo aviso!

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 11 comentários  |  Publicado por Carol




Autobiografia do líder do Aerosmith lança novas luzes sobre a ‘blank generation’

Jotabê Medeiros – O Estado de S.Paulo

Existem dois tipos de memórias de rock stars. O primeiro é aquele que Patti Smith escreveu, Só Garotos, cuja existência, pelo refinamento estilístico, poesia, visão e artesanato, é quase independente dos fatos. O segundo tipo é todo o resto. Mas mesmo neste resto há categorias e categorias, e O Barulho na Minha Cabeça te Incomoda? (Does the Noise in My Head Bother You?), lançado agora pela Benvirá, a autobiografia de Steven Tyler, cantor do Aerosmith, entra direto no ramo dos relatos vertiginosos e viciantes.

Veja também:

- No planeta de Steven

- Clássicos do início da carreira do Aerosmith ganham versão digital

A tríade sexo, drogas e rock’n'roll é insuficiente para descrever o conteúdo. Inicialmente, é possível ler o livro como um relato da perda progressiva da inocência, e de como a caçada à fama e à construção de uma personalidade mítica pode tomar o lugar da humanidade. A voz de Tyler, transcrita para a pele da literatura pelo ghost writer David Dalton, é elétrica e viva, às vezes esquizofrênica e inconclusiva.

Com esse perfil, ajuda a jogar luz sobre um período que quase sempre é mostrado como uma espécie de primavera da consciência do nosso tempo, os anos 60 e 70.

Tyler conta como um moleque punk e chapado de uma cidadezinha, Yonkers, jogou-se sem paraquedas num mundo que parecia uma gruta beatnik, em que todos se pareciam com Andy Warhol e, no fim da noite, entre festas e banheiras, surgiam figuras como Jimi Hendrix, Jim Morrison ou Brian Jones para saciar seu apetite vampiresco e sumir. “Tive minha primeira experiência religiosa fora do corpo naquele dia, cantando com os Beach Boys. Éramos eu e 6 mil caras do Iona College, todos cantando California Girls“, relembra o elétrico iniciante.

Tyler mistura suas memórias com lendas urbanas sem nenhum pudor – afinal, o que de fato aconteceu? É assim que ficamos sabendo o que ele fez com um microfone Sennheiser do Apostolic Studios após saber que Hendrix tinha usado aquilo durante o sexo com uma garota. “Eu cheirei o microfone. O que deu um novo significado à expressão purple haze.”

Era um tempo em que The Byrds eletrificava o ar com o hipnótico space rock Eight Miles High. As figuras que vão emergindo são fantásticas. Garimpeiros das liberdades individuais, junkies, aproveitadores. “Eu me sentava no carro no West Village do lado de fora do Tin Angel com Zal Yanovsky, do Lovin’ Spoonful, e ficávamos conversando. Ele usava saia-calça, era um Keith Richards da Bleecker Street”, conta. “Até hoje, adoro o cheiro rançoso de cigarro e cerveja que se sente nesses lugares.”

Fonte: Estadão

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 12 comentários  |  Publicado por Guilherme Zeinum




A superstars dos talk-shows Oprah Winfrey visitou Sunapee quarta-feira, observando a cidade ao lado do seu mais famoso residente parcial, Steven Tyler, do Aerosmith.

A polícia de Sunapee escortou Winfrey algumas vezes, disse o oficial Tim Therrien.

“Eles foram à casa da infância do Steven Tyler. Eles passearam por um tempo e foram pra casa dele”, Therrien disse.

Tyler, jurado do American Idol, vive na Lake Avenue em uma casa com vista para o Lago Sunapee.

Therrien disse que acredita que Winfrey tinha uma equipe de filmagem com ela. Ela estava interessada em Tyler por causa de um recente livro que ele escreveu, dise Therrien.

A memória de Tyler, Does the Noise in My Head Bother You, foi publicada neste ano.

Fonte: UnionLeader.com

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 11 comentários  |  Publicado por Carol




Depois de anos de dependência, clínicas de reabilitação e problemas de saúde, o líder do Aerosmith encontrou o renascimento no lugar menos provável: a bancada de jurados do “American Idol”. Leia abaixo um trecho da matéria publicada na edição 57 da Rolling Stone Brasil, junho de 2011:

Por um instante, Steven Tyler quase fica sem palavras. Ele está parado na beira de um penhasco no Laurel Canyon, se extasiando com a paisagem de Los Angeles a seus pés, a cidade esparramada aos poucos dando lugar às montanhas de picos brancos no horizonte. À sua esquerda, depois das colinas verdejantes, uma gangue de nuvens escolheu o letreiro de Hollywood como alvo de uma rajada de chuva. Um vento repentino faz os cabelos de Tyler esvoaçarem enquanto ele recebe tudo de peito aberto. Um suspiro fundo de ar frio, e então ele retoma o monólogo que vem recitando desde que aprendeu a falar. “É tudo mágico”, diz Tyler em sua voz rasgada e empolgada, apontando para a tempestade. “Hollywood está chorando, porque a cerimônia do Oscar acontecerá amanhã à noite – está triste por ver o ano terminar, mas também está derramando lágrimas de alegria, porque vai começar tudo de novo.”

Tyler fala sério sobre tudo isso, e é capaz de fazer você acreditar também. Ultimamente ele está em um estado maníaco, místico de embasbacamento e gratidão, praticamente vibrando com doces emoções – daí a positividade inabalável que ele exala em seu novo trabalho como jurado do American Idol. “Não tenho certeza se vou ser um mago capaz de disparar bolas de fogo quando chegar aos 80 anos”, diz ele, andando pelo topo da colina. “Tenho tido muita sorte atualmente”, diz ele. “Estou no topo do mundo”. Há quatro meses, o líder do Aerosmith havia se mudado de Boston para Los Angeles por causa do emprego em Idol, que mudou sua vida. Para isso, alugou uma casa neste bairro de Hollywood Hills, com sua fascinante beleza natural – um eco dos bosques de New Hampshire onde ele passou os verões de sua infância, subindo em árvores, tirando a pele de guaxinins e fazendo a história do rock and roll.

O Aerosmith não lança um álbum de músicas inéditas faz uma década – seu último sucesso de verdade, “Jaded”, de 2001, foi há tanto tempo que o clipe contava com a participação de Mila Kunis ainda adolescente. O único disco de estúdio que eles conseguiram lançar depois disso foi uma coleção de covers de blues, “Honkin’ on Bobo”, em 2004. Nesse meio-tempo, Tyler recebeu um golpe duro atrás do outro: descobriu que tinha hepatite tipo C em 2002 e teve seu sistema imunológico devastado pelo tratamento; foi erroneamente diagnosticado com um tumor no cérebro; descobriu que tinha mais outra terrível, mas já resolvida, doença que ele não diz qual é; fez uma cirurgia a laser para tratar um problema na garganta que podia vir a ameaçar sua voz; sofreu com um problema no pé que podia tê-lo afastado dos palcos para sempre; voltou a se viciar em drogas – prescritas, em sua maioria; passou por uma tentativa de desintoxicação e duas passagens por clínicas de reabilitação; caiu do palco em frente a milhares de fãs em Sturgis, Dakota do Sul, durante “Love in an Elevator”; seus parceiros de banda o ameaçaram constantemente de demissão; sua esposa o deixou depois de 17 anos; sua mãe morreu; à certa altura, seus filhos estavam convencidos de que ele iria morrer também. “Eu estava um trapo”, diz Tyler.

Mas a última reabilitação parece ter funcionado; ele engatou um namoro sério, com Erin Brady, de 35 anos; conseguiu a vaga em Idol e ter chegado ao fundo do poço só o ajuda a saborear seu atual momento, aqui no topo do mundo. “Se você está sóbrio há 20 anos, perde a sensação de recompensa de ficar sóbrio pela primeira vez”, diz ele. “Ficar sóbrio pela primeira vez é quando você está com tudo. É um renascimento, totalmente. Então na vida o que seria do sim sem o não? O que é o inverno sem o verão?”

Ele está vestindo uma jaqueta de couro brilhante e texturizado do All Saints, uma camiseta laranja avermelhada estampada de batik, calças cargo de couro marrom e os mesmos tênis de corrida que usou na gravação de Idol na noite passada – as laterais são cortadas para acomodar seus pés danificados. Ele anda rapidamente, em passos constantes, e uma ligeira puxada a cada pisada. Há anéis grossos em dois dedos de cada uma de suas enormes mãos. Ele também usa vários colares, um deles adornado com o dente de um guaxinim que pegou quando tinha 18 anos. Os tempos difíceis não deixaram muitas marcas nele, rock star alienígena que é – nem jovem, nem velho. É impossível imaginar Tyler em qualquer outra profissão ou formar a imagem do vocalista vestindo gravata e cabelo escovinha – ele é o que é, em todos os universos possíveis. Suas feições vividamente exageradas parecem feitas de borracha, moldáveis, como se ainda estivessem negociando um formato final – o que combina com seu estado mental sempre em movimento. Seus dentes são tão brancos que até cegam. Seu cabelo é longo, grosso e castanho, com luzes loiras aplicadas e vários fios multicoloridos de qualquer coisa amarrados, à la Keith Richards.

No início do ano passado, no auge de uma pendenga de meses com a banda (eles ameaçaram substituí-lo por cantores como Lenny Kravitz e Paul Rodgers), Tyler procurava por um plano B: “Disse ao meu empresário: ‘Foda-se, me arrume um emprego’”. Acabou no American Idol, um programa a que não assistia.

Ele está longe da rigidez do ex-jurado Simon Cowell. “Não é como se eu estivesse julgando alguém que cometeu um crime, como um juiz de verdade!”, conta Tyler. Mas, como ele pode ser o primeiro a contar, os Estados Unidos o amam em seu novo papel. Ele é levado às lágrimas tanto pelas histórias tristes quanto pelas performances dos concorrentes; é verbalmente criativo; consegue ao mesmo tempo flertar e ser paternal com as jovens mulheres participantes, sem horrorizar a nação. Parece manter uma paz respeitosa com a outra jurada novata, Jennifer Lopez, e tornou-se amigo do veterano Randy Jackson.

Tyler lançou em maio uma autobiografia, Does the Noise in My Head Bother You?, cheia de histórias imorais que não têm nada a ver com o Idol, e agora lançará o primeiro single solo de sua carreira, uma faixa exuberantemente pop chamada “Feels So Good”. Mas ele tem uma preocupação infinita com a banda que ajudou a formar há 41 anos, especialmente quanto à sua relação conturbada com o guitarrista Joe Perry (“Meu outro eu, meu irmão demônio”, diz ele no livro).

Você lê esta matéria na íntegra na edição 57.

Fotos: (1) (2)

Fonte: Rolling Stone Brasil

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 9 comentários  |  Publicado por Guilherme Zeinum




Há algumas semanas, Kevin Burke publicou um artigo sobre aborto em que contou a experiência vivida por Steven Tyler nos anos 70. Steven engravidou Julia Holcomb, sua namorada adolescente, e ela realizou um aborto alguns meses depois (página do Aeroworld sobre Julia). O artigo foi escrito com base na autobiografia de 1997 do Aerosmith, Walk This Way, e na recém-lançada autobiografia de Steven, Does the Noise in My Head Bother You?, além de conter depoimentos de Bebe Buell, mãe de Liv Tyler, com quem Steven se relacionou após o aborto de Julia.

Agora, Julia enviou a Burke a sua versão da história. Leia abaixo um resumo traduzido do seu relato. Observe que este resumo foca nas partes relacionadas a Steven e contém cortes. O texto na íntegra, em inglês, pode ser lido no site LifeNews.com. Nele, Julia conta também sobre a sua difícil infância e adolescência e a vida pós-Steven Tyler. Ela recuperou a religiosidade perdida na adolescência e agora é contra o aborto.

***

Conhecendo Steven Tyler

Fui a um show esperando conhecer Steven e depois da apresentação nos falamos pela primeira vez. Na hora, pensei que ele era a melhor coisa da minha vida. Minha história triste e vulnerável, juventude e aparência capturaram o interesse dele.

Minha mãe passou a minha tutela para Steven depois que me mudei para Boston. Uma sensação de vulnerabilidade passou por mim, sabendo que eu era tutela dele, mas não estávamos casados. Ele não havia expressado a intenção de ter um relacionamento em longo prazo comigo. Ele havia mencionado que queria a minha tutela para que eu pudesse cruzar fronteiras estaduais enquanto ele estivesse em turnê. Perguntei como ele havia convencido minha mãe. Ele disse: “Contei a ela que precisava dos papéis para que você se matriculasse na escola”. Senti-me abandonada pela minha mãe, pelo meu pai e pelo meu padrasto. Steven era mesmo a minha única esperança naquele momento.

Não é verdade que a minha gravidez com Steven não foi planejada, como ele já escreveu. Ele cresceu na área rural de New Hampshire e às vezes se comportava como um menino da roça com os pés no chão. Ele queria uma família e me perguntou se eu estava disposta a ter um filho com ele. Fiquei comovida com a sinceridade dele e disse que sim. Comecei a acreditar que me amava de verdade, já que havia se tornado meu tutor e estava pedindo para ter filhos comigo.

A gravidez

Fiquei grávida dentro de um ano. Nunca tinha ficado grávida antes, ao contrário do que Steven escreveu. Lembro-me de contar a ele que estava grávida e, pela sua reação, acreditei que ele estava verdadeiramente empolgado. Ele pediu para se casar comigo alguns meses depois e eu aceitei. Ele me levou a New Hampshire para contar aos seus pais sobre o casamento e o bebê. Ele perguntou à avó se ela poderia me dar o anel de casamento dela. Seus pais divergiram sobre a idéia de Steven e eu nos casando. A mãe dele apoiava tudo o que Steven queria, e me lembro de realmente amá-la. Ela era uma moça com um ótimo coração e maravilhoso senso de humor. O pai dele tinha grandes reservas por causa da minha idade e maturidade.

A avó dele se recusou a nos dar o anel. Ela amava Steven, mas expressou uma preocupação de que o anel sairia da família se nos divorciássemos. As coisas rapidamente se desmoronaram daí em diante. Quando fomos embora naquela noite, Steven e eu tivemos uma grande discussão: eu sentia que ele deveria comprar uma aliança em uma joalheria e nos casarmos mesmo assim. Ele, não.

Olhando para trás, não o culpo por ter mudado de idéia depois que os pais dele expressaram preocupação. Um casamento é um passo sério que não deve ser apressado, mesmo quando um bebê está a caminho. Ainda assim, eu estava em uma posição ruim. Pela primeira vez, percebi que eu não deveria ter sido tola o suficiente para conceber um filho fora do casamento com um homem que poderia não estar interessado em um relacionamento que durasse a vida inteira. A tutela que ele tinha de mim complicou as coisas mais adiante. Eu estava subordinada a ele como se fosse sua filha. Eu sentia que tinha pouco controle da minha vida.

O fogo

Era o outono de 1975. Retornamos para o nosso apartamento em Boston e dentro de poucas semanas ele saiu em turnê com a banda. Eu estava sozinha e grávida no apartamento, sem dinheiro, educação, tratamento pré-natal, carteira de motorista e pouca comida.

Steven me ligava todo dia para checar como eu estava, e pedi dinheiro para comprar comida. Ele prometeu que iria enviar Ray Tabano no dia seguinte para me levar às compras. Ray era um amigo de infância de Steven e tinha sido guitarrista na banda original. Ele chegou ao apartamento e eu o deixei entrar.

A próxima coisa de que me lembro é acordar em uma densa nuvem de fumaça, procurando ar para respirar. Ray tinha ido embora. Fui até a porta da frente, que tinha três trancas. Steven insistia em mantê-las sempre fechadas, pois ele normalmente guardava drogas em casa e nosso antigo apartamento já tinha sido invadido. Todas as trancas estavam fechadas e eu não conseguia abrir. Eu estava sufocando e sabia que precisava ir à escada nos fundos que levavam à cozinha e a uma saída, mas era impossível descer através do fogo. Não havia saída.

Lembrei-me de Bill Cosby dizendo em um comercial que um bom abrigo era uma lareira vazia. Fui até a lareira no nosso quarto e deitei lá.

O pesadelo aumenta

Acordei no hospital. Steven estava no meu quarto. Ele disse que estava feliz em me ver viva e parecia muito balançado. Steven me contou que o médico não esperava que eu sobrevivesse, e que sobrevivendo haveria danos cerebrais por causa da falta de oxigênio.

Um médico entrou no meu quarto e disse que Steven havia falado com ele sobre a possibilidade de eu realizar um aborto, já que eu era muito jovem e estava me recuperando da inalação da fumaça. Fiquei surpresa e perguntei se o bebê estava bem. Ele sorriu e garantiu que a batida do coração parecia bem. Eu disse que não queria um aborto. Queria meu bebê.

O aborto

O médico saiu do quarto e Steven entrou. Ele contou que eu precisava realizar o aborto por causa dos danos da fumaça ao meu pulmão e da falta de oxigênio que eu havia sofrido. Eu disse que não. Eu queria o bebê. Eu estava grávida de cinco meses. Não conseguia acreditar que ele estava me pedindo para abortar naquela altura. Ele passou mais de uma hora me pressionando.

Finalmente ele desistiu e disse: “Ok, você pode ir para a casa da sua mãe e ter o bebê lá”. Eu estava exausta e comecei a me sentir sem esperança. Minha mãe e meu padrasto não ficariam felizes com a minha gravidez. Achei que eles também iriam querer que eu abortasse. Comecei a sentir que a vida estava desabando sobre mim. Eu não tinha plano de saúde ou dinheiro e não acreditava que Steven pretendia me ajudar com o bebê. Ele não estava fornecendo tratamento médico para mim até então. Achei que ele estava me abandonando da mesma forma que meu pai e minha mãe. Comecei a chorar e concordei com o aborto. Steven ficou aliviado e feliz. Ele garantiu que ele cuidaria de mim e que depois do aborto tudo ficaria bem.

Fui levada para outra parte do hospital e um médico diferente realizou o aborto. Foi um pesadelo horrível que eu nunca vou esquecer. Fiquei traumatizada com a experiência. Meu bebê tinha apenas uma defesa na vida: eu. E eu desabei sobre a pressão por causa do medo da rejeição e do futuro desconhecido. Queria voltar atrás e ter mais uma chance, dizer não ao aborto uma última vez. Queria de coração ver aquele bebê crescer e se tornar um homem.

O médico não explicou como seria o procedimento. Steven viu o médico perfurar o meu útero com uma grande agulha. Então fui levada para um quarto para esperar pelas contrações. Steven ficou ao meu lado até o final. Quando a enfermeira saia do quarto, ele cheirava cocaína na mesa ao lado da minha cama. Ele até me ofereceu uma vez, mas eu simplesmente me afastei, me sentindo mal. Steven, louco de cocaína, estava emocionalmente avulso, testemunhando o procedimento, mas sem a reação normal e os sentimentos de horror que se espera. Na época, fiquei chocada com o comportamento dele.

Mas sei que em algum nível inconsciente ele deve ter ficado traumatizado por testemunhar a morte do seu primeiro filho de uma maneira tão horrível e direta. Steven viu o bebê sair e me contou mais tarde, quando estávamos em New Hampshire, que ele tinha nascido vivo e sido deixado para morrer (eu não tive permissão de ver o bebê). Steven me contou depois que era um menino e que agora ele se sentia terrivelmente culpado e com uma sensação de pavor com o que havia feito. Não sabia que algo assim poderia ser legalizado. Não conseguia imaginar um mundo onde um bebezinho poderia nascer vivo e ser deixado de lado sem nunca ver o rosto da mãe.

Nada foi o mesmo entre nós depois daquele dia, apesar de eu não ter voltado para casa durante mais de um ano. Tornei-me muito quieta e afastada depois do aborto. Eu estava de luto pela morte do meu bebê e nunca conseguiria olhar Steven sem me lembrar do que ele tinha feito com o seu filho e comigo.

Todos ao meu redor pareciam estar seguindo em frente, mas eu estava carregando uma ferida que não ia embora. Steven já estava envolvido com outra mulher na época. O fato de que ele era meu tutor complicou as coisas para ele, pois ele era legalmente responsável por mim. Eu era nova, tinha largado a escola e não entendia meus direitos legais. Me senti completamente impotente.

Deixei Steven em fevereiro de 1977 e voltei a morar com minha mãe e meu padrasto. Steven ligou algumas vezes depois que eu voltei pra casa e depois nunca ouvi dele novamente.

Esclarecendo tudo

Esclarecendo tudo: nunca estive grávida antes de conhecer Steven Tyler e nunca havia realizado um aborto antes, e Steven sabe, sendo sincera. Não acho que comecei o fogo que queimou o apartamento, mas agradeço a Deus pelo bravo bombeiro que me tirou daquele prédio em chamas. Nunca pedi dinheiro a Steven depois que voltei para casa. Fui até ele sem nada e me separei dele sem nada, exceto por arrependimentos. Apesar de ter me apresentado a ele de forma extremamente sexual, não fizemos sexo em locais públicos, como ele escreveu no seu novo livro. Seu contínuo e grosseiro exagero do nosso relacionamento me deixa perplexa. Ele falou sobre mim como um objeto sexual sem dignidade humana. Durante esses longos anos decidi nunca falar dele, ainda assim ele repetidamente me humilhou em escrito, com distorções do nosso tempo juntos. Não entendo porque ele fez isso. Foi muito doloroso.

O amor sobrevive

Apesar de tudo, não odeio Steven Tyler, nem tenho desgosto. Rezo pela sua sincera conversão de pensamento e espero que ele encontre a graça de Deus. Sei que também sou responsável por o que aconteceu naquele dia. Alguém pode dizer que meu aborto foi justificado pela minha idade, as drogas e o incêndio. Não acredito que nada possa justificar tirar a vida do meu bebê. A ação é errada. Rezo para que a nossa nação mude as leis para que a vida de inocentes bebês ainda não nascidos seja protegida.

Fonte: LifeNews.com

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A autobiografia de Steven Tyler entrou na lista dos mais vendidos do The New York Times em 2º lugar na categoria de não-ficção. Does the Noise in My Head Bother You?, lançado em 2 de maio, está também no ranking que combina a venda de livros físicos com digitais, na 3ª posição. O ranking reflete as vendas da semana que terminou em 7 de maio de 2011.

Fonte: The New York Times

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Steven Tyler esteve no Tonight Show with Jay Leno na sexta-feira (6).  Veja a entrevista na íntegra, dividida em duas partes. Clique na imagem para assistir à primeira parte.


Parte 2

- Haverá uma grande festa semana que vem para comemorar os 95 anos do pai do Steven. Ele assiste ao American Idol e, às vezes, liga para Steven e pergunta se ele está usando crack novamente, quando Steven diz que alguém cantou muito bem.
- Mais uma vez, Steven afirmou que o Aerosmith vai tocar na final do Americanl Idol e que ele “não deveria contar isso”.
- Ele mostrou uma cópia física do seu single. “Sony está usando o iTunes, mas vou vender no bom e velho CD”.

Fonte: mjsbigblog

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