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  As últimas notícias da banda

 

Steven Tyler e Joe Perry participaram do “Access Hollywood” na terça-feira, 15 de abril, para divulgar a turnê “Let Rock Rule”. Veja a entrevista na íntegra clicando na imagem abaixo:

- Eles comentam sobre a nova barba de Steven. Joe não usa barba porque incomoda sua esposa.
- Eles relembram a turnê do Aerosmith com o Guns N’ Roses em 1988. Steven alertou os integrantes do Guns N’ Roses para não se drogarem durante a turnê, pois todos do Aerosmith tinham acabado de se tornar sóbrios. Mas não adiantou muito.
- Steven diz que às vezes as coisas boas precisam desmoronar para se recompor. É por isso que o Aerosmith se mantém junto há tanto tempo.
- Steven tenta odiar Joe e os outros membros do Aerosmith, mas não consegue, porque as músicas que eles criaram juntos são como bebês. A maneira como eles compõem juntos envolve muita química. As músicas se tornam vivas.
- Para Joe,  saber que eles podem melhorar a cada show os mantém seguindo em frente. Eles não ligam de fazer a mesma coisa por tantos tempo porque sabem que cada show pode ser uma oportunidade única para alguns fãs.
- Joe não foi contra a entrada de Steven no “American Idol”. Ele apenas não sabia como aquilo iria interferir com a banda. Ele não gostou de Steven não ter contado diretamente para a banda, mas acabou lidando com a situação da mesma forma, trocando acusações em público. Agora eles conversam sobre tudo. Joe sabe que Steven se divertiu muito no “American Idol”, e isso é bom.
- Steven diz que todo mundo conhecia o Steven Tyler “deus do rock”, mas não o Steven Tallarico pai de família. Sua filha Mia foi a primeira a enviar uma mensagem quando o primeiro programa foi ao ar, afirmando que o público o conheceria como ela o conhecia. Não é algo que Bob Dylan faria, por exemplo, mas ele arriscou.
- Steven fala sobre seu único neto Milo, de 9 anos, filha de Liv Tyler. Ele também diz que sua filha Chelsea está noivo de Jon Foster. No aniversário de Chelsea, dia 6 de março, Jon pediu a Steven a mão de Chelsea em casamento. Jon disse a Steven: “Eu amo sua filha há dois anos, amo cada vez mais e quero pedir sua permissão para casar com ela”. Joe não sabia e congratulou Steven no mesmo momento.
- Joe espera que as pessoas digam a verdade quando o Aerosmith perder a força, porque eles vão sempre se achar ótimos, como se tivessem 30 anos.
- Steven diz que mesmo aos 60 anos, não dá vontade de parar de fazer shows tendo 80 mil pessoas gritando por você. Na América do Sul, eles se sentem crianças em um parque diversões.
- Steven faz um trocadilho sobre peitos e todos no estúdio riem.

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Com o processo de reunião consolidado, Steven Tyler traz o Aerosmith ao Brasil para fechar o Monsters Of Rock, na turnê do primeiro álbum de inéditas em 11 anos. Matéria de capa da Billboard Brasil 44, de setembro de 2013.

Quando os integrantes de uma banda param de falar entre si, é sinal que ela está na eminência de acabar ou, no mínimo, de perder a relevância. Mas não é o caso do Aerosmith. Assim como o vocalista Steven Tyler, o grupo enverga, mas não quebra. E tem a incrível capacidade de se manter na ativa alicerçado numa relação de amor e ódio entre ele o guitarrista Joe Perry. Por essas e outras é que será das atrações principais do Monsters Of Rock, festival de música pesada que tem a edição de retorno em 19 e 20 de outubro, em São Paulo. O quinteto americano fará o show de encerramento. De quebra, mais dois shows, ambos com o Whitesnake: um no Rio, quase 20 anos depois, em 18 de outubro, e outro em Brasília, pela primeira vez, em 23 de outubro.

A separação do Aerosmith era dada como favas contadas depois que Tyler, hoje com 65 anos, caiu de um palco em um show nos Estados Unidos, em 2009, e o grupo começou a busca por um vocalista substituto. Tyler, de seu lado, virou jurado do “American Idol”, programa de calouros da TV americana, lançou um single solo e chegou a ensaiar com os integrantes do Led Zeppelin, que, à época, queriam volta à estrada mesmo sem Robert Plant. Nesse período os integrantes batiam boca através da mídia quase que diariamente. O reparo, então, veio quando Tyler decidiu chamar de volta o produtor Jack Douglas, que trabalhou com o grupo no aos 70, e tal qual um estadista, unificou o Aerosmith de novo.

Tanto que o quinteto voltou a fazer turnês (incluindo o Brasil em 2010 e 2011) e conseguiu, no ano passado, o improvável: colocar no mercado um disco de inéditas. “Music For Another Dimension!” foi gravado sob a batuta de Douglas, depois de 11 anos de idas e vindas a estúdios. É esse rolo todo que conta próprio Tyler, numa falante entrevista concedida por telefone. O bocudo vocalista explica como costurou o acordo que mantém o Aerosmith vivo, se orgulha da participação no bombado programa de TV, explica como foram os ensaios com o Led Zeppelin, e ainda reafirma que vai mesmo lançar um disco solo. Isso tudo sem deixar de espetar aqui e acolá, por instinto, sua alma gêmea: Joe Perry. Aproveite.

Vocês vêm ao Brasil em outubro, dessa vez como a atração principal do Monsters of Rock…

Sim, mal posso esperar! Adorei o line up, com Whitesnake, Buckcherry, Ratt, é muito bom. Esse pessoal todo vai tocar no mesmo dia?

Sim, todos num dia só. E no outro dia as atrações principais são Slipknot e Korn.

Ah, vai ser muito bom tocar com essas bandas…

Tem o show do Rio também, depois de quase 20 anos…

Sim, também mal posso esperar. Me lembro bem da última vez, especialmente de duas coisas. O público enlouquecido e, depois – era um festival (Hollywood Rock de 1994) – fomos a um ensaio com muitos percussionistas, diferentes tipos de tambores sendo tocados ao mesmo tempo. Era muito louco, eu adorei, um grande choque de culturas…

Vocês estão tocando muitas músicas do novo álbum na turnê?

Umas três ou quatro, depende do dia. Tocamos com certeza “Oh Yeah” e outras três…

Essa turnê teve uns problemas de shows cancelados na China, que seria o primeiro do Aerosmith por lá…

Os organizadores desapareceram, eram datas em uns dois festivais e vamos remarcar.

O baixista Tom Hamilton também andou adoentado, ele está bem agora?

Ele esta bem. Ele tem câncer na garganta, tem dificuldade para engolir e está lidando com o tratamento. Ele está se saindo bem. Ele teve uma pneumonia há uns meses. Eu tive pneumonia umas seis vezes em 40 anos, esse negócio de atender fãs e tocar em todo o mundo é uma coisa maluca…

Falando do disco, vocês demoraram 11 anos para fazer um trabalho de inéditas. Quanto tempo desse período vocês trabalharam no disco e por que demorou tanto?

Não foram 11 anos de atraso, foram 11 anos para o disco ficar pronto. Muitas músicas precisam se cozinhadas. E quer saber? Eu não acho que exista uma banda que componha durante todo o tempo, fazendo coisas únicas. Músicos têm vidas loucas… Não é sobre sentar e sair fazendo músicas. Quando você é como Joe Perry, você chega, por exemplo, com “Walk This Way”, “Sweet Emotion” e todo esse tipo de coisa. E depois de todo esse tempo, o que você faz? Compra uma fazenda em Moçambique, compra um apartamento em Nova York, escreve músicas com o Paul McCartney… E o que você faz para viver? Você tem filhos, tem família. É a vida… O que conta é quando nos reunimos em estúdio fazemos essa música incrível que transcende o tempo, o espaço e, particularmente, o tipo de vida que o ser humano leva. O jovem estúpido, o adolescente mais estúpido, o cara com a crise da meia idade… a música passa por cima disso tudo. Vamos para o estúdio e o tempo para. Vamos sair em turnê e o tempo para. É uma coisa maluca e bonita. O que eu quero dizer é que ninguém faz esse tipo de coisa (compor com frequência). Eu não acho que exista nenhuma banda que não seja assim.

Você acha que as músicas desse disco representam bem o que vocês vivem no momento?

Para fazer músicas você pega coisas que estão na sua cabeça, escreve coisas que passam pela cabeça, coisas que diria a alguém, ou alguma coisa que sente sobre algo que possa acontecer ou sobre algo que realmente aconteceu. Não representa um momento específico. É difícil explicar se for sobre o tempo. É uma mágica que acontece conosco quando estamos juntos e trabalhando nessas faixas. Começamos a improvisar e as palavras vêm. O que nós aprendemos em todos esses anos, como nós mudamos, o que dizer, como dizer – quando entramos no estúdio, tudo sai. Levamos quase um ano para terminar esse disco, e saiu desse jeito. Muitas músicas já tinham surgido, mas precisávamos terminá-las e terminamos. Muito desse disco também foi feito em casa.

Vocês voltaram a trabalhar com o produtor Jack Douglas, que produziu álbuns clássicos como “Toys In The Attic” e “Rocks”, nos anos 70. Como foi esse reencontro?

Há quatro anos a banda estava a ponto de acabar. Eu caí do palco (no show de Sturgis, Estados Unidos, 2009) e os caras estavam pensando em um novo vocalista, foi uma espécie de “estado de confusão”. A maioria das bandas se separa quando merdas acontecem. Eu estava chateado e troquei de empresário. Eu não estava falando com a banda, estávamos perto de acabar. Os caras estavam assustados e começaram a buscar outros vocalistas. Eu me voltei para mim mesmo, decidi falar com a banda. Mas, antes disso, liguei para o Jack Douglas e falei: “Ei, esses caras são loucos… Você fez todos os nossos primeiros discos, todos te adoram, então vamos fazer alguma coisa, vamos para o estúdio fazer um disco”. Então chamei os caras depois e disse que tinha Jack Douglas pronto e à disposição, e todos eles toparam. Às vezes, quando se está numa banda, uns não falam com os outros.

Pode ser difícil para um fã entender isso…

Mas é o que acontece. Muitos na banda querem colocar a banda em primeiro lugar… Mas uma banda não funciona assim e você acaba sucumbindo ao que a banda faz. Você não pode voltar atrás e dizer: “Essa é a última turnê e estamos fazendo isso pela grana”. Nunca vão escrever nada bom sobre isso. Tem que ser por amor, tem que ser verdadeiro e tem que ser sobre cinco integrantes dizendo “Foda-se, vamos fazer um disco”. Quando fizemos aquele show dos motoqueiros, caí do palco e foi terrível. Começamos a entrar em brigas, a banda me culpou, me atacou, shows foram cancelados, teve processos judiciais… Foi um período fodido. Estávamos entrando e saindo do estúdio o tempo todo até eu pegar o Jack Douglas. Quando disse a eles que o Jack Douglas estava no meio, todos ficaram felizes.

Então podemos dizer que foi ele que conseguiu reunir vocês como banda de novo…

Bem, eu não estava falando com o Joe, e Jack falou com ele, ele veio para Boston e todos começamos a tocar, improvisar… O Jack arranjou o estúdio como nos velhos tempos. Quando eu fui para o estúdio, foi um reencontro… Nós até colocamos uns vídeos no youtube. Foi muito legal! O Jack é um grande amigo desses caras. Se você quiser colocar numa revista que o Jack Douglas nos juntou de novo, pode escrever isso, não esquento. Só quero voltar às turnês porque cheguei a conclusão que estar na banda é o que eu mais gosto de fazer e eu não vou deixar que ninguém estrague isso. Quando eu arrumei outro trabalho, no “American Idol”, não tinha certeza do que iria acontecer e sabia que se era preciso ter o Aerosmith de volta, mas ninguém fez porra nenhuma para que isso acontecesse. Eu fiz e funcionou. A banda voltou, lançamos o disco e está tudo bem. Eu vou até gravar um álbum solo esse ano.

Mas por que você vai fazer um disco solo justamente agora que a banda voltou? Se você fizesse esse disco no período de brigas, teria sido mais compreensível…

Eu sei que faria mais sentido para as pessoas se, no meio das brigas, eu desse no pé, e saísse fazendo um disco solo raivoso… Mas foda-se! Qquando eu trabalhei no “American Idol”, eu decidi ver o que aconteceria se eu compusesse uma música com outro letrista. Fiz e ela se chama “Feel So Good Lovin You” (“Feels So God”). Dei essa música para o Aerosmith e eles não quiseram gravá-la. Há um tipo de música que eu adoro, mas que é diferente do Aerosmith, como rock clássico e músicas country, que eu amo. Há todo o tipo de coisa que eu gosto, vocais à capela, sem instrumentos, só eu… Um monte de coisas que eu quero explorar. E quer saber? Quero me divertir com isso! Às vezes não quero perguntar mais nada, não quero pedir permissão, só fazer a porra que eu sinto. Quero dar um passo para longe de empresários e advogados e fazer o que os meus instintos dizem que tenho que fazer. Quero fazer as músicas que meu avô fazia, com violoncelo, guitarra, vocal, algo que o Aerosmith não faz.

Falando assim parece que você tem pouco espaço na banda…

Deus sabe o que eu já fiz com o Aerosmith… Eu compus “Dream On”. (Gravar com o Aerosmith) é como se o Joe Perry fizesse um disco solo. Ele usou trechos de músicas nos quais eu estava trabalhando com ele e reescreveu, e eu disse: “Não ficou tão bom quanto o que estávamos fazendo”, mas ele nem ligou. Todo álbum do Aerosmith parece um disco solo de Joe Perry. Porque as guitarras aparecem muito e eu penso que muitos discos do Aerosmith poderiam ser meus discos solo, porque eu faço muita coisa. Escrevo as letras, canto a melodia, escrevo a melodia, faço a música acontecer… É muita coisa. Eu quero fazer músicas sozinho, e isso me faz sentir muito bem.

De todo modo você vai ter que montar uma banda para gravar um disco solo…

Mas seu der um nome a uma banda e você escrever sobre isso, em cinco anos não vai significar nada. É só um nome para um grupo de pessoas por um momento. Não vou ter outra banda, vou juntar uns caras que eu conheço e que vão adorar fazer isso comigo. E eu irei adorar fazer parte dessa banda. Tem um monte de gente nesse mundo com as quais eu adoraria tocar. Eu fiquei uma semana no Nashville (estúdio) e compus algumas músicas com grandes pessoas. Me diverti fazendo isso.

Foi só uns ensaios com o Jimmy (Page, guitarrista). Falamos em fazer um disco. Eu estava puto com a banda naquele período, eles não estavam falando comigo. O Jimmy estava pensando em fazer um disco solo e eu disse: “Foda-se, vou tocar com vocês!” E éramos Jason Bonham (bateria), Jimmy, eu e John Paul Jones (baixo) e o que nós realmente fizemos foi tocar por oito horas durante cinco dias. Foi muito divertido. Eu nunca tive nada planejado sobre sair do Aerosmith ou entrar em outra banda, como você pode imaginar. E tem muito mais coisa rolando no mundo do que o Aerosmith e o que eu estou fazendo.

Por que esses ensaios não foram para frente?

Ele queria era fazer um disco solo, o que me deixaria comprometido durante um ano compondo com Jimmy. Então eu disse a eles que tinha que juntar minha banda de novo. Eu estou no Aerosmith e não quero fazer outra coisa. Queria voltar e tocar com o Aerosmith, uma banda clássica, mas ainda unida. Cheguei a conclusão que a minha banda representa muito mais para mim.

Vocês chegaram a gravar esses ensaios? Poderiam lançar esse material…

Talvez o Jimmy tenha gravado, mas não é por aí. Há dois lados de uma banda. Um lado é o que você faz pela grana, onde toca, quem convida, quem está no palco. O outro lado tem a ver com ser criativo, sentar numa sala juntos e conversar. Não é preciso pegar isso e dar ao mundo, o mundo já pegou o bastante! As pessoas fazem dinheiro com as minhas brigas com o Joe Perry, isso é o bastante. Eu não quero pessoas fazendo dinheiro em cima de uma música de Jason Bonham, Steven Tyler, Jimmy Page, como se fosse o novo Led Zeppelin. Os boatos rolaram e era tudo besteira. Tudo o que fiz foi tocar com eles por diversão.

Você fala com orgulho do trabalho como jurado no “American Idol”. Gostou mesmo?

Adorei, foi muito legal. Adorei sentar com J. Lo (Jennifer Lopez, também jurada), adorei o retorno. Fui honesto e receptivo a ouvir todo o tipo de candidato. Se as pessoas pensam que eu estava velho para o “American Idol”, que venham ver o Aerosmith tocando a vivo! Foi legal as pessoas verem dois lados de mim. Eu posso ser carinhoso e um bom pai para as crianças, receptivo e honesto. E também posso botar pra foder em um palco.

E a participação do ator Johnny Depp no disco, como rolou?

O Johnny é um grande amigo, e quando eu mudei para Los Angeles para fazer o “American Idol”, liguei para ele, que estava por lá gravando. Ele é um grande cara, quase um irmão e é um grande músico também. Já tínhamos tocando algumas coisas juntos e disse para ele aparecer no estúdio, onde o apresentei ao Joe e eles viraram amigos. Depois de umas três semanas, o Joe estava gravando os vocais de “Freedom Fighter”, o Johnny gostou da música e decidimos que ele ia cantar nela.

Acha que ele vai participar do seu disco solo também?

Provavelmente. Eu adoraria fazer uma música com o Johnny, mas não colocaria na manchete dos jornais: “Steven Tyler está fazendo um projeto solo com Johnny Depp”. Não tem a menor importância agora, nós sequer temos uma lista de pessoas com quem eu vou compor ou gravar. Mas me divirto, adoro compor, me juntar com grandes caras e fazer música. É divertido.

Sua biografia foi lançada no Brasil. Você acha que biografias musicais são uma boa forma de músicos faturarem, já que não se vende discos como antigamente?

Ah, eu não escrevi o livro para ganhar dinheiro, escrevi para contar uma história. Escritores é que dizem que “quando uma banda para de vender discos, eles começam a escrever para vender livros”. Mas não! Eu tenho escrito coisas o tempo todos há pelo menos uns dez anos. Eu trabalhei com o David Dalton (coautor) por cerca de dois anos. Uma coisa é você falar as palavras e outra é ser compreendido com essas palavras. Ele pegou muitas das minhas palavras, sempre usando um gravador e me pegou em vários momentos, fazendo muitas perguntas, boas perguntas, e mostrando coisas sob diferentes aspectos. Eu me sentava e falava com um gravador por muitas horas, deve somar uns cinco meses de conversa. E foi muito legal depois ler o livro depois.

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Fonte: Billboard (setembro de 2013) / Rock em Geral

Nota: última matérias que publicamos sobre a vinda do Aerosmith à América Latina em 2014. Outras matérias em espanhol:

- elsalvador.com: Aerosmith: Humildad y pasión por el buen rock
- La Prensa Grafica: “Queremos conquistarlos”
- La Prensa Grafica: Entrevista con Aerosmith (vídeo)
- Periódico a.m.: ‘La música es mi droga’
- esmitv TCS: Conferencia de Aerosmith con Marcela Santamaría (vídeo)

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A banda liderada por Steven Tyler e Joe Perry toca no sábado no Personal Fest, no GEBA. Aqui eles contam como fazem para continuar juntos por 42 anos e por que os excessos não acabaram com eles.

Depois do quarto adiamento da entrevista, alguém do escritório do Aerosmith telefona e pede desculpas. “É difícil fazer Steven pegar o telefone”, diz. E propõe novos horários. Em vão.

Porém, quando a sexta tentativa também parece destinada ao fracasso, o jornalista atende o celular e a voz inconfundível do vocalista de uma das bandas em atividade mais antigas do rock avisa que em dois minutos vai ligar no telefone fixo. E ele cumpre.

“Estou passando uns dias em Los Angeles, resolvendo problemas com empresários, conversando com advogados, vendo músicas do meu próximo álbum solo e ajustando detalhes da etapa sulamericana da turnê”, conta Steven Tyler, que no sábado vai subir ao palco com seu grupo no palco do GEBA para encerrar o primeiro Personal Fest.

Longe dos velhos tempos ruins em que a insinuação de um projeto solo de um dos toxic twins era sinônimo de briga, esse anúncio é apenas um detalhe em meio ao presente harmônico, em que o Aerosmith deixou de ser um espaço de tensão permanente.

“Não existe uma equação simples que explique o que acontece com o Aerosmith. Cada um de nós ama fazer música por questões pessoais, mas algo mágico acontece quando dividimos o palco. Essa magia nos faz continuar sendo uma banda, tocar juntos e dar voltas pelo mundo mostrando nossas músicas, as novas e as velhas. Temos orgulho do que somos”, diz.

Em que medida o desejo do público em escutar os sucessos influencia no setlist?

É uma questão de equilíbrio. Se incluíssemos sete canções ou mais do álbum novo, a maioria pediria pelos clássicos. Eles querem ouvir “I Don’t Want to Miss a Thing”, “Cryin’”, “Crazy”. “Walk This Way”. Mas se tocássemos apenas esses clássicos, alguns pediriam material novo. Se escolhêssemos duas músicas de cada disco, tocaríamos por mais de quatro horas. Por sorte, temos uma boa quantidade de sucessos. Então, não existe outra alternativa a buscar um equilíbrio.

O momento atual do grupo parece contrastar com outros tempos difíceis. O quanto os excessos tiveram a ver com essas turbulências?

Não muito. Não acho que o problema tenha sido esse. Quando tive problemas com meu vício, me tratei e voltei bem. O problema é que sendo o Aerosmith, quando se termina de tocar e o telão do Madison Square Garden em Nova York é desligado, você não vai ara casa jogar ping pong. É uma vida extrema. Não dá pra estar no Aerosmith e ir pra casa tricotar. E os extremos… são extremos. Até os anos 80, vivemos no limite, e fizemos coisas que nos encrencaram. Mas não acho que tenha sido um tempo perdido. Mesmo quando vivíamos drogados, criamos muitas músicas, tivemos muitos amores. Mas as coisas eram assim. Não foi culpa das drogas termos demorado 11 anos para lançar um novo álbum de estúdio.

E o que foi?

Depois de trabalharmos juntos por mais de 30 anos, cada um quis fazer suas coisas. Joe Perry saiu em turnê com seu projeto solo, Joey Kramer se casou novamente. A banda estava vivendo a vida. Queríamos ter um pouco de vida normal.

Isso é possível, com tanta gente em cima de vocês, mesmo quando não estão fazendo música?

É difícil. São os dois lados da vida. Você quer ser famoso, mas isso tira sua vida privada. Hoje todo mundo têm uma câmera no telefone, então em um restaurante sem paparazzi, as pessoas comuns os substituem. Aí você se isola. E quando você fica muito tempo sozinho, nada é melhor que Jack Daniels. Enquanto isso, você está rodeado de empresários querendo mais dinheiro, de advogados e de gente empurrando na direção errada. É um jogo incrível. O dinheiro e o negócio da música às vezes podem ser um inferno. Tem que trabalhar duro pra que não seja.

Como?

Ficando perto de pessoas com quem gosto de compor canções, procurando lugares a que possa ir sem pessoas perseguindo para tirar uma foto. Isso é mais fácil estando sóbrio. É um jogo complicado. Nessa situação, qualquer um tomaria um trago no final do dia e falaria, “merda, olha o que aconteceu hoje”. Felizmente, gosto de compor canções, tirar coisas do meu interior, e no final do dia ouvir o que fiz e dizer, “ei, esse som é legal”.

Você está no Aerosmith desde 1971, foi jurado do American Idol e desenha seus próprios modelos de motos. Falta alguma coisa aos 65 anos?

Nada. Gosto de fazer música boa. Ser feliz, me cercar por quem entende a vida como eu entendo. Espero gravar e criar músicas com muita gente, de diferentes estilos musicais. Gosto do processo criativo da canção. Não posso explicar muito porque nem eu entendo muito bem. Mas sei que no final do dia, depois de compor com Marti Frederiksen, Julian Lennon, Joe Perry, Johnny Depp, sempre sai algo. É que nem pescar.

Vocês estão juntos há 42 anos. Você se vê comemorando os 50 anos do Aerosmith no palco?

Eu adoraria. Eu queria ser um rockstar, um ídolo, ter quatro parceiros. E consegui. Não sei que outra coisa faria. Amo a banda, estar na estrada e até gosto de alguns empresários e advogados. Esse negócio pode ser um lugar escuro e solitário, com tanta gente querendo um pedaço nosso. Nos despedaçam, se deixarmos. É muito difícil sobreviver a tudo isso. E que sobrevivam também sua banda e sua música. É difícil. Mas cada dia que conseguimos, nos sentimos muito bem.

Fonte: Clarin

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Já passou da meia-noite no outro lado do mundo, em Osaka, Japão. Apesar de ter passado duas horas em cima do palco, Joe Perry se disponibiliza para falar sobre o Aerosmith, o último disco e a visita à Argentina.

Vi no Twitter que os fãs japoneses estão fazendo presentes para vocês. Como é ser um rockstar no Japão? Como é ser celebridade em um lugar tão longe de casa?

Quando subimos no palco e começamos a tocar é como se estivéssemos em casa, porque nosso público daqui conhece as músicas como o público dos Estados Unidos. Só estando em uma banda ou algo assim para saber. É fascinante poder alcançar tantas pessoas no mundo inteiro e obter sempre a mesma reação. Sempre achei fascinante, nunca enjoei. Estamos sempre buscando lugares novos para tocar. Não tocamos na América do Sul tanto quanto gostaríamos, mas sentimos que tocamos recentemente lá, porque é igual aos Estados Unidos, em casa. É emocionante.

O Aerosmith está em turnê de novo, mas dessa vez logo após lançar um álbum novo. É mais emocionante que em outras turnês?

É sempre uma ajuda ter material novo para tocar. Demorou bastante para gravar esse disco, mas acho que é o melhor que fizemos em muito tempo. A indústria musical mudou muito desde que saiu o disco anterior e acho que não dá pra julgar o disco pelo indústria, mas sim pela reação dos fãs quando tocamos ao vivo. E eles parecem gostar, então acho que fizemos um bom trabalho.

Como é a reação dos fãs quando vocês tocam músicas novas do disco ao vivo?

Acho que é diferente do que era 20 ou 30 anos atrás. Tendo chegado a este ponto, muitos fãs querem nos ver tocando músicas velhas, mas parte dos fãs quer ouvir músicas novas. Então, quando subimos no palco, tocamos parte dos clássicos para satisfazer essas pessoas e depois tocamos um pouco do material novo, para renovarmos um pouco.

Nesse último álbum, assim como em “Honkin’ on Bobo”, de 2004, vocês voltaram a trabalhar com a produção de Jack Douglas, figura chave para a decolagem do Aerosmith.

Acho que nossos melhores discos são de quando gravamos as músicas ao vivo no estúdio. Ele era a pessoa perfeita para nos ajudar a entrar nessa onda e continua tendo o mesmo instinto dos anos 70. Consideramos Jack o sexto membro da banda. Voltamos a nos sentir assim quando gravamos esse disco.

Pode haver outro álbum no futuro próximo da banda ou os fãs só podem sonhar?

Não sei, não posso responder. Sei que faremos uma turnê pela América do Sul no final deste ano. Serão nosso últimos shows e esperamos voltar a sair em turnê no ano que vem. Trabalhamos muito, Steven com seu programa de televisão, eu com meu álbum solo e a turnê, e depois fizemos shows por todo o mundo, então queremos fazer uma pausa.

Após tantos anos de carreira e tanto tempo junto com o Aerosmith, alguma coisa mudou na hora de compor músicas novas? Li que algumas músicas novas começaram com jams ao vivo. Como é compor nesse momento da carreira?

Bem, foi muito interessante, porque de certa forma tivemos que encontrar nosso próprio caminho desde o começo, não tínhamos nenhum referencial. Continuamos sendo os mesmos de quando começamos juntos. Ninguém foi substituído, ainda somos a mesma banda de 42 anos atrás. E tivemos que traçar nosso próprio caminho, cometer erros, aprender com eles e agora acho que a banda está tocando melhor que nunca. Tem sido um grande processo de aprendizagem, um grande trabalho. Por isso quero escrever um livro, para falar sobre a experiência de tentar manter a banda unida sob meu próprio ponto de vista.

O que você se lembra da última visita ao país? Sei que você gosta de andar pela cidade quando está em turnê.

Gostamos muito de sair e a América do Sul é fascinante. É um lugar muito divertido de visitar. Esperamos ansiosamente e não sei se minha esposa vai comigo nessa vez, mas nós dois gostamos de viajar e espero que ela possa ir, assim vamos conhecer mais lugares juntos. Uma das coisas que mais gosto na Argentina é a cultura equestre. Eu e minha esposa adoramos cavalos. Temos cavalos na nossa fazenda e adoramos a cultura equestre na América do Sul. Existem raças raras. Gostaria de visitar os campos onde criam raças raras.

O que você pode dizer sobre sua química com o outro guitarrista, Brad Whitford?

É muito boa. Brad e eu temos um relacionamento excelente. Sempre tivemos uma química boa, desde o começo tivemos uma conexão, não precisamos de muito tempo. Ele respeita minha formm de tocar e eu respeito a dele. Nem precisamos falar nada, nossa língua é a música. Ele é um grande artista que me inspira quando toca. Nós sabemos que podemos contar um com o outro, é uma combinação ótima.

Como é sua relação com Steven hoje? Por um momento no passado, vocês ficaram distantes. Como está nesta turnê?

Nos damos muito bem. Acho que por causa da internet e da forma como a mídia funciona e as notícias correm, as pessoas procuram por algo que pareça problemático, mas somos como uma família. Se alguém visita sua casa e só pega os momentos em que sua família está discutindo e exagerando, todo mundo vai pensar que a única coisa que vocês fazem é discutir, mas não é nosso caso. Temos nossos altos e baixos, mas a vida é assim. Não dá para não ser assim depois de tanto tempo juntos. Percebemos que a banda e a música que fazemos são muito importantes para nós. O resto faz parte da vida. Então está tudo ótimo. A banda está tocando muito bem, e por estarmos juntos há 42 anos, eu diria que as coisas estão muito bem.

Fonte: Clarin (10/10)

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O podcast brasileiro Wikimetal conduziu uma entrevista com Brad Whitford. Ouça online aqui ou faça download.

- Brad admira a admiração que os brasileiros têm pela música, que é algo que faz parte da nossa vida e da nossa cultura.
- O segredo para o Aerosmith continuar junto até hoje é continuar tocando, resolver as diferenças entre os membros e contornar os problemas. Eles têm uma grande banda e estão dispostos a fazer qualquer coisa para mantê-la viva.
- Brad diz que foi “bem legal” ser a maior banda dos Estados Unidos duas vezes: nos anos 70 e nos anos 80, quando a banda se reuniu após uma breve separação. É um ótimo estilo de vida poder viajar pelo mundo inteiro. Eles se reuniram porque perceberam que as diferenças deles não eram tão importantes a ponto de manter a banda separada.
- Perguntam a Brad uma música que faz ele perder a cabeça não importa a hora e o lugar, que eles iriam tocar naquele momento. Ele responde “Foxy Lady”, do Jimi Hendrix.
- Quando ele pensa no endereço Commonwealth Avenue 1325, se lembra de uma época em que cada membro do Aerosmith precisava colocar etiquetas com nomes na comida para os outros não roubarem. Eles tinham pouco dinheiro e às vezes não conseguiam pagar o aluguel.
- A química entre Joe e Brad é orgânica e improvisada, por isso ele acha que funciona tão bem.
- Quando o Aerosmith estava em Londres no lançamento de “Toys in the Attic”, Brad leu uma edição da revista Melody Maker que elogiava muito “Last Child”, principalmente o solo de Brad, dizendo que lembrava Jeff Beck. Mas a revista creditou o solo a Joe. Ele ficou irritado, mas eles nunca dão muita importância ao fato de Steven e Joe receberem muita atenção.
- O Aerosmith escolheu o Japão para a gravação do DVD “Rock for the Rising Sun” porque eles têm muitos fãs lá há muito tempo. Os fãs estavam precisando de animação após a o terremoto, a tsunami e o acidente nuclear de 2011.
- Agora, Brad escolhe uma música do Aerosmith para ser tocada: “Back in the Saddle”, que ele sempre ouve no útimo volume.
- Para Brad, um dos melhores momentos da carreira do Aerosmith foi a noite de inclusão no Rock and Roll Hall of Fame, quando eles puderam encontrar e tocar com vários ídolos, como Keith Richards.
- Brad gosta muito de tocar no Monsters of Rock (que já foi realizado em vários países), porque pode tocar com grande bandas como Metallica, Whitesnake, e Kiss, e não há nada como ouvir um bom rock.

Fonte: Wikimetal (07/10)

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A banda de Tyler e Perry vem ao Personal Fest com disco novo e um show que repassa o sucesso das carreiras

Joey Kramer transpira pela camiseta. São quase 16h, faltam cinco horas para o show do Aerosmith como destaque das comemorações da Harley Davidson e o homem está aquecendo na bateria. Quando Steven Tyler e Joe Perry chegam, ele já estava há um bom tempo fazendo a passagem de som com Tom Hamilton e Brad Whitford. Tyler aparece com todas as suas joias e um coque; ele é mais baixinho do que parece no palco. Joe Perry, de preto e com uma bengala, é o último a chegar. Ele é a definição do rock, o guitar hero de rosto fechado e poucas palavras. A chegada dos gêmeos tóxicos inquieta os arredores e estimula Robin Zander, vocalista do Cheap Trick, a espiar o que falta da passagem de som. A mítica banda, tão americana e dos anos 70 quanto o Aerosmith, é a encarregada de abrir a noite e de começar a aquecer o ambiente.

Estamos no Marcus Amphitheater, uma arena coberta com uma espécie de parque de diversões rockeiro que se autoproclama sede do maior festival de verão do mundo. São onze dias, onze palcos e uma gama de shows que vai além do festival e se apaga quando o calor vai embora. Dois pisos acima do palco estão os camarins, as salas da produção e uma sala improvisada para nossa conversa com o quinteto.

Quando os cinco meninos de Boston sentam nas poltronas dispostas para uma longa conversa, um assistente entra com um espelho. O objeto é colocado em frente a Steven Tyler e tem como único objetivo que o mulherengo cantor se olhe quantas vezes for necessário. Será uma mania que ele pegou na sua passagem como jurado pelo “American Idol”?

Está calor. As luzes colocadas para uma gravação de televisão aumentaram a temperatura da sala. Aparece um ventilador – como é bom ter uma equipe pronta para cada detalhe – e agora podemos começar a conversar. O disco novo, por exemplo, é o primeiro de estúdio em onze anos. “Muitas coisas aconteceram nesses anos, não?”, diz Tyler quebrando o gelo, olhando para os seus colegas e me convidando para chegar mais perto. Ele é o primeiro à direita. Perry está ao seu lado, Hamilton no meio, Whitford e Kramer na ponta esquerda. “Mas o tempo passou voando”, acrescenta o frontman.

Como foi o processo de composição do novo disco, “Music from Another Dimension?”

Tom: Como nos velhos tempos, todos fazendo tudo. Os cinco estavam na pré-produção, participando, tendo ideias, nos envolvendo. Durante três meses em Los Angeles nos dedicamos a compor, gravar algumas coisas, voltar a compor e registrar tudo que saia.

E voltaram a contar com Jack Douglas, produtor dos seus discos mais prestigiados.

Steven: Jack eleva o fator diversão. Ele passou tanto tempo conosco e nos conhece tão bem que pode tirar o melhor de cada um, mesmo quando achamos que não temos nada para dar. Ele está sempre rindo, fazendo piadas e criando um bom ambiente de trabalho. E, já sabe, quando tem diversão, não é trabalho.

Vocês quiseram recriar o som dos primeiros discos, certo? O Black Sabbath fez o mesmo com “13”.

Tom: Sim, sim. Há anos nos pedem para voltar às músicas dos velhos tempos, a esse som. Em primeiro lugar, conseguimos isso gravando todos juntos, ao vivo, como antes. E também nos divertindo muito.

O que os anos 70 tem de especial para vocês?

Tyler: É a década em que fizemos nossos melhores discos. Cada álbum era diferente do anterior e havia uma atmosfera especial. Todas as bandas estavam gravando grandes discos naqueles dias. Agora decidimos tentar outra vez. As pessoas nos reconhecem por álbuns clássicos como “Toys in the Attic” e “Rocks”, são os preferidos delas e nossos também, então decidimos voltar a essa época. É normal progredir e não retroceder, mas revisitar esse som e tentar compor como naquela época é algo que podemos fazer com naturalidade. E como Jack estava com a gente naquele momento, quisemos que ele participasse desse álbum.

Algum álbum clássico do Aerosmith em especial?

Hamilton: Vou dizer um dos melhores dos anos 80, “Pump”. Foi um grande álbum para nós, saiu mais pop que os anteriores, mas com um som típico do Aerosmith que manteve a tradição. E esse álbum pode ter algo assim. O mundo não aceitou o “Pump” como esperávamos, mas tivemos uma tremenda revanche com o “Get a Grip” (1993).

Assim como as bandas históricas que voltam aos anos 70, existem jovens que se voltam ao vinil. Por que vocês acham que isso acontece?

Whitford: Existe uma geração nova que cresceu ouvindo a família falar do vinil, do som, da magia, da arte da capa, e agora querem experimentar. O mesmo acontece com o pop das rádios. A maioria desses hits é feito por computadores e sons prontos. Falta algo sincero, algo real, algo em que se possa acreditar. O que fizemos foi feito com aquele som e construído por seres humanos.

Vocês estão juntos há mais de 40 anos. Vocês se imaginam comemorando os 50 como os Rolling Stones?

Joe: Eu não!

Steven: Sim! Com certeza faremos algo quando o momento chegar, o que não sei é se teremos público ou se nos manteremos juntos. Somos uma banda antiga, que já não existem assim. Stones, Beatles, The Animals, The Police ou qualquer banda clássica triunfou graças à junção de um grupo de moleques com talento. Nós somos assim, é o que temos para oferecer e colocamos sobre a mesa. Temos nossos erros, claro, mas somos assim e as pessoas vêm nos ver do jeito que somos. Em muitos aspectos, esse jeito de ser não nos faz sentir bem. Podemos fazer o que quisermos, não? Somos bons e velhos meninos.

E a entrada no Hall da Fama fez vocês se sentirem orgulhosos ou como uma peça de museu?

Steven: Preciso admitir que no início agi meio cínico, mas a experiência foi muito emotiva. Toda a indústria e colegas e amigos que admiramos disseram que gostam de nós, que fizemos um bom trabalho todos esses anos. Nos comoveu bastante. Percebi que foi sincero.

Joe: Acho que não caímos na armadilha em que muitas bandas caem após tantos anos na ativa. Continuamos compondo, continuando nos comportando como um grupo, continuamos saindo em turnê. Penso muito no Aerosmith, faço isso o tempo todo quando estou descansando em casa. Reflito sobre o que fizemos, sobre nossas músicas e discos clássicos. De repente estou em um avião escutando nosso primeiro disco, olho pela janela e não posso acreditar! Somos nós! Cada álbum que fazemos é uma música atrás da outra, uma sequência de como queremos que soe. Nunca tem fim, sempre é terminar e recomeçar. Penso no Bruce Springsteen, ele sim soube resolver os problemas da nossa profissão. Acho que continuamos a trabalhar bem e ainda temos muito para dar. É só ver nosso show para provar. Muitos grupos da nossa idade continuam juntos, mas há muito tempo deixaram a paixão para trás. Por outro lado, apesar dos problemas e brigas que tivemos, isso não acontece com a gente. Sei que foi o que aconteceu quando os Beatles se separaram. Isso não vai acontecer com a gente porque ainda estamos famintos.

Fonte: La Nacion (05/10)

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Não é difícil ver os integrantes do Aerosmith como viajantes do tempo, como o próprio guitarrista Joe Perry os define. Os roqueiros quase pré-históricos completam 40 anos de estrada com um disco de estúdio, Music from Another Dimension!, o 15o da carreira (lançado em 2012). Ao lado do carismático vocalista Steven Tyler, Perry fornece o que existe de melhor no Aerosmith: a combinação de voz inconfundível com um estilo único na guitarra. Os dois não poderiam ser mais diferentes, mas é a constante faísca entre eles que faz a banda seguir adiante.

De onde veio o conceito de “música de outra dimensão” do título do disco?

Pensamos em vários nomes, mas esse nos pareceu mais apropriado, considerando que temos 40 anos de estrada. Em muitos momentos, nos consideramos viajantes do tempo. Passamos por tanta coisa e aqui estamos nós, ainda estamos entretendo os fãs. E trouxemos a experiência destes anos para o disco.

Como foi voltar a gravar depois de quase uma década?

Em Honkin’ on Bobo [2004, acho que Steven não estava muito interessado e eu tive problemas médicos. Desta vez, nos sentimos confortáveis. É o nosso melhor trabalho em 20 anos.

Vocês vão tocar no Brasil em outubro, o que inclui um show no Monsters of Rock. O disco mudou a dinâmica no palco?

Essa é a grande diferença de hoje para os anos 70 e 80. Com a MTV e rádios, muitas canções do disco eram aproveitadas. Uma banda como o Aerosmith possui músicas que as pessoas querem ouvir. Hoje, não querem coisas novas. Só os clássicos! Vinte anos atrás, poderíamos fazer um show só com faixas do último trabalho.

E isso é algo que você gostaria atualmente?

Neste show, tocamos uma ou duas músicas novas. Gostaria de tocar mais. Mas não viajamos em turnê como antes, vamos ao Brasil uma vez a cada dois ou três anos, é diferente de quando tocávamos três vezes no mesmo lugar em um ano.

Foi o último trabalho de vocês com a Sony. Quais os planos para o futuro?

Agora que Steven não está mais no programa de TV [American Idol], poderemos descansar no ano que vem, nos reunir e decidir o que fazer.

Tyler declarou que quer gravar um disco solo.

É algo que ele sempre quis fazer. Falar é uma coisa, sentar sozinho para compor é outra. Quando se faz um disco com quatro caras, você tem o apoio do grupo. Sozinho, é preciso ter foco. Alguns dias, você simplesmente não quer ir gravar. Será interessante ver isso tudo.

Você já fez seis álbuns solo. Deu conselhos a Tyler? Disse que requer muita disciplina?

É essa a palavra que eu estava procurando. Disciplina. É difícil e duro fazer um disco solo. Toda a pressão está nos seus ombros, não dá para dividir com ninguém.

Você está preparando uma biografia. As pessoas esperam conhecer você intimamente. Está preparado para isso?

Tentei ser o mais verdadeiro possível. O público verá que é um livro não só para fãs do Aerosmith, mas para qualquer um, porque mostra como lidar com problemas comuns a todos.

E como tem sido a experiência até agora?

Tenho tido a ajuda de um escritor e da minha esposa, para lembrar e manter as coisas organizadas. Ela me faz lembrar coisas que gostaria de esquecer, mas são importantes para o livro. E ela lida bem com tudo isso.

Aliás, você é o terceiro do Aerosmith a lançar um livro. Quando teve a ideia para a biografia?

Tenho pensado nisso nos últimos cinco anos. Depois de lançar tantos discos solo, era uma opção. Mas eu não queria que fosse uma resposta [aos outros integrantes]. Então esperei para começar.

E como faz para se lembrar das histórias?

Eu me lembro de uma surpreendente quantidade de coisas. E os discos estão aí para isso. Leio as dedicatórias, os créditos, e vou atrás das pessoas. “Você lembra disso?”, pergunto para elas.

Você não se sente como um jornalista investigando a própria vida?

É. E é duro. Preciso decidir o que eu quero divulgar. Às vezes, você precisa ir a um lugar que não quer, mas que é necessário para fazer um bom livro. Então, você precisa ir até lá.

Essa entrevista também está na edição de setembro de 2013 da revista Rolling Stone, com Bruce Springsteen na capa:

Fonte: Rolling Stone

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O Aerosmith está de volta ao Brasil nesta semana para encerrar o segundo dia do festival Monsters of Rock, que acontece no próximo domingo na Arena Anhembi, em São Paulo. Junto com o Whitesnake, a banda também se apresenta na Praça da Apoteose no Rio de Janeiro, na sexta, mas a passagem deles por aqui será especial para os curitibanos e os brasilienses, que poderão assistir pela primeira vez a uma apresentação do grupo. O primeiro show da excursão é na noite desta terça-feira no BioParque de Curitiba.

No entanto, os brasileiros terão que se contentar com a presença apenas de Steven Tyler, Joey Kramer, Joe Perry e Brad Whitford. O baixista Tom Hamilton não participará dos shows por motivos de saúde e será substituído por David Hull.

Por sinal, a turnê “Global Warming Tour” marca a estreia do Aerosmith em países como Nova Zelândia e Filipinas. “Nós somos garotos ocupados”, brinca o baterista Joey Kramer em entrevista ao UOL, por telefone, quando comenta sobre o fato de a volta ao mundo do grupo englobar dessa vez cidades inéditas da Ásia, Oceania e do continente americano. “Turnê é o que nos dá mais prazer. Nem sei se as pessoas ainda ficam excitadas com nossos shows, mas a gente está em um ponto em que se diverte mais do que nunca”.

A trajetória de 43 anos da banda indica tempos menos alegres do que sugere Kramer, já que os “bad boys de Boston” lidaram com abuso de drogas, brigas entre o vocalista Steven Tyler e Joe Perry, e um período obscuro no início da década de 1980, quando o Aerosmith só foi resgatado após a parceria com os rappers do Run D.M.C. em “Walk This Way”.

Mesmo nos últimos cinco anos, a tensão não deixou os bastidores da banda, com Tyler irritando os demais integrantes ao participar do programa “American Idol” como jurado sem avisar ninguém. De quebra, pouco tempo antes o cantor caiu do palco em um show nos Estados Unidos em 2009, o que forçou o cancelamento de algumas apresentações –e ameaças nunca concretizadas de substituição do vocalista, em especial por parte de Perry.

Mas ainda com um ambiente turbulento, o grupo passou por poucas mudanças em sua trajetória, mantendo durante boa parte da carreira os mesmos integrantes: além de Tyler e Perry, a banda quase sempre contou com Joey Kramer na bateria, Tom Hamilton no baixo e Brad Whitford na guitarra de apoio.

Kramer diz que não consegue entender como os músicos conseguem ainda se manter juntos, especialmente depois da farra de drogas no final da primeira década de existência da banda, mas disse que a principal virtude do grupo é a capacidade de deixar “as besteiras” fora do palco. “Acho que todo mundo se dá conta do que o que temos é mágico. Não tem nada para nos impedir”.

O baterista também vê com bons olhos a transparência da banda, mais sincera que outros grandes nomes do rock ao tornar público os conflitos internos com mais frequência. “Não tem razão para não ser honesto quando algo rola dentro da banda. Eu acho que os fãs pedem uma explicação”.

Kramer também colaborou com uma parcela de “hora da verdade” quando lançou uma autobiografia “Hit Hard: A Story of Hitting Rock Bottom at the Top” em 2009, muito abafada à época por conta da morte de Michael Jackson, mas que narrou a luta do baterista contra as drogas e relatou parte dos conflitos do Aerosmith. “Havia uma confusão sobre amor e abuso”, disse o músico sobre os momentos difíceis descritos no livro. “É a minha parte da história, sem retirar nada. Muita gente fala que é inspirador, acho que é relevante”.

Monsters of Rock

O Aerosmith possui um som menos pesado quando comparado a outras banda que já fizeram shows principais na versão brasileira do Monsters of Rock no passado, como Iron Maiden e Alice Cooper. Mas a banda é talvez a que melhor represente o estilo hard rock que será celebrado no segundo dia do evento, que ainda contará com Whitesnake, Ratt e Queensrÿche.

Para as apresentações no Brasil, Kramer sugere que as únicas surpresas possíveis seriam versões de músicas dos Beatles como “Come Together” e “I’m Down”, que já figuraram em repertórios mais antigos do grupo.

Fonte: UOL

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