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  As últimas notícias da banda

 

Joe Perry faz a maioria de suas performances em arenas e anfiteatros. Mas os fãs do guitarrista do Aerosmith terão uma oportunidade para vê-lo esta semana em dois locais consideravelmente pequenos: o Fillmore NY no Irving Plaza, em Nova York, e o Starland Ballroom, em Sayreville.

Ele estará com sua própria banda (Joe Perry Project). Tendo lançado o CD solo “Have Guitar, Will Travel” dia seis de outubro, Perry está em turnê por grandes clubes e pequenos teatros.

“Eles são os melhores lugares para se ouvir rock’n'roll, ao que me consta”, diz Perry, 59. “Isso (carreira) não começou em arenas. Teve início em clubes e teatros, onde realmente (a música) soa da melhor forma.”

(…) Em turnê, a banda tocará canções do novo CD assim como material antigo do Joe Perry Project, além dos clássicos do Aerosmith.

(…) “Ninguém sabe quando o Aerosmith vai retornar”, diz Perry.

“Eu sei que a banda quer fazer outro disco – nós não lançamos um ótimo álbum de estúdio juntos há muito tempo – e cair na estrada. Mas precisamos respirar e analisar o que nós queremos fazer em seguida, e quando queremos fazer isso.”

Leia a matéria completa (em inglês) no link abaixo.

Fonte: The Star-Ledger/NJ.com

 14 comentários  |  Publicado por Guilherme Zeinum




O baixista do Aerosmith, Tom Hamilton, reconheceu ontem a crise incomodando a lendária banda de rock, mas disse que espera que os Bad Boys From Boston possam colaborar e continuar fazendo boa música juntos.

“Nós estamos sempre cheios de problemas, provações e tribulações”, disse Hamilton ao Inside Track. “Mas em algum lugar no fundo da mente de todos está o conhecimento de que a única maneira de se conseguir algo parecido com a experiência inacreditável que tivemos em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) é como essa banda.”

O Aerosmith acabou de tocar para 50 mil fãs delirantes no Grand Prix de Abu Dhabi, após o qual o vocalista Steven Tyler prontamente anunciou que estava seguindo em carreira solo. E o guitarrista Brad Whitford discutiu publicamente a possibilidade de o Aerosmith encontrar um novo frontman.

“Eles devem ter pêgo o Brad antes de seu café ou algo assim”, riu Hamilton.

Ainda assim, Tom admitiu que, nos bastidores, as coisas não têm ido bem para a banda, a qual está prestes a comemorar 40 anos no ramo da música.

“Steven está sempre muito zangado com a gente”, disse ele.

(…) Hamilton falou que o guitarrista Joe Perry, que também tem trabalhado num projeto solo, está “extremamente frustrado, como o resto de nós” pelo fato de o Aerosmith não lançar um novo álbum em cinco anos.

“Estamos comprometidos com outro disco para a Columbia (Records/Sony Music), então, em algum momento, nós teremos que fazer outro álbum”, disse ele. “Assim, estamos todos esperando por alguma coisa para dar a volta por cima e chegar ao ponto em que podemos nos reunir e fazer algo.”

Hamilton minimizou qualquer conversa de que a banda poderia estar pensando em encontrar um novo vocalista, e disse que quando eles fizerem o novo álbum “teria muito de ser” com Tyler no comando.

“Eu acho que temos de esperar até que ele não esteja mais bravo conosco”, disse Hamilton. “Ainda existe muito amor esquecido, mas por alguma razão ele não está muito feliz com o resto de nós. Talvez ele esteja tão usado para pessoas pulando para sua agenda.”

Back in the Saddle novamente?

Fonte: Boston Herald

 13 comentários  |  Publicado por Guilherme Zeinum




TH: Oi pessoal! Sejam bem-vindos ao bate-papo. Tenho certeza de que haverá algumas perguntas interessantes… Eu consigo lidar com “interessante”. Só sejam gentis. Nah… não sejam gentis. Bom, talvez…

Robin_B: Oi Tom, o que você tem feito pra se manter ocupado durante esse tempo parado?
TH: Estou praticando pra caramba. Estou fazendo muito isso, gravando riffs e trabalhando nas minhas habilidades de estúdio.

TomGirl: Testando… Testando…
TH: 1, 2, 3

KevinW: A Wikipédia diz que “The Farm” é a sua música preferida do Aerosmith. Estou achando difícil acreditar nisso. É verdade?
TH: Essa resposta foi meio velha. Gostaria de aproveitar esse momento pra trocar a minha música preferida. Depois eu te respondo… Mas ainda gosto muito dessa música.

TomGirl: Qual é o seu carro do dia-a-dia e qual é o carro preferido que você tem?
TH: Tenho uma Dino Ferrari de 1974. Pelo menos acho que tenho. Está em pedaços há 10 anos. Quando ficar pronta vai ser ótimo!

KevinW: É verdade que você vai se vestir como Katy “I Kissed A Girl” Perry em um próximo “Banned in Boston”?
TH: Já fiz isso, mas não estava vestida como Katy Perry. Me vesti como a rainha da Inglaterra cantando “I Touched Michelle”. Todos conhecem?

raven: Em primeiro lugar, adoro você postando no AF1. Você tem algum talento escondido e tem algum estilo de roupa que você se arrependeu de usar?
TH: Leia a resposta anterior.

mrs-nikki-sixx: Certo, ouvi na nossa rádio local que nós não devemos esperar outra turnê do Aerosmith pelo menos até 2010. Isso é um fato ou a rádio estava mentindo? Hah.
TH: Parece certo.

aerosmithrocks: Vocês já terminaram alguma música do novo álbum?
TH: Minha resposta é que nós temos muitas músicas que estão quase prontas. Mas nunca se sabe o que vai acontecer até que comecemos a trabalhar de novo. Músicas que você pensava que estavam prontas podem ser deixadas de lado quando chegam outras novas.

Jaded2662: O que te inspira a escrever músicas?
TH: Fui a muitos shows no ano passado. Sempre saio me sentindo muito inspirado. Me coloca pra trabalhar no dia seguinte.

aerosmith0406: Essa coisa tá ligada?
TH: Whoa! Não tão alto!

tlmrm: Você planeja escrever um livro com as suas experiências no Aerosmith?
TH: Eu adoro ler. Espero que quando eu comece a considerar escrever um, as pessoas ainda costumem ler. Eu penso mesmo nisso…

raven: Papel higiênico Angelsoft ou Charmen?
TH: Sand… Eu não quero perder nada.

aerosmith0406: Posso conversar com o baixista do Aerosmith? O baixista mais incrível do mundo?
TH: Ei, diga isso ao comitê do Grammy.

Robin_B: Mal posso esperar pra ver vocês de novo. Tive sorte de vê-los em St. Louis e vocês estavam fantásticos, como sempre. Você está com muita vontade de voltar pra estrada?
TH: Não faz tanto tempo, mas mesmo assim sinto falta. Sei que ainda devemos alguns shows pra um monte de gente por aí.

warlez: Existe algum lugar em que vocês não gostam de tocar? Ouvi algo sobre Phoenix e Philadelphia.
TH: De onde você tirou isso?

Bone_to_Bone: Só imaginando… Quando vocês tocam ao vivo, quantos watts passam por aqueles gabinetes Harktke?
TH: Estou usando Ampegs no momento, mas esqueci quantos watts são exatamente. Paro de contar depois de um zilhão. Eu não sei mesmo… Só sei que é muito.

AeroSmith0406: Isso tá funcionando?
TH: Deus, espero que sim.

BoneyardBoy: Saudações da Holanda!
TH: Obrigado, e saudações dos Estados Unidos. Gostamos muito de tocar em Rotterdam no verão retrasado.

CLeM: O que são todos esses sons
TH: Você ouve vozes?

Robin_B: Você não respondeu a grande questão. Como se sente??? E não diga com as mãos, hahaha. Você teve muito suporte e amor ao seu redor.
TH: Me sinto ótimo. E sinto o suporte. Obrigado!

aerosmithAARON: Você ouviu o novo álbum do Joe Perry? Se sim, o que você acha?
TH: Não ouvi inteiro ainda. Espero comprar logo a minha cópia. Admiro a forma como ele criou tudo. Joe é assim.

KevinW: Quem são alguns dos seus baixistas favoritos?
TH: Eu vi Les Claypool na House of Blues há alguns meses. Fiquei louco. Foi muito mais musical do que eu esperava.

love-me-jaded: Na minha aula de Matemática nós podemos levar fotos pra pendurar na parede e, naturalmente, eu fiz uma montagem do Aerosmith, estrelando Tom, é claro. Enfim, qual foi a coisa mais estranha que um fã já fez por você, como um altar ou coisa assim?
TH: Adoro a ironia. Eu era terível em Matemática.

Bone_to_Bone: Qual é a sua banda de abertura favorita com quem você já saiu em turnê?
TH: Odeio voltar tão atrás. Mas tenho que dizer AC/DC.

WSG55: Tom, algum do material novo já está terminado?
TH: Cara, vocês parecem a minha mãe com o trabalho de casa.

Robin_B: Queria que tivesse um jeito de colocar todos vocês em uma sala para se baterem até que tudo esteja bem novamente.
TH: Já tentamos isso… Só funciona de vez em quando.

pthfndr2976: Estou esperando muito pelo show em Honolulu. Chances da turma ter um tempo de aproveitar o sol e o surfe?
TH: Sim… Nós estamos doidos. Não vamos viajar pra tão longe sem dar uma passada na praia.

Luis_Galarraga: Oi, sou Luis Galarraga, da Venezuela. Sou um fã desde 1988, quero saber se vocês virão ao nosso país, muitos fãs estão esperando por vocês na América do Sul, guardo o ingresso do meu show desde fevereiro de 2008.
TH: Queria muito ter uma resposta pra você. Mesmo nunca tendo tocado na Venezuela antes, sei que seria uma ótima experiência. Sabemos que temos fãs aí… E nós pensamos SIM em vocês.

crash_78: Você tem algum projeto paralelo em mente desde o fim das suas aventuras com os Obscenies?
TH: Gosto de pensar nos Obscenies como se estivessem hibernando, prontos para atacar e dominar o mercado assim que eu convencer as pessoas a comprá-los.

KevinW: Aparentemente você não gosta de tocar em lugares que começam com Ph.
TH: Isso não é verdade. Na semana passada eu estava pensando em tocar em Phicago.

CLeM: Me sinto excluída, você viu alguma das minhas perguntas?
TH: Não, estava evitando.

TH: Aliás (”CLeM”)… Você esqueceu do ponto de interrogação

TH: Ops… Esqueci de colocar um “.”

trickymicky: Estou curtindo bandas de garagem e psicodélicas dos anos 60, além de vocês, é claro. Você gosta desse tipo de música, e se sim, tem alguma favorita?
TH: Claro… Cresci com isso. Que tal Byrds ou Moby Grape?

ExcitedElaine: Tom, te dou um  vale-compras de 20 dólares do AF1 se você responder uma das minhas perguntas :) Brincadeira.

TH: Tá brincando? Sério? Ai meu Deus… Vou pirar. Faço qualquer coisa… qualquer coisa!

EmGHAVanWinner: Estou conectada?
TH: Essa é uma pergunta para o seu terapeuta.

mclovin: Que conselho você daria para alguém que está passando por uma reviravolta na vida?
TH: Só saiba que, quaisquer que sejam as mudanças, mesmo as ruins, você vai tirar algo de bom disso.

NYaerofan: Você está colecionando desemprego? Haha
TH: Não preciso. Ganho uma moeda pra cada pergunta boba que respondo.

TH: Ok, pessoal… Vou responder mais algumas perguntas antes de ir.

FIREDRAGON: Você é do Colorado. Como você foi parar na costa leste?
TH: Meu pai, que descanse em paz, era da Força Aérea e vivia sendo transferido. Me acostumei a me mudar bastante.

BoneyardBoy: Você quer dizer 1997 Rotterdam? Eu estava lá!!! Haha! O verão retrasado deve ter sido Biddinghuizen, certo?
TH: Ah, é mesmo… Como fui errar isso?

trickymicky: Que tal vocês virem bem aqui pra baixo e tocar depois do Grand Prix da F1 em Melbourne? Esse ano tivemos o The Who e no ano passado o KISS.
TH: Essas idéias são as que me fazem querer fazer isso pra sempre. Obrigado a todos… Nós vemos numa próxima vez!

Fonte: Aero Force One

 1 comentário  |  Publicado por Carol




AP: Depois que o acidente do Steven cancelou a turnê, você rapidamente juntou essa banda. Nos conte sobre isso.
Perry: Quando ele passou por mim, eu sabia que nós íamos parar de novo, e naquele momento eu sabia que ia… Divulgar o meu CD no caminho pra casa. E foi isso o que fiz. Então a questão é que cada espaço vazio que o Aerosmith deixa, eu preencho. E ainda estou fazendo isso.

AP: Quando você juntou a banda, quanto tempo demorou pra gravar o CD?
Perry: Mais ou menos um mês. É meio diferente na indústria desses dias, quando leva um ano pra gravar um CD, no caso do Aerosmith, cinco anos pra um CD que ainda não está terminado. Mas foi muito divertido. Nós tocamos juntos e todos os caras eram habilidosos, talentosos e fizeram seu trabalho.

AP: Como você descreveria o álbum?
Perry: Esqueci se foi Martin Mull citando Frank Zappa ou – parece uma frase do Frank Zappa, onde ele diz “Falar sobre música é como dançar sobre arquitetura”. Foi por isso que chamei meu primeiro álbum solo de “Let the Music Do the Talking”.

AP: Onde você descobriu se novo vocalista, Hagen?
Perry: Minha esposa o encontrou no YouTube, foi uma coincidência… Ela não tem o hábito de procurar cantores de rock no YouTube. Nós dois somos fãs de conspirações e ficamos procurando notícias por aí. No final das contas, ela acabou encontrando esse cara cantando no YouTube. O nome dele é Hagen. Ele é de uma pequena cidade da Alemanha. Ele tem muito fôlego.

AP: Qual foi a reação de Hagen quando você o contratou como vocalista?
Perry: Acho que ele ficou nervoso no início. Ele vem de uma cidade pequena, eu vim de uma cidade pequena perto de Boston… Um pouco no meio do mato… Por Hagen ter 30 anos e trabalhar em clubes e coisas assim – se seu tivesse recebido uma ligação de Jimmy Page ou Robert Plant dizendo que precisavam de um guitarrista… Eu ainda estaria em estado de choque.

AP: Em qual single Hagen canta?
Perry: O single é chamado “We’ve Got a Long Way to Go”, foi uma das músicas que escrevi depois que comecei a trabalhar com Hagen e percebi o que ele conseguia fazer”.

AP: E a turnê do Aerosmith?
Perry: O Aerosmith tem quatro shows pra fazer no final de outubro. Fomos contratados meses e meses atrás. Espero que Steven esteja bem o suficiente pra fazê-los. Além disso, tudo está meio aberto. Meu plano – e espero que funcione – é basicamente lançar o CD, promover e fazer mais ou menos como estamos fazendo agora.

AP: Você vai tocar alguma música do Aerosmith na sua turnê solo?
Perry: Estamos ensaiando algumas músicas do Aerosmith pra colocar no set e há algumas canções do Aerosmith que eu realmente quero usar… “Walk This Way” é provavelmente um dos meus riffs mais reconhecíveis, porque eu não deveria tocar se a banda consegue?

AP: O que faz tocar ao vivo ser especial pra você?
Perry: Temos um contrato com os fãs que precisamos cumprir… O que eu coloco no Aerosmith ou o que coloco no Joe Perry Project, são os fãs que importam e os fãs que contam conosco.

Fonte: The Canadian Press

 21 comentários  |  Publicado por Carol




O Aerosmith sobreviveu às drogas, afastamentos, divórcios e discórdias desde que os bad boys do rock ‘n’ roll se juntaram há 40 anos.

Mas o guitarrista Joe Perry não sabe se a banda irá superar seus mais recentes problemas e está seguindo em frente com a sua própria turnê ambiciosa e planos de gravação.

O Aerosmith está dando passos cambaleantes nos últimos anos, causados por vários problemas de saúde que estão impedindo que eles gravem seu primeiro álbum de inéditas desde 2001.

Os problemas chegaram no ápice dois meses atrás, quando a banda cancelou uma turnê que parava e voltava nos Estados Unidos depois que o vocalista Steven Tyler caiu do palco e quebrou o ombro.

Tyler, que passou um tempo na reabilitação no ano passado, não fala com seus colegas de banda desde aquela noite, ao invés disso ele encarrega seus recém-contratados empresários de mandar e-mails ocasionais, disse Perry à Reuters em uma entrevista recente.

“Sou um otimista eterno”, ele disse. “Já passamos por muitos bons tempos, já passamos por muitos tempos ruins e já existiram vezes em que Steven e eu – pelo simples motivo de ganhar um pouco de espaço – não nos falamos por meses. Então nós voltamos e tudo se endireita.

Presume-se que algumas palavras serão trocadas no final desse mês, quando o Aerosmith se reunir para dois shows no Havaí, resultado de um processo de fãs chateados quando a banda cancelou um show lá dois anos atrás.

Mas talvez o que mais preocupa é que Tyler e Perry – principais compositores no Aerosmith – não compõem uma canção juntos há 10 anos, disse Perry.

“Estou no meu estúdio todo dia, compondo, e por alguma razão ele quer escrever com pessoas como (o compositor externo) Mark Hudson e coisa assim”, ele disse. “Não consigo explicar”. (Os representantes de Hudson e Tyler não responderam aos e-mails para comentar o assunto)

Ao invés disseo, canções que Perry esperava que fossem parar no próximo álbum do Aerosmith – se Tyler tivesse acrescentado os vocais – podem agora ser encontradas no quinto álbum solo de Perry, “Have Guitar, Will Travel”, que foi lançado na terça-feira.

Perry canta na maioria das faixas, enquanto um cantor desconhecido alemão chamado Hagen Grohe canta em quatro delas. A esposa de Perry, Billie, descobriu Grohe no YouTube e eles o trouxeram para os Estados Unidos (superem essa, juízes do “American Idol”).

Billie Perry, inclusive, escreveu a letra de uma das faixas, a balada “Do You Wonder”, que soa como se pudesse ser um possível grandioso hit do Aerosmith.

“É, poderia ter sido – se houvesse um Aerosmith para gravá-lo, se existissem pessoas que acreditassem de verdade nela”, disse Joe Perry.

Ele diz que recebeu comentários positivos dos outros integrantes da banda, o guitarrista Brad Whitford, o baixista Tom Hamilton e o baterista Joey Kramer.

“Não sei se Steven ouviu o meu álbum”, Perry acrescentou. “Não sei nem se ele escutou o último inteiro”. (”Joe Perry”, de 2005)

Mesmo assim, Perry segue em frente promovendo “Have Guitar, Will Travel”, um lançamento independente cujo título foi resultado de uma competição que Perry conduziu no Twitter. Ele planeja fazer turnê em novembro e então começar uma jornada pelo mundo por três meses, no começo de 2010.

Ele também quer gravar um novo álbum solo, já que as músicas do atual foram escritas antes da chegada de Grohe.

“Agora que sei do que Hagen é capaz, depois de trabalhar nesse com ele, vou ficar meio ligado no que ele pode fazer. O próximo vai ser um pouco mais ousado e isso vai acontecer o mais breve possível”, ele disse.

Um recente show em Las Vegas com outro guitarrista afastado do seu vocalista, o ex-integrante do Guns ‘N’ Roses Slash,  também poderia fornecer várias possibilidades. Slash estava presente no show de Perry em um club de Los Angeles na terça-feira, quando o repertório incluiu uma versão reggae de Dream On.

“Estou aberto a todas as possibilidades”, disse Perry. “Estou ativo tocando melhor do que já toquei em um bom tempo. Estou inspirado. Estou fazendo alguns outros projetos paralelos e quero fazer mais”.

Quanto ao seu trabalho principal, “Posso definitivamente afirmar que não estou dizendo ‘não’ a um álbum do Aerosmith ou coisa assim, ou turnê ou coisa do tipo… Acho que preciso de tempo para que todos fiquem saudáveis e tudo o mais, e ver se Steven quer fazer parte da banda de novo”.

Fonte: ABC News

 35 comentários  |  Publicado por Carol




“O Aerosmith definitivamente não está se separando”, diz Joe Perry ao MusicRadar, acabando com os rumores que têm circulado desde que os membros do Rock and Roll Hall of Fame acabaram prematuramente com a turnê amaldiçoada de doenças no verão.

“A banda ainda tem seus melhores álbuns nela”, o guitarrista diz. “Sei que as pessoas dizem isso o tempo todo, mas eu acredito firmemente. Mas existem algumas coisas a fazer antes de chegar lá. Todos precisam relaxar, fazer uma pausa e então vamos dialogar”.

O fato de Perry e o vocalista Steven Tyler não se falarem há um mês e meio contribuiu muito para estimular os murmúrios de separação, mas Perry diz: “O relógio está correndo nisso. As coisas precisam acontecer no tempo certo”.

Até lá, Perry está se ocupando com “Have Guitar, Will Travel”, seu quinto álbum de estúdio, que ele gravou em rápidos 47 dias. “O que só prova que você não precisa passar um ano no estúdio enrolando”, ele diz. “Se o Aerosmith trabalhasse tão rápido assim…”

Have Guitar, Will Travel contém 10 rocks tempestuosos, que Perry montou no The Boneyard, no estúdio de última geração da sua casa no subúrbio de Boston. Considerando que o guitarrista tocou a maioria dos instrumentos no seu último trabalho solo (”Joe Perry”, de 2005), o novo álbum teve mais a ver com uma banda – o baixista David Hull, os bateristas Ben Tileston, Marty Richards, Scott Meeder e Paul Santo contribuiram.

Mas a maior mudança no Joe Perry Project (é assim que ele está chamando a banda de novo) é o acréscimo de Hagen, um vocalista alemão que a esposa de Perry, Billie, encontrou no YouTube. “Quem ainda precisa dos classificados quando se tem o YouTube?”, brinca Perry.

Hagen canta a plenos pulmões de uma maneira impressionante no primeiro single do álbum, “We’ve Got A Long Way To Go”. Mas Perry, que que compartilha os afazeres vocais na mesma medida, se importa em sair dos holofotes no que deveria ser, afinal de contas, um empreendimento “solo”?

“Nem um pouco”, ele diz. “Sempre toquei junto com um dos melhores vocalistas do rock. Pra mim, cantar metade das canções em um álbum já é o suficiente”.

Entenda isso pelo lado certo, Joe: Have Guitar, Will Travel é o melhor álbum do Aerosmith que o Aerosmith não fez há tempos.
[rindo] Isso é ótimo. Obrigado. Não me importo nem um pouco. Obviamente, estou no Aerosmith, então não dá pra me divorciar daquele som. Seja um álbum solo ou do Aerosmith, meu jeito de tocar é o meu jeito de tocar. Não vou repentinamente começar a soar como… Sei lá, Glen Campbell. [risos]

Sei que você gravou esse álbum bem rápido. Mas acho que isso conta na vibração. Tem uma urgência que falta em muito dos álbuns de hoje.
Bom, você está absolutamente certo. Mais do que tudo, esse álbum é pra servir como a trilha sonora de um show. Pretendo levar o Joe Perry Project à estrada e fazer turnê até que Steven e eu coloquemos tudo de volta aos trilhos e o Aerosmith esteja pronto pra fazer música de novo.

Vou te perguntar sobre o Aerosmith em um minuto, mas me diga, como é compor sozinho? As músicas são um grande esforço ou ela chegam facilmente? E quanto às letras – porque tradicionalmente, Steven escreveria as letras.
Fui descoberto tardiamente como compositor. Steven sempre foi o compositor no Aerosmith e ele passou muito tempo criando um estilo particular e descobrindo o que vai funcionar com a sua voz. Comigo, é uma coisa mais imediata; eu escrevo o que surge na minha cabeça.

Mas tenho passado um tempo um pouco maior nas palavras e nas mensagens, pensando em temas. Muito do álbum lida com relacionamentos e acho que, na verdade, estou falando com a minha esposa em várias das músicas. Compor é uma ótima maneira de dizer algo a alguém sem precisar dizer pessoalmente. [risos]

Quanto a compor por conta própria e inventar riffs, ando fazendo isso faz um tempo. Sempre fico lisonjeado quando as pessoas dizem que o riff tal e o riff tal é o melhor de todos os tempos, mas você tem que passar por cima disso e dizer pra si mesmo “Ok, escrevi um riff bem bom hoje. Ainda tenho melhores em mim”. E isso é o que tento fazer.

Uma coisa que ajuda é escutar um monte de bandas novas e perceber que não existem limites para as formas de misturar três acordes. Ouço um cara como Jack White, e cara, o que ele faz é tão legal. Ele foi inspirado pelos mesmos caras que eu, mas ele põe a sua própria direção nisso. É um belo de um tapa na cara pra mim. Isso ajuda a me manter revigorado.

Você disse que escreve as letras que surgem na sua cabeça. Ainda assim, você faz concessões para a sua voz? Você muda as palavras pra que elas se encaixem no seu estilo de cantar?
Ah, claro. É preciso. Tem gente que pode escrever qualquer coisa e conseguir cantar, mas eu não sou um desses. [risos] Eu não posso competir com os vocalistas clássicos que existem por aí, então escrevo canções que se adequem ao meu alcance – que é limitado, mas ainda tenho… Como dizer?

Você tem atitude
É. Essa é um bom modo de dizer. Eu aceito. [risos]

Estou curioso pra saber por que você sentiu que precisava de outro vocalista. Você queria voltar à vibração do Joe Perry Project original, onde você trocava os vocais com outros vocalistas?
Por aí, sim. Posso cantar o que tem mais a ver com blues, uma mistura de Jim Morrison com Tom Waits e Hagen pode fazer as coisas difíceis. [risos] Acho que funciona. Encontrar Hagen foi maravilhoso. Ele se encaixa perfeitamente é um cara formidável. Vamos fazer uma boa e longa turnê e já estou pensando em fazer o próximo álbum com ele.

Isso é diferente do que falei com você da última vez. Lembro que no início do ano você expressou alguma irritação porque o novo álbum do Aerosmith não estava terminado. Pensei que você estaria louco com a possibilidade de colocar o Aerosmith de volta no estúdio.
Estou irritado porque o álbum do Aerosmith não está pronto. Queria que a turnê que acabamos de fazer – e que certamente não terminou do jeito que eu esperava – fosse pra promover um novo álbum. Não quero sair e ficar tocando as mesmas músicas o tempo todo, apesar de talvez algumas pessoas quererem que nós só façamos isso.

É difícil dizer quando o Aerosmith vai voltar. Gostaria que fosse agora? Absolutamente. Mas pode ser só daqui a seis meses. Não acho que vai ser até o início do ano que vem, mas eu sou um otimista eterno.

Nunca fiz uma turnê como essa, onde… tudo fica dando errado. Adiar shows é uma coisa, mas cancelar todos de uma vez só, isso é ruim pra todo mundo. Acima de tudo, é ruim para os fãs. Eles estão no topo da lista de pessoas se prejudicando. Devemos aos nossos fãs muito mais do que isso.

Porém, no exato momento, acho que devemos esperar a poeira abaixar. Tem uma sensação tão ruim no Aerosmith ultimamente, tudo o que sai na imprensa, e eu entendo isso – nós desapontamos as pessoas. O que nós precisamos é tirar seis meses de folga, talvez um ano, e voltarmos o mais forte possível.

Todos precisam ficar saudáveis e se sentirem prontos pra fazerem música novamente. Sem pseudo-esforços, sem “quase” chegar lá. Não quero um álbum pela metade quando estivermos em turnê. Isso nunca vai acontecer de novo.

Precisamos fazer o melhor álbum do Aerosmith das nossas vidas. Depois precisamos sair em turnê e fazer o melhor show de rock que já se viu. Ainda somos capazes, mas precisamos chegar nesse lugar mentalmente e fisicamente.

Você e Steven já se se falaram?
[pausa] O relógio está correndo nisso. Vamos chegar lá. As coisas precisam acontecer no tempo certo. Quem liga pra quem primeiro… Vai acontecer. Sabe, manter uma banda junto é um processo absurdo. Somos cinco homens que estiveram juntos por 40 anos. Você e eu sabemos que a maioria dos casamentos não duram metade desse tempo.

E você se separaram uma vez antes…
Isso mesmo. Mas é por causa disso que nós percebemos como tudo é frágil. Bandas são separáveis. Podem ser destruídas por processos internos e externos também. Tem que rolar uma química em bandas grandes. Não funciona sempre, mas somos velhos o suficiente pra saber que precisamos dar espaço um ao outro.

Vamos voltar ao seu álbum solo. Eu gostei muito do seu cover de” Somebody’s Gonna Get (Their Head Kick In Tonight)”, do Jeremy Spencer [integrante original do Fleetwood Mac]. Você gravou ao vivo? Parece que sim.
Obrigado. Fico feliz por ter gostado. Nós gravamos ao vivo, sim. Tocamos juntos umas cinco vezes e escolhemos a melhor tomada. Fiquei na sala de controle, então podia tocar e ainda produzir, e o resto da banda ficou no estúdio – mas nós todos podíamos nos ver e trabalharmos juntos. A energia e som nessa faixa é o meu tributo a Gene Vincent. Se Elvis era o diamante polido do rock ‘n’ roll, Gene Vincent era o soco inglês. [risos]

Você tem muitas guitarras. Foi um problema decidir quais usar no álbum?
Era no passado, ao lidar com diferentes afinações. Com esse álbum e essa turnê, eu queria ser simples e sujo, então limitei minhas opções.

Minhas guitarras principais foram a “Billie”, que Gibson fez pra mim. Essa é a BB King “Lucille” que tem a foto da minha esposa, por isso é chamada “Billie”.

Então peguei a minha Frankenstrat do velho Joe Perry Project. Basicamente tem um braço Telecaster pra usar com a mão direita e um corpo Strat pra usar com a mão esquerda, com captadores Barcus-Berry. Tem um som melhor do que devia. Você não acha esses captadores em qualquer lugar – procurei por anos.

Além disso, usei alguns dos meus modelos próprios da Gibson Les Paul e usei minha 59 sunburst Les Paul. Ah – e usei uma Epiphone Casino, um modelo de meados dos anos 60. Podem ter havido mais, mas foram dessas que eu lembrei.

Bom, você tem 600 guitarras, então está perdoado se não consegue lembrar de todas.
Eu poderia dizer que é uma benção e uma maldição, mas não seria verdade. É só uma benção. Você começa a mexer nas suas guitarras e descobre uma que não toca há um bom tempo. Sempre faz você se sentir como uma criança na manhã de Natal.

Fonte: Music Radar

 5 comentários  |  Publicado por Carol




30.09.09  |  Mensagem de Tom Hamilton

As pessoas estão sempre interessadas no que eu ando escutando ultimamente. A maioria do que escuto nos dias de hoje é o que quer que aconteça de eu estar trabalhando no momento. Suponho que eu esteja arriscando me tornar ignorante no que diz respeito ao prato do dia.  Escuto toneladas de coisas legais o tempo todo sem necessariamente verificar quem está tocando.

Enquanto isso, estou sempre em treinamento e gosto de abordar a vida como um estudante. Tem tanta coisa legal no mundo para descobrir. Tenho gastado uma porrada de dinheiro em quase todas as revistas e livros de gravação que existem por aí. Sempre fui um viciado em música e nas partes técnicas. Desde os meus doze anos eu sou fascinado por mecanismos de gravação. Um ano, pelo Natal, um tio favorito nos deu um gravador Wollensak. Meu irmão e eu usamos aquilo até morrermos. Depois de alguns anos começou a fazer um um zumbido bem alto e som de estática, mas parava na hora em que você dava um tapa certeiro na lateral.

Agora me peguei pensando no meu tio Bill. Ele foi uma grande inspiração para mim.

Ele era meio famoso no seu meio e tinha uma Ferrari. Um magnífica carro italiano esportivo vermelho. Toda vez que ele passava em casa nós o fazíamos abrir o capô e ligar o motor, e eu só absorvia os barulhos das rotações da árvore de cames e o carburador sugando o ar dos famintos cilindros. Mais tarde, quando ele ia embora, eu ficava na garagem escutando ele dirigir. Nós morávamos em uma estrada mais tranquila, então ele andava meio devagar até chegar na grande estrada estadual a cerca de 500 metros. Então nós sorríamos um para o outro quando conseguíamos ouvir aquela coisa longe pra caramba berrando e chorando enquanto o tio Bill acelerava. Era uma das coisas que fazia parte do DNA dos meus sonhos e provavelmente ainda faz.

Mas, enfim, suponho que eu deveria estar mais atento ao que acontece no mundo das gravações, mas estou um pouco enrolado.

Tenho ido a um monte de shows. Vi o Kings of Leon algumas semanas atrás. Eles tocaram bem direitinho. Eles sacam tudo de dinâmica e como fazer com que a estrutura deles traduzam. Sou fã desde o álbum “Youth…” Quando peguei pela primeira vez, não conseguia entender como a voz daquele cara soava como um velho da montanha que experimentou uma vida inteira de uísque pirata e tempos difíceis. Estou feliz por eles estarem fazendo muito sucesso agora. Estou feliz por eles, mas o que eu estou mais ainda é orgulhoso que esse país possa gostar em uma escala massiva. Sejam cuidadosos, meninos…

Vi o U2 uma noite dessas. Joe e eu somos fãs deles há um bom tempo. Deixe-me dizer primeiro que eles tocaram muito bem e sempre me impressiono com a quantidade de músicas boas que eles têm e como é bom sentir a textura do som deles. Mas a coisa que fez o meu queixo cair foi a produção. Foi em uma escala que ninguém fez e possivelmente numa mais fará. Eu poderia descrever, mas provavelmente seria mais preciso se as pessoas entrassem na internet e vissem as fotos. O que posso dizer é que o efeito de estar na cara daquilo é além do grandioso. Antes de eles entrarem, eu fiquei imaginando se eles iam cair na armadilha de se espalharem em fusos horários diferentes na rampa circular enorme que cerca o palco. Mas eles fizeram um grande trabalho ao passar tempo suficiente juntos na parte principal do palco. Muito legal. Performance boa pra caramba de todos da banda.

Foi inspirador e eu me peguei trabalhando no meu estúdio um pouco mais cedo do que o normal no dia seguinte.

Não ando viajando demais nos dois últimos meses. Estou me curando da minha “cirurgia não-invasiva”. Eu amo essa expressão. Raramente escutei algo tão brilhantemente vago. Na hora era só o que eu queria informar. Digamos apenas que o velho e irritante Sr. C precisou de uns socos no nariz mais algumas vezes. Ele não deve ter gostado, porque não tem sido visto.

As pessoas andam perguntando da minha cachorra, Papaya. Ela vai bem, mas ainda pensa que pode voar, mesmo sendo cega. Talvez seja esse o truque.

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A banda tem alguns shows no próximo mês e depois estará de volta no “modo álbum”. Digamos apenas que a pilha está ficando bem alta e todos vamos continuar mexendo até que alcance a altura dos olhos. Continuem acreditando, pessoal, ele vai sair.

TH

Fonte: Aero Force One

 5 comentários  |  Publicado por Carol




O Aerosmith acabou? Dream On.

Os andarilhos bad boys de Boston estão programados para voltar à sela nos dias 18 e 20 de outubro em Maui, Hawaii, e no dia 1º de Novembro em um evento de Fórmula 1 em Abu Dhabi.

Semana passada o guitarrista Joe Perry estimulou especulações de uma separação depois de contar à Associated Press as suas frustrações com o vocalista Steven Tyler, que forçou a banda a cancelar a turnê de verão depois de se machucar em uma queda do palco no dia 5 de agosto em Sturgis, SD.

Ontem Perry disse que apesar de ser verdade que ele e Tyler não se falam há semanas, os rumores do fim da banda tem sido muito exagerados. Estamos preparando nossos vistos, arrumando uns papéis e tudo mais”, disse Perry. “Pela parte que me toca, nós vamos fazer essas datas”.

E depois?

“Se (os companheiros de banda Joey Kramer, Brad Whitford e Tom Hamilton) estivessem aqui comigo, eu diria que eles concordariam que vamos trabalhar em um álbum de estúdio no final da primavera [outono aqui no Brasil] e planejar uma turnê para o outono [primavera aqui]“, disse Perry.

Tyler concordaria também?

“A fratura no ombro dele é uma bem incomum”, disse o guitarrista. “Eles precisam ver como vai sarar antes de saberem se terão que colocar um pino ou não. Se tiverem, isso vai atrasá-lo por um bom tempo. Eu só estou bem feliz por ele não ter se machucado mais gravemente. Esse é o meu irmão, nós estamos juntos há 40 anos e eu odiei ver isso acontecer”.

“Claro que todos nós já caímos do palco uma vez ou outra”, riu Perry. “Talvez duas vezes em alguns casos”.

Perry admite que ele ficou desencorajado quando a turnê foi cancelada, mas não ficou parado por muito tempo. No sábado ele vai tocar no Fusion 5 em Foxboro, antes do lançamento em 6 de outubro do seu álbum solo “Have Guitar, Will Travel”. Perry trabalhou como uma máquina por 47 dias no estúdio da sua casa com velhos amigos do Joe Perry Project.

“Quando percebemos que não íamos fazer o álbum de estúdio (do Aerosmith), eu estava pronto para gravar um solo”, ele disse. “Eu pensei, nós temos essa pilha de material e temos tempo, (então) por que não? Eu entrei com força total porque precisava me manter ocupado. Mas ainda acredito que temos outro álbum do Aerosmith dentro de nós e um melhor do que o último. E essa é a minha metade da história.

Herald: A sua entrevista com a AP preocupou os fãs. Qual é a verdadeira história sobre o futuro do Aerosmith?
Joe Perry: O Aerosmith está tendo um descanso. Tivemos que adiar algumas datas no final de duas ou três turnês e isso meio que empurrou nossos problemas de turnê para o primeiro plano e não nos deu muito tempo para fazer um álbum de estúdio. Depois de precisar cancelar essa última turnê, nós precisamos recuar, tomar folêgo e deixar que todos coloquem o pé na Terra. Vamos entrar em hiatus como a maioria das bandas fazem, não somos mais garotos, não precisamos ficar caçando trabalho todo dia, mas ficamos presos nisso de adiar shows e precisar remarcá-los.

Então aquela história da AP exagerou a sua frustração com Steven Tyler?
Às vezes algumas coisas são divulgadas. Eu sempre tento ser o mais honesto possível, é isso. Eu afirmo tudo o que disse. No contexto de uma entrevista longa, provavelmente teria soado menos áspero, mas ainda é a verdade. Ainda estou superando o fato da turnê ter sido cancelada. Foi a melhor que fizemos em um bom tempo.

O que mais me surpreendeu foi ouvir que você e Steven não compõem juntos há um tempo. Isso é mesmo verdade? Nada em cerca de uma década?
Relacionamentos passam por mudanças, parcerias de composição passam por mudanças. Quando começamos a usar compositores externos, definitivamente ajudou no nosso sucesso nos anos 80 e 90. Sei lá, talvez ficamos acomodados demais em depender disso. Acho que ninguém se importa com quem escreve a música, contanto que soe como músicas do Aerosmith e, pelo menos para mim, algumas vezes nós nos afastamos (de soar como Aerosmith). Não me importo em usar compositores externos, mas ainda gostaria de ver um Aerosmith onde a raíz da música venha dos caras da banda.

Isso vai acontecer? Haverá mais um álbum do Aerosmith?
Talvez tenhamos mais três álbuns dentro de nós. Talvez tenhamos cinco ou sete anos em turnê.

Por que você ficou tão chateado com o fim antecipado da turnê?
A banda estava ficando cada vez melhor, os shows estavam ficando cada vez melhor. Por isso que é tão difícil para mim só de (suspiro) pensar em como essa turnê poderia ter ido e quão bom poderia ter sido. Mas eu não ia ficar parado e deixar que isso me atrasasse. Já estou escrevendo material para o meu próximo álbum solo.

Com esse tempo livre, você vai fazer uma turnê solo?
Isso é definitivamente uma possibilidade. Na verdade esse é meu próximo telefonema. Estamos tentando ver se devemos fazer uma festa de lançamento e eu sei que vamos marcar algumas datas depois dos shows do Aerosmith que temos que fazer.

Por que começar com uma apresentação como tocar no Fusion 5 em Foxboro?
Eu não tenho a máquina do Aerosmith comigo, Isso é, ahn…

Uma coisa meio faça-você-mesmo?
Sim, e é muito divertido. Fazendo alguns desses shows pequenos, nós fazemos a banda ficar mais confortável tocando em lugares que não sejam o meu porão (risos). Eu nunca sei quando vamos receber a ligação do meu agente dizendo que Jay Leno me quer e não quero que nosso primeiro show seja em rede nacional. Pequenos clubes dão a chance de você se preparar. E é uma ótima forma de recompensar os fãs.

Espero que Steven te ligue em breve e diga que está pronto para escrever um novo álbum.
Esse dia vai chegar. Seja ele me ligando ou eu ligando para ele, vai acontecer.

Fonte: Boston Herald

 14 comentários  |  Publicado por Carol




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