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  As últimas notícias da banda

 

O Aerosmith sobreviveu às drogas, afastamentos, divórcios e discórdias desde que os bad boys do rock ‘n’ roll se juntaram há 40 anos.

Mas o guitarrista Joe Perry não sabe se a banda irá superar seus mais recentes problemas e está seguindo em frente com a sua própria turnê ambiciosa e planos de gravação.

O Aerosmith está dando passos cambaleantes nos últimos anos, causados por vários problemas de saúde que estão impedindo que eles gravem seu primeiro álbum de inéditas desde 2001.

Os problemas chegaram no ápice dois meses atrás, quando a banda cancelou uma turnê que parava e voltava nos Estados Unidos depois que o vocalista Steven Tyler caiu do palco e quebrou o ombro.

Tyler, que passou um tempo na reabilitação no ano passado, não fala com seus colegas de banda desde aquela noite, ao invés disso ele encarrega seus recém-contratados empresários de mandar e-mails ocasionais, disse Perry à Reuters em uma entrevista recente.

“Sou um otimista eterno”, ele disse. “Já passamos por muitos bons tempos, já passamos por muitos tempos ruins e já existiram vezes em que Steven e eu – pelo simples motivo de ganhar um pouco de espaço – não nos falamos por meses. Então nós voltamos e tudo se endireita.

Presume-se que algumas palavras serão trocadas no final desse mês, quando o Aerosmith se reunir para dois shows no Havaí, resultado de um processo de fãs chateados quando a banda cancelou um show lá dois anos atrás.

Mas talvez o que mais preocupa é que Tyler e Perry – principais compositores no Aerosmith – não compõem uma canção juntos há 10 anos, disse Perry.

“Estou no meu estúdio todo dia, compondo, e por alguma razão ele quer escrever com pessoas como (o compositor externo) Mark Hudson e coisa assim”, ele disse. “Não consigo explicar”. (Os representantes de Hudson e Tyler não responderam aos e-mails para comentar o assunto)

Ao invés disseo, canções que Perry esperava que fossem parar no próximo álbum do Aerosmith – se Tyler tivesse acrescentado os vocais – podem agora ser encontradas no quinto álbum solo de Perry, “Have Guitar, Will Travel”, que foi lançado na terça-feira.

Perry canta na maioria das faixas, enquanto um cantor desconhecido alemão chamado Hagen Grohe canta em quatro delas. A esposa de Perry, Billie, descobriu Grohe no YouTube e eles o trouxeram para os Estados Unidos (superem essa, juízes do “American Idol”).

Billie Perry, inclusive, escreveu a letra de uma das faixas, a balada “Do You Wonder”, que soa como se pudesse ser um possível grandioso hit do Aerosmith.

“É, poderia ter sido – se houvesse um Aerosmith para gravá-lo, se existissem pessoas que acreditassem de verdade nela”, disse Joe Perry.

Ele diz que recebeu comentários positivos dos outros integrantes da banda, o guitarrista Brad Whitford, o baixista Tom Hamilton e o baterista Joey Kramer.

“Não sei se Steven ouviu o meu álbum”, Perry acrescentou. “Não sei nem se ele escutou o último inteiro”. (”Joe Perry”, de 2005)

Mesmo assim, Perry segue em frente promovendo “Have Guitar, Will Travel”, um lançamento independente cujo título foi resultado de uma competição que Perry conduziu no Twitter. Ele planeja fazer turnê em novembro e então começar uma jornada pelo mundo por três meses, no começo de 2010.

Ele também quer gravar um novo álbum solo, já que as músicas do atual foram escritas antes da chegada de Grohe.

“Agora que sei do que Hagen é capaz, depois de trabalhar nesse com ele, vou ficar meio ligado no que ele pode fazer. O próximo vai ser um pouco mais ousado e isso vai acontecer o mais breve possível”, ele disse.

Um recente show em Las Vegas com outro guitarrista afastado do seu vocalista, o ex-integrante do Guns ‘N’ Roses Slash,  também poderia fornecer várias possibilidades. Slash estava presente no show de Perry em um club de Los Angeles na terça-feira, quando o repertório incluiu uma versão reggae de Dream On.

“Estou aberto a todas as possibilidades”, disse Perry. “Estou ativo tocando melhor do que já toquei em um bom tempo. Estou inspirado. Estou fazendo alguns outros projetos paralelos e quero fazer mais”.

Quanto ao seu trabalho principal, “Posso definitivamente afirmar que não estou dizendo ‘não’ a um álbum do Aerosmith ou coisa assim, ou turnê ou coisa do tipo… Acho que preciso de tempo para que todos fiquem saudáveis e tudo o mais, e ver se Steven quer fazer parte da banda de novo”.

Fonte: ABC News

 35 comentários  |  Publicado por Carol




“O Aerosmith definitivamente não está se separando”, diz Joe Perry ao MusicRadar, acabando com os rumores que têm circulado desde que os membros do Rock and Roll Hall of Fame acabaram prematuramente com a turnê amaldiçoada de doenças no verão.

“A banda ainda tem seus melhores álbuns nela”, o guitarrista diz. “Sei que as pessoas dizem isso o tempo todo, mas eu acredito firmemente. Mas existem algumas coisas a fazer antes de chegar lá. Todos precisam relaxar, fazer uma pausa e então vamos dialogar”.

O fato de Perry e o vocalista Steven Tyler não se falarem há um mês e meio contribuiu muito para estimular os murmúrios de separação, mas Perry diz: “O relógio está correndo nisso. As coisas precisam acontecer no tempo certo”.

Até lá, Perry está se ocupando com “Have Guitar, Will Travel”, seu quinto álbum de estúdio, que ele gravou em rápidos 47 dias. “O que só prova que você não precisa passar um ano no estúdio enrolando”, ele diz. “Se o Aerosmith trabalhasse tão rápido assim…”

Have Guitar, Will Travel contém 10 rocks tempestuosos, que Perry montou no The Boneyard, no estúdio de última geração da sua casa no subúrbio de Boston. Considerando que o guitarrista tocou a maioria dos instrumentos no seu último trabalho solo (”Joe Perry”, de 2005), o novo álbum teve mais a ver com uma banda – o baixista David Hull, os bateristas Ben Tileston, Marty Richards, Scott Meeder e Paul Santo contribuiram.

Mas a maior mudança no Joe Perry Project (é assim que ele está chamando a banda de novo) é o acréscimo de Hagen, um vocalista alemão que a esposa de Perry, Billie, encontrou no YouTube. “Quem ainda precisa dos classificados quando se tem o YouTube?”, brinca Perry.

Hagen canta a plenos pulmões de uma maneira impressionante no primeiro single do álbum, “We’ve Got A Long Way To Go”. Mas Perry, que que compartilha os afazeres vocais na mesma medida, se importa em sair dos holofotes no que deveria ser, afinal de contas, um empreendimento “solo”?

“Nem um pouco”, ele diz. “Sempre toquei junto com um dos melhores vocalistas do rock. Pra mim, cantar metade das canções em um álbum já é o suficiente”.

Entenda isso pelo lado certo, Joe: Have Guitar, Will Travel é o melhor álbum do Aerosmith que o Aerosmith não fez há tempos.
[rindo] Isso é ótimo. Obrigado. Não me importo nem um pouco. Obviamente, estou no Aerosmith, então não dá pra me divorciar daquele som. Seja um álbum solo ou do Aerosmith, meu jeito de tocar é o meu jeito de tocar. Não vou repentinamente começar a soar como… Sei lá, Glen Campbell. [risos]

Sei que você gravou esse álbum bem rápido. Mas acho que isso conta na vibração. Tem uma urgência que falta em muito dos álbuns de hoje.
Bom, você está absolutamente certo. Mais do que tudo, esse álbum é pra servir como a trilha sonora de um show. Pretendo levar o Joe Perry Project à estrada e fazer turnê até que Steven e eu coloquemos tudo de volta aos trilhos e o Aerosmith esteja pronto pra fazer música de novo.

Vou te perguntar sobre o Aerosmith em um minuto, mas me diga, como é compor sozinho? As músicas são um grande esforço ou ela chegam facilmente? E quanto às letras – porque tradicionalmente, Steven escreveria as letras.
Fui descoberto tardiamente como compositor. Steven sempre foi o compositor no Aerosmith e ele passou muito tempo criando um estilo particular e descobrindo o que vai funcionar com a sua voz. Comigo, é uma coisa mais imediata; eu escrevo o que surge na minha cabeça.

Mas tenho passado um tempo um pouco maior nas palavras e nas mensagens, pensando em temas. Muito do álbum lida com relacionamentos e acho que, na verdade, estou falando com a minha esposa em várias das músicas. Compor é uma ótima maneira de dizer algo a alguém sem precisar dizer pessoalmente. [risos]

Quanto a compor por conta própria e inventar riffs, ando fazendo isso faz um tempo. Sempre fico lisonjeado quando as pessoas dizem que o riff tal e o riff tal é o melhor de todos os tempos, mas você tem que passar por cima disso e dizer pra si mesmo “Ok, escrevi um riff bem bom hoje. Ainda tenho melhores em mim”. E isso é o que tento fazer.

Uma coisa que ajuda é escutar um monte de bandas novas e perceber que não existem limites para as formas de misturar três acordes. Ouço um cara como Jack White, e cara, o que ele faz é tão legal. Ele foi inspirado pelos mesmos caras que eu, mas ele põe a sua própria direção nisso. É um belo de um tapa na cara pra mim. Isso ajuda a me manter revigorado.

Você disse que escreve as letras que surgem na sua cabeça. Ainda assim, você faz concessões para a sua voz? Você muda as palavras pra que elas se encaixem no seu estilo de cantar?
Ah, claro. É preciso. Tem gente que pode escrever qualquer coisa e conseguir cantar, mas eu não sou um desses. [risos] Eu não posso competir com os vocalistas clássicos que existem por aí, então escrevo canções que se adequem ao meu alcance – que é limitado, mas ainda tenho… Como dizer?

Você tem atitude
É. Essa é um bom modo de dizer. Eu aceito. [risos]

Estou curioso pra saber por que você sentiu que precisava de outro vocalista. Você queria voltar à vibração do Joe Perry Project original, onde você trocava os vocais com outros vocalistas?
Por aí, sim. Posso cantar o que tem mais a ver com blues, uma mistura de Jim Morrison com Tom Waits e Hagen pode fazer as coisas difíceis. [risos] Acho que funciona. Encontrar Hagen foi maravilhoso. Ele se encaixa perfeitamente é um cara formidável. Vamos fazer uma boa e longa turnê e já estou pensando em fazer o próximo álbum com ele.

Isso é diferente do que falei com você da última vez. Lembro que no início do ano você expressou alguma irritação porque o novo álbum do Aerosmith não estava terminado. Pensei que você estaria louco com a possibilidade de colocar o Aerosmith de volta no estúdio.
Estou irritado porque o álbum do Aerosmith não está pronto. Queria que a turnê que acabamos de fazer – e que certamente não terminou do jeito que eu esperava – fosse pra promover um novo álbum. Não quero sair e ficar tocando as mesmas músicas o tempo todo, apesar de talvez algumas pessoas quererem que nós só façamos isso.

É difícil dizer quando o Aerosmith vai voltar. Gostaria que fosse agora? Absolutamente. Mas pode ser só daqui a seis meses. Não acho que vai ser até o início do ano que vem, mas eu sou um otimista eterno.

Nunca fiz uma turnê como essa, onde… tudo fica dando errado. Adiar shows é uma coisa, mas cancelar todos de uma vez só, isso é ruim pra todo mundo. Acima de tudo, é ruim para os fãs. Eles estão no topo da lista de pessoas se prejudicando. Devemos aos nossos fãs muito mais do que isso.

Porém, no exato momento, acho que devemos esperar a poeira abaixar. Tem uma sensação tão ruim no Aerosmith ultimamente, tudo o que sai na imprensa, e eu entendo isso – nós desapontamos as pessoas. O que nós precisamos é tirar seis meses de folga, talvez um ano, e voltarmos o mais forte possível.

Todos precisam ficar saudáveis e se sentirem prontos pra fazerem música novamente. Sem pseudo-esforços, sem “quase” chegar lá. Não quero um álbum pela metade quando estivermos em turnê. Isso nunca vai acontecer de novo.

Precisamos fazer o melhor álbum do Aerosmith das nossas vidas. Depois precisamos sair em turnê e fazer o melhor show de rock que já se viu. Ainda somos capazes, mas precisamos chegar nesse lugar mentalmente e fisicamente.

Você e Steven já se se falaram?
[pausa] O relógio está correndo nisso. Vamos chegar lá. As coisas precisam acontecer no tempo certo. Quem liga pra quem primeiro… Vai acontecer. Sabe, manter uma banda junto é um processo absurdo. Somos cinco homens que estiveram juntos por 40 anos. Você e eu sabemos que a maioria dos casamentos não duram metade desse tempo.

E você se separaram uma vez antes…
Isso mesmo. Mas é por causa disso que nós percebemos como tudo é frágil. Bandas são separáveis. Podem ser destruídas por processos internos e externos também. Tem que rolar uma química em bandas grandes. Não funciona sempre, mas somos velhos o suficiente pra saber que precisamos dar espaço um ao outro.

Vamos voltar ao seu álbum solo. Eu gostei muito do seu cover de” Somebody’s Gonna Get (Their Head Kick In Tonight)”, do Jeremy Spencer [integrante original do Fleetwood Mac]. Você gravou ao vivo? Parece que sim.
Obrigado. Fico feliz por ter gostado. Nós gravamos ao vivo, sim. Tocamos juntos umas cinco vezes e escolhemos a melhor tomada. Fiquei na sala de controle, então podia tocar e ainda produzir, e o resto da banda ficou no estúdio – mas nós todos podíamos nos ver e trabalharmos juntos. A energia e som nessa faixa é o meu tributo a Gene Vincent. Se Elvis era o diamante polido do rock ‘n’ roll, Gene Vincent era o soco inglês. [risos]

Você tem muitas guitarras. Foi um problema decidir quais usar no álbum?
Era no passado, ao lidar com diferentes afinações. Com esse álbum e essa turnê, eu queria ser simples e sujo, então limitei minhas opções.

Minhas guitarras principais foram a “Billie”, que Gibson fez pra mim. Essa é a BB King “Lucille” que tem a foto da minha esposa, por isso é chamada “Billie”.

Então peguei a minha Frankenstrat do velho Joe Perry Project. Basicamente tem um braço Telecaster pra usar com a mão direita e um corpo Strat pra usar com a mão esquerda, com captadores Barcus-Berry. Tem um som melhor do que devia. Você não acha esses captadores em qualquer lugar – procurei por anos.

Além disso, usei alguns dos meus modelos próprios da Gibson Les Paul e usei minha 59 sunburst Les Paul. Ah – e usei uma Epiphone Casino, um modelo de meados dos anos 60. Podem ter havido mais, mas foram dessas que eu lembrei.

Bom, você tem 600 guitarras, então está perdoado se não consegue lembrar de todas.
Eu poderia dizer que é uma benção e uma maldição, mas não seria verdade. É só uma benção. Você começa a mexer nas suas guitarras e descobre uma que não toca há um bom tempo. Sempre faz você se sentir como uma criança na manhã de Natal.

Fonte: Music Radar

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30.09.09  |  Mensagem de Tom Hamilton

As pessoas estão sempre interessadas no que eu ando escutando ultimamente. A maioria do que escuto nos dias de hoje é o que quer que aconteça de eu estar trabalhando no momento. Suponho que eu esteja arriscando me tornar ignorante no que diz respeito ao prato do dia.  Escuto toneladas de coisas legais o tempo todo sem necessariamente verificar quem está tocando.

Enquanto isso, estou sempre em treinamento e gosto de abordar a vida como um estudante. Tem tanta coisa legal no mundo para descobrir. Tenho gastado uma porrada de dinheiro em quase todas as revistas e livros de gravação que existem por aí. Sempre fui um viciado em música e nas partes técnicas. Desde os meus doze anos eu sou fascinado por mecanismos de gravação. Um ano, pelo Natal, um tio favorito nos deu um gravador Wollensak. Meu irmão e eu usamos aquilo até morrermos. Depois de alguns anos começou a fazer um um zumbido bem alto e som de estática, mas parava na hora em que você dava um tapa certeiro na lateral.

Agora me peguei pensando no meu tio Bill. Ele foi uma grande inspiração para mim.

Ele era meio famoso no seu meio e tinha uma Ferrari. Um magnífica carro italiano esportivo vermelho. Toda vez que ele passava em casa nós o fazíamos abrir o capô e ligar o motor, e eu só absorvia os barulhos das rotações da árvore de cames e o carburador sugando o ar dos famintos cilindros. Mais tarde, quando ele ia embora, eu ficava na garagem escutando ele dirigir. Nós morávamos em uma estrada mais tranquila, então ele andava meio devagar até chegar na grande estrada estadual a cerca de 500 metros. Então nós sorríamos um para o outro quando conseguíamos ouvir aquela coisa longe pra caramba berrando e chorando enquanto o tio Bill acelerava. Era uma das coisas que fazia parte do DNA dos meus sonhos e provavelmente ainda faz.

Mas, enfim, suponho que eu deveria estar mais atento ao que acontece no mundo das gravações, mas estou um pouco enrolado.

Tenho ido a um monte de shows. Vi o Kings of Leon algumas semanas atrás. Eles tocaram bem direitinho. Eles sacam tudo de dinâmica e como fazer com que a estrutura deles traduzam. Sou fã desde o álbum “Youth…” Quando peguei pela primeira vez, não conseguia entender como a voz daquele cara soava como um velho da montanha que experimentou uma vida inteira de uísque pirata e tempos difíceis. Estou feliz por eles estarem fazendo muito sucesso agora. Estou feliz por eles, mas o que eu estou mais ainda é orgulhoso que esse país possa gostar em uma escala massiva. Sejam cuidadosos, meninos…

Vi o U2 uma noite dessas. Joe e eu somos fãs deles há um bom tempo. Deixe-me dizer primeiro que eles tocaram muito bem e sempre me impressiono com a quantidade de músicas boas que eles têm e como é bom sentir a textura do som deles. Mas a coisa que fez o meu queixo cair foi a produção. Foi em uma escala que ninguém fez e possivelmente numa mais fará. Eu poderia descrever, mas provavelmente seria mais preciso se as pessoas entrassem na internet e vissem as fotos. O que posso dizer é que o efeito de estar na cara daquilo é além do grandioso. Antes de eles entrarem, eu fiquei imaginando se eles iam cair na armadilha de se espalharem em fusos horários diferentes na rampa circular enorme que cerca o palco. Mas eles fizeram um grande trabalho ao passar tempo suficiente juntos na parte principal do palco. Muito legal. Performance boa pra caramba de todos da banda.

Foi inspirador e eu me peguei trabalhando no meu estúdio um pouco mais cedo do que o normal no dia seguinte.

Não ando viajando demais nos dois últimos meses. Estou me curando da minha “cirurgia não-invasiva”. Eu amo essa expressão. Raramente escutei algo tão brilhantemente vago. Na hora era só o que eu queria informar. Digamos apenas que o velho e irritante Sr. C precisou de uns socos no nariz mais algumas vezes. Ele não deve ter gostado, porque não tem sido visto.

As pessoas andam perguntando da minha cachorra, Papaya. Ela vai bem, mas ainda pensa que pode voar, mesmo sendo cega. Talvez seja esse o truque.

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A banda tem alguns shows no próximo mês e depois estará de volta no “modo álbum”. Digamos apenas que a pilha está ficando bem alta e todos vamos continuar mexendo até que alcance a altura dos olhos. Continuem acreditando, pessoal, ele vai sair.

TH

Fonte: Aero Force One

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O Aerosmith acabou? Dream On.

Os andarilhos bad boys de Boston estão programados para voltar à sela nos dias 18 e 20 de outubro em Maui, Hawaii, e no dia 1º de Novembro em um evento de Fórmula 1 em Abu Dhabi.

Semana passada o guitarrista Joe Perry estimulou especulações de uma separação depois de contar à Associated Press as suas frustrações com o vocalista Steven Tyler, que forçou a banda a cancelar a turnê de verão depois de se machucar em uma queda do palco no dia 5 de agosto em Sturgis, SD.

Ontem Perry disse que apesar de ser verdade que ele e Tyler não se falam há semanas, os rumores do fim da banda tem sido muito exagerados. Estamos preparando nossos vistos, arrumando uns papéis e tudo mais”, disse Perry. “Pela parte que me toca, nós vamos fazer essas datas”.

E depois?

“Se (os companheiros de banda Joey Kramer, Brad Whitford e Tom Hamilton) estivessem aqui comigo, eu diria que eles concordariam que vamos trabalhar em um álbum de estúdio no final da primavera [outono aqui no Brasil] e planejar uma turnê para o outono [primavera aqui]“, disse Perry.

Tyler concordaria também?

“A fratura no ombro dele é uma bem incomum”, disse o guitarrista. “Eles precisam ver como vai sarar antes de saberem se terão que colocar um pino ou não. Se tiverem, isso vai atrasá-lo por um bom tempo. Eu só estou bem feliz por ele não ter se machucado mais gravemente. Esse é o meu irmão, nós estamos juntos há 40 anos e eu odiei ver isso acontecer”.

“Claro que todos nós já caímos do palco uma vez ou outra”, riu Perry. “Talvez duas vezes em alguns casos”.

Perry admite que ele ficou desencorajado quando a turnê foi cancelada, mas não ficou parado por muito tempo. No sábado ele vai tocar no Fusion 5 em Foxboro, antes do lançamento em 6 de outubro do seu álbum solo “Have Guitar, Will Travel”. Perry trabalhou como uma máquina por 47 dias no estúdio da sua casa com velhos amigos do Joe Perry Project.

“Quando percebemos que não íamos fazer o álbum de estúdio (do Aerosmith), eu estava pronto para gravar um solo”, ele disse. “Eu pensei, nós temos essa pilha de material e temos tempo, (então) por que não? Eu entrei com força total porque precisava me manter ocupado. Mas ainda acredito que temos outro álbum do Aerosmith dentro de nós e um melhor do que o último. E essa é a minha metade da história.

Herald: A sua entrevista com a AP preocupou os fãs. Qual é a verdadeira história sobre o futuro do Aerosmith?
Joe Perry: O Aerosmith está tendo um descanso. Tivemos que adiar algumas datas no final de duas ou três turnês e isso meio que empurrou nossos problemas de turnê para o primeiro plano e não nos deu muito tempo para fazer um álbum de estúdio. Depois de precisar cancelar essa última turnê, nós precisamos recuar, tomar folêgo e deixar que todos coloquem o pé na Terra. Vamos entrar em hiatus como a maioria das bandas fazem, não somos mais garotos, não precisamos ficar caçando trabalho todo dia, mas ficamos presos nisso de adiar shows e precisar remarcá-los.

Então aquela história da AP exagerou a sua frustração com Steven Tyler?
Às vezes algumas coisas são divulgadas. Eu sempre tento ser o mais honesto possível, é isso. Eu afirmo tudo o que disse. No contexto de uma entrevista longa, provavelmente teria soado menos áspero, mas ainda é a verdade. Ainda estou superando o fato da turnê ter sido cancelada. Foi a melhor que fizemos em um bom tempo.

O que mais me surpreendeu foi ouvir que você e Steven não compõem juntos há um tempo. Isso é mesmo verdade? Nada em cerca de uma década?
Relacionamentos passam por mudanças, parcerias de composição passam por mudanças. Quando começamos a usar compositores externos, definitivamente ajudou no nosso sucesso nos anos 80 e 90. Sei lá, talvez ficamos acomodados demais em depender disso. Acho que ninguém se importa com quem escreve a música, contanto que soe como músicas do Aerosmith e, pelo menos para mim, algumas vezes nós nos afastamos (de soar como Aerosmith). Não me importo em usar compositores externos, mas ainda gostaria de ver um Aerosmith onde a raíz da música venha dos caras da banda.

Isso vai acontecer? Haverá mais um álbum do Aerosmith?
Talvez tenhamos mais três álbuns dentro de nós. Talvez tenhamos cinco ou sete anos em turnê.

Por que você ficou tão chateado com o fim antecipado da turnê?
A banda estava ficando cada vez melhor, os shows estavam ficando cada vez melhor. Por isso que é tão difícil para mim só de (suspiro) pensar em como essa turnê poderia ter ido e quão bom poderia ter sido. Mas eu não ia ficar parado e deixar que isso me atrasasse. Já estou escrevendo material para o meu próximo álbum solo.

Com esse tempo livre, você vai fazer uma turnê solo?
Isso é definitivamente uma possibilidade. Na verdade esse é meu próximo telefonema. Estamos tentando ver se devemos fazer uma festa de lançamento e eu sei que vamos marcar algumas datas depois dos shows do Aerosmith que temos que fazer.

Por que começar com uma apresentação como tocar no Fusion 5 em Foxboro?
Eu não tenho a máquina do Aerosmith comigo, Isso é, ahn…

Uma coisa meio faça-você-mesmo?
Sim, e é muito divertido. Fazendo alguns desses shows pequenos, nós fazemos a banda ficar mais confortável tocando em lugares que não sejam o meu porão (risos). Eu nunca sei quando vamos receber a ligação do meu agente dizendo que Jay Leno me quer e não quero que nosso primeiro show seja em rede nacional. Pequenos clubes dão a chance de você se preparar. E é uma ótima forma de recompensar os fãs.

Espero que Steven te ligue em breve e diga que está pronto para escrever um novo álbum.
Esse dia vai chegar. Seja ele me ligando ou eu ligando para ele, vai acontecer.

Fonte: Boston Herald

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Em uma entrevista feita antes da turnê ser cancelada, Joe Perry falou sobre o ZZ Top, Guitar Hero, seu novo CD solo e diz que eles ensaiaram “Meltdown”, do novo CD do Aerosmith, para ser tocada na turnê que foi cancelada. Leia a entrevista na íntegra abaixo:

Obviamente, tanto o Aerosmith quanto o ZZ Top têm uma longa e ilustre história. Vocês já tinham se cruzado antes?
Bom, sim. Nós tocamos alguns shows juntos nos anos 70. Eu abri um monte de shows deles com o Joe Perry Project. Pude conhecê-los bem naquela época. E nós nos encontramos no hotel de vez em quando, quando estamos em Dallas ou em Houston. Nós já nos conhecemos bem.

Ouvi dizer que você é muito bom na guitarra, mas o que você mais admira no jeito de tocar do Billy Gibbons?
Ele é bem suave. Eu sei que chamam o Eric Clapton de Slowhand, mas você vê o Billy tocando e é quase como se ele tivesse nascido com a guitarra na mão. É incrivelmente legal a forma como as notas saem. O timbre dele é sempre maravilhoso. Ele foi provavelmente um dos primeiros guitarristas americanos que eu comecei a escutar, por causa do timbre.

A maoria das bandas americanas tinha aquele tipo de som limpo da Costa Oeste e Billy tinha aquele blues bem suave. Músicas rápidas, lentas, tanto faz.

Você diria que ele foi uma grande influência para você?
Definitivamente acho que sim, especialmente em relação ao timbre. Definitivamente. Também em relação ao quanto você consegue dizer com poucas notas. Ele definitivamente tem bom gosto.

Falando em heróis da guitarra, essa turnê tem uma conexão com o Guitar Hero, certo?
Bom, a Activision está apoiando a turnê. Quero dizer, eles não poderiam apoiar uma melhor, tendo três guitarrista na estrada ao mesmo tempo como Billy, Brad Whitford e Joe.

Na verdade, Billy toca conosco de vez em quando e tem sido bem legal. No meio do show o tempo pára um pouco e nós três temos o nosso momento, é bem divertido.

Sendo um Guitar Hero da vida real, o que você acha da popularidade do jogo? E quão divertido é estar em um videogame?
(Longa pausa) Bom, você tem que aguentar um pouco. Tem que gostar da caricatura, entende? A idéia que alguém faz de como você se parece. Tem que saber o limite e dizer que está bom o suficiente.

Sério, a parte principal é ver o que isso está fazendo com a indústria da música… As bandas poderão lançar álbuns nesses videogames. É um passo além de fazer um clipe.

Vocês começaram a trabalhar no primeiro álbum depois alguns anos sem material novo. Vocês pararam por causa da turnê, mas eu também li que foi adiado por causa de problemas de saúde.
Com o Steven, primeiro foi uma inflamação na garganta, que acabou se revelando como uma pneumonia. Sabe, quando eles dizem que demora três ou quatro semanas. Então você espera que não piore, antes de mais nada… Eu tive pneumonia e sei que é uma droga, é preciso se cuidar bem. Pessoas morrem disso, sabe, se você não se cuidar.

Então nós pensamos “certo, quando acabar turnê nós começamos com o próximo álbum” – na verdade, terminar, porque nós tínhamos muito material pronto. Nós estávamos prestes a acabar com tudo, sabe, começar a escolher as faixas. E eu não tinha intenção de lançar outro álbum solo em um futuro próximo.

Uma coisa é juntar a banda pra fazer um álbum, mas foi o tempo suficiente para fazer um álbum solo do jeito que eu queria… Então nós terminamos de mixar há umas três semanas e está masterizado… O álbum vai sair em setembro, outubro.

Quantas músicas do Aerosmith estão terminadas e prontas para serem mixadas?
Acho que umas sete ou dez músicas já estão prontas para serem gravadas, com as letras prontas. E há umas outras músicas, provavelmente umas dez, que não possuem letras completas ainda. Mas assim que começarmos a tocá-las, a letra vai aparecer. É basicamente isso.

Vocês estão testando alguma dessas músicas nos shows, ou você pode me dar uma idéia do título das músicas?
Ainda há a possibilidade de nós tocarmos umas duas músicas ao vivo… Nós praticamos uma para tocar ao vivo.

Como é chamada?
Se chama “Meltdown”

Então – quando vocês chegarem aqui no dia 17 – essa pode ser tocada?
Sim, vamos ver. Sei que todos sabem tocar. Na verdade, retiro o que disse, porque quando nós estávamos ensaiado, Tom ensaiou conosco, mas ele precisou sair da turnê e David Hull veio substituir. E eu não tenho certeza se ele sabe tocar. Mas ele aprende rápido.

Fonte: The News Tribune

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Tom Hamilton foi recentemente entrevistado pela Hitfix. Aí está o artigo completo:

O Aerosmith balança o mundo do rock desde 1970. Como se essa notável façanha não fosse o suficiente, contra todas as chances a lendária banda ainda é composta pelos seus integrantes originais: o vocalista Steven Tyler, o guitarrista Joe Perry, o guitarrista Brad Whitford, o baixista Tom Hamilton e o baterista Joey Kramer.

Na quarta o Aerosmith começa uma turnê de verão em St Louis. A partir do dia 21, o ZZ Top se juntará a eles em noites com dois shows repletos de hits que com certeza irão agradar os fãs de classic rock (Whitford, que está se recuperando de uma cirurgia, entrará no meio da turnê. Até lá, o guitarrista Bobby Shneck irá substituí-lo).

Hamilton falou para a Hitfix direto da sua casa nas proximidades de Boston sobre a turnê, sobre como a banda quase perdeu tudo e o tipo de livro que você nunca verá ele escrever.

P: Ano que vem é o 40º aniversário do Aerosmith. Você pensava que duraria tanto tempo?
R: Isso não devia ser permitido. Agora que temos o Obama, vão fazer algum tipo de proteção ao consumidor (risos). É, eu estou em um ponto da minha vida onde as pessoas dizem que tudo passa muito rápido e eu lembro que quando estava na minha juventude eu dizia que uma hora era só uma hora, sabe. Agora uma hora parece ser cinco minutos. É, tudo parece se acelerar, e para mim, faz eu me concentrar mais, porque ainda tem tantas realizações para fazer com essa banda, como uma banda e individualmente.

P: A nova turnê começa dia 10 de Junho. Você ainda fica empolgado na véspera? É como voltar para a escola depois das férias?
R: Sim. A questão é que quando você começa uma turnê, você obviamente não tem tocado essas música uma noite ou outra, então é preciso se concentrar mais nos arranjos em si e nos detalhes do que você está tocando até que você esteja bem preparado. Você pode presumir “Oh, vamos tocar ‘Ragdoll’. Ah, tudo bem, eu não preciso treinar essa. Pelo amor de Deus, já toquei 500 vezes”. E quando chega a hora “Meu Deus! Agora é o próximo verso ou é a ponte? Bosta! Por que eu não pratiquei?”

P: Então tem que esperar um pouco para refrescar a memória?
R: Sim, e sempre relembramos. Mas é bom relembrar tudo antes do primeiro show.

P: Qual você acha que é o segredo para continuar são na estrada? Para aguentar as 22 horas do dia que você não está no palco?
R: A parte que eu gosto… Nós somos afortunados o suficiente para usar um avião fretado por um tempo. Eu adoro aquelas noites quando tem a banda e alguns da nossa equipe no avião. É quando você realmente sente o companheirismo. O quão sortudos nós somos por poder sentar nessa coisa? Ao invés de olhar para os aviões no céu, nós estamos no avião, indo para o próximo show… Mas vou te falar uma coisa, os ônibus são ótimos também. Nós geralmente ficamos dispersos, geralmente são uns dois caras nos seus próprios ônibus e talvez três de nós com algumas outras pessoas no avião, mas tem vezes que nós vamos para alguma área remota todos juntos e eu gosto, é legal.

P: Vocês vão para a estrada com o ZZ Top. O que te empolga em sair em turnê com eles?
R: Bom, o que me empolga em sair em turnê com eles, e acho que isso vale para todos da banda, é que eles têm tantas músicas absurdas de boas. Nós já fizemos turnê com bandas que tinham o fator de serem novidade ou descoladas, mas eles chegam lá e são só algumas músicas que a platéia gosta mesmo e o resto não é tão empolgante, dá pra ver isso no rosto do público.

Aí você vai assistir a banda de abertura e ver como eles estão se saindo. O público pode ser cruel. Se não é uma banda que tem um monte de músicas boas, eles vão deixar você saber que eles estão apenas te tolerando até que o Aerosmith chegue. Mas esses caras, eles vão chegar lá e em toda música que tocarem a platéia vai se energizar e realmente vai ser muito divertido.

P: Que música você nunca cansa de tocar ao vivo?
R: Tenho que dizer que é “Livin’ on the Edge”. Eu na verdade estou meio em cima do muro por causa dessa música nessa turnê. Ela tem algo meio etéreo e dá pra extrair tanta emoção dela. Também adoro tocar “Back in the Saddle”. Essa ainda é um pouco desafiante para mim. O riff principal é um riff esquisito, bem a cara de um Joe Perry mesmo (risos). É uma música poderosa, tem um monte de sutilidades e pequenas coisinhas que precisam estar bem certas.

P: Meu antigo chefe na Billboard acompanha a banda faz bastante tempo e um dia ele disse para mim “O que acontece com o Aerosmith é que eles estão presos em uma dança da qual eles não conseguem sair”.
R: (risos) É, você sabe… Algumas vezes eu paro e penso como tudo pode ficar bem volátil e como tem uma crise um dia ou outro. Mas acho que seria cômico se essa banda chegasse ao ponto de anunciar que estamos nos separando, pois é tarde demais para fazer isso.

P: Vocês se separaram por um tempo.
R: Não foi uma separação completa. Foi só pela metade, digamos assim. Steven, Joey e eu continuamos e Joe e Brad foram fazer trabalhos solos e vagaram por uns três anos com isso. Foi uma lição muito importante para nós. Tivemos sorte por termos conseguido nos reunir e não apenas voltar a fazer bons álbuns, mas permanecer juntos. Eu ainda penso naqueles anos em que todos nós percebemos que tinha algo maravilhoso acontecendo conosco, algo que muitas pessoas dariam o pé esquerdo para ter e que valia a pena manter. Nós estragamos tudo e perdemos isso por uns anos, mas conseguimos pegar de volta, lembro bem disso.

P: Como vai o novo álbum? Quando poderemos vê-lo?
R: Eu sei, sério… Nós fizemos umas seis ou oito semanas de trabalho intenso em Fevereiro e Março e começamos sabendo que iríamos para a estrada depois. A essa altura, nós não sabíamos que seria Junho; achávamos que ia ser antes. Alguns de nós disseram “Vamos ver o que conseguimos fazer. Vamos começar logo, dar o melhor de nós e ver o que conseguimos terminar”. Mais ou menos na mesma época finalizamos o acordo com Brendan O’ Brien, que é um produtor incrível com quem nós queremos trabalhar faz tempo. Ele inclusive mixou o nosso álbum “Get a Grip”. Ele tem um horário super apertado e nós somos meio lentos, sabe. Nós temos nossos momentos. Às vezes tem uns períodos de distração.

Fizemos umas 10 músicas e preparamos tudo, a pré-produção estava praticamente pronta, estávamos prestes a ir a Nova Iorque para gravar… Mas Steven contraiu uma infecção no ouvido que evoluiu para uma infecção no pulmão e isso adiou toda a nossa programação para quando o Brendan precisava ir embora. Então nós vamos sair em turnê, voltar e terminar tudo.

P: Steven vai lançar uma autobiografia chamada “Does the Voices in My Head Bother You?”. Você pensa em escrever um livro?
R: Eu realmente gosto de escrever, costumo escrever para o site e outras coisas aqui e ali, então sim, mas se eu fosse escrever um livro não seria outro “Jesus, eu estava tão fodido e agora estou bem”.

P: Como seria?
R: Seria mais sobre a diversão inocente e a inspiração em ser um adolescente que sonhavam em fazer uma certa coisa e repentinamente caiu de pára-quedas nisso. Quando você está na escola… Eu fui aceito em algumas faculdades, ia fazer alguma coisa relacionada a teatro, mas eu tinha um desejo de ter uma banda que era muito forte. Aconteceu meio que sem querer…

É engraçado agora, as pessoas chegam a mim com os filhos de 13 ou 14 anos e dizem “Bom, ele quer muito ser um músico. Ele está se esforçando muito, mas eu disse que é preciso ter outra coisa para se garantir”. E me perguntam se foi assim que eu fiz e eu digo “Bom, você não tem que ter um plano B, sabe. Se você tiver um plano B, vai matar o plano A”. E elas me olham com uma cara tipo “Por que você foi dizer isso?” (risos).

Fonte: AeroForceOne

 9 comentários  |  Publicado por Carol




O guitarrista do Aerosmith Brad Whitford espera se juntar aos seus companheiros de banda no começo do mês que vem, depois de uma lesão impedi-lo de tocar na nova turnê do grupo, disse o companheiro guitarrista Joe Perry no domingo.

Whitford, de 57 anos, está se recuperando de uma cirurgia por conta de uma hemorragia interna, depois de aparentemente ele ter batido com a cabeça saindo de sua Ferrari, cerca de uma semana antes de a turnê começar na quarta-feira em St. Louis.

“Ela fez com a pressão subisse e desse essa terrível dor de cabeça”, disse Perry à Reuters. “Ele não costuma ter enxaquecas, então ele sabia que havia algo errado. Ele foi ver, eles fizeram o que tinham que fazer e agora ele está melhorando”.

A data marcada para o retorno de Whitford é 7 de julho, quando a banda está agendada para tocar em Raleigh, North Carolina, disse Perry. Quem está substituindo-o é Bobby Schneck, que já tocou com o Green Day e o Weezer.

Tocar no Aerosmith pode ser muito ruim para a sua saúde. Quatro dos cinco integrantes do grupo divulgaram problemas de saúde nos últimos três anos, incluindo Perry que vem sendo incomodado por um joelho ruim desde quando caiu do palco em Dallas há 25 anos.

Ele passou por uma cirurgia de substituição do joelho em março de 2008, mas foi devastador saber na época do natal que a área havia sido infectada, como uma “fruta podre”, ele disse, e precisaria passar pelo processo todo novamente.

As várias lesões e obrigações de turnê acabaram fazendo com que a banda não lançasse um álbum com material original desde “Just Push Play”, de 2001. Perry disse que a banda gravou 15 músicas para o próximo disco e espera retomar o trabalho no estúdio depois que a turnê terminar em setembro.

A terceira parada da turnê vai ser na terça-feira no Comcast Center, no subúrbio de Boston. A banda tem tocado seu clássico álbum de 1975, “Toys in the Attic”, inteiro, com a notável exceção da faixa de encerramento, “You See Me Crying.”

Perry disse que a música é muito difícil de ser cantada pelo vocalista Steven Tyler agora, mas Tyler espera poder canta-la depois de mais alguns shows. De qualquer forma, a banda espera tirar “Toys in the Attic” em cerca de duas semanas, e tocar todas as faixas de seu álbum de 1976, “Rocks”, disse Perry.

(Editing by Philip Barbara)

Fonte: Reuters

 14 comentários  |  Publicado por Tássia Valim




Sendo uma das mais preciosas bandas de “bad boys” do rock ‘n’ roll, o Aerosmith não tem feito muito Rock ou Roll ultimamente. Parar as engrenagens da máquina do envelhecimento tem se mostrado mais difícil do que o imaginado, conforme idade, saúde e produtividade tem sido um problema. A parte de marketing continua boa – o Aerosmith está programado para dar início à enésima turnê com um acordo para promover o “Guitar Hero” –, mas a maneira mais simpática que o guitarrista Brad Whitford encontrou para descrever a reputação deles nesses dias foi “Nós somos muito indisciplinados”.

Isso não é para ser entendido como um ataque à banda. Nem uma insinuação de que eles estão deliberadamente evitando os compromissos. Primeiramente, o baixista Tom Hamilton passou por um bem sucedido tratamento de câncer e foi justificavelmente deixado de lado enquanto se recuperava. O guitarrista Joe Perry lutou contra problemas no joelho, enquanto as cirurgias na garganta e na perna de Steven Tyler resultaram em um vício em remédios. Ninguém pode ser culpado por querer cobrir Whitford e o baterista Joey Kramer em papel-bolha e jogar fora as tesouras.

Nada disso pode cobrir o fato – e o Aerosmith não está inventando desculpas – de que a última oferta deles foi um álbum de covers (Honkin’ On Bobo, 2004) que seguiu consecutivos desapontamentos: o Nine Lives, de 1997, e o Just Push Play, de 2001. Não é a marca de uma banda que está perto do auge. A estrada vai quebrar a maldição do estúdio?

“É o que esperamos”, diz Whitford do local de ensaio da banda em Boston. “Tem uma música que vamos colocar no novo álbum e estamos pensando em dar uma mixada nas próximas semanas e colocar para download. Se tudo isso der certo, nós vamos incluí-la nos shows. Seria legal para nós também ter algum material novo com qual as pessoas já estivessem familiarizadas. Não faz muito sentido tocar as outras músicas novas, a não ser que as pessoas já tenham se familiarizado”

Um dos pontos principais do novo álbum é que ele não é feito exatamente com material novo. Ao invés de começar do zero, o Aerosmith está tentando melhorar músicas inacabadas de sessões antigas. As músicas, talvez se sentindo menosprezadas por terem sido ignoradas por tanto tempo, não estão sendo fáceis para a banda.

“Há um grande catálogo de músicas, provavelmente dos anos 90″, ele diz, “que nós ou não usamos ou não havíamos terminado por completo. Trabalhamos em várias dessas músicas esperando que elas estivessem no novo álbum quando terminássemos. Esperávamos que ficasse pronto antes da turnê, mas tivemos vários contratempos com os horários e problemas de saúde. Não tivemos tempos de terminar. Tínhamos que começar a nos preparar para essa turnê”

O guitarrista suspira; “Por alguma razão, esse álbum não quer ser terminado. Toda vez que começamos a trabalhar nele, alguma coisa acontece”

Talvez ainda no espírito de remexer em caixas antigas, a turnê desse verão irá provavelmente revisitar o álbum clássico de 1975, Toys in the Attic.

“Nós vamos tocar um material que nunca tocamos antes ou apenas poucas vezes no passado”, ele diz. “Temos mais que refrescar a memória e reaprender algumas músicas. O nosso setlist não variou muito nos últimos vinte anos, então vamos trazer algumas coisas que as pessoas podem gostar de escutar e nunca ouviram antes” Até os mais fervorosos membros do Blue Army estão dentro dessa. “A última música, ‘You See Me Crying’, nós nunca tocamos. Os arranjos não são terrivelmente complexos, mas vai levar um tempinho para se acostumar”

Nunca tocaram ao vivo?

“Não. E é uma ótima música”, Whitford responde, entusiasmado. “Tem muito material que nunca chegou aos shows. Nós decidimos que essa é a hora. É muito mais interessante para nós. Eu pessoalmente gosto do desafio de tocar umas “novidades”. Torna tudo mais divertido. Tem que se concentrar mais. Deve ser um ou dois dos arranjos mais complexos que podem levar uma semana ou duas para se sentir mais confiante para tocar.”

Levando em consideração a história recente, deve haver alguma preocupação com o tempo para se aprofundar nessas músicas.

“Eu diria que nesse exato momento Joe está tendo um pouco mais de dificuldade, porque ele ainda está aprendendo as partes de algumas dessas músicas”, ele admite. “Como eu disse, algumas dessas músicas nós não tocamos desde que elas foram gravadas. Então requer um certo trabalho de casa e depois nós nos juntamos e melhoramos tudo. Ele está tentando aprender o mais rápido possível” Mas Perry escreveu a maioria dessas músicas, não? “Sim. Merda, sim – me perdoe”, Whitford se desculpa. “Elas meio que ficam no banco de dados da memória; você só precisa dar uma relembrada. Você pensa ‘Como eu toquei isso? Onde estavam minhas mãos? Como eu afinei os acordes?’ Tudo volta”.

Não tem ninguém por perto para ajudar vocês? “Oh, Deus, acho que varia a cada dia” ele diz. “Nós somos bem diplomáticos, mas alguém tem que ficar no comando a cada dia. É preciso saber dominar aqui – ultimamente, eu tenho sabido.”

Qualquer incerteza que os fãs possam ter em relação ao Aerosmith deve ser compreendida devido ao rastro que a banda vem traçando lentamente. Depois do ótimo retorno com o Permanent Vacation em 1987, o álbum Pump sugeriu que eles era uma grande potência por causa do batida pesada que fala de abuso infantil em “Janie’s Got a Gun”. Mas quando parecia que a banda não podia crescer mais,  o Get a Grip, de 1993, dominou a rádio e  a MTV com hits nas paradas por um tempo interminável, apesar de eles terem pagado caro por isso. A ameaça tripla dos singles idênticos “Crazy”, “Cryin’” e “Amazing” mostrou ao mundo Alicia Silverstone e a filha de Tyler, Liv, nos picantes clipes e pareceu mostrar a eles que baladas melosas eram a chave do sucesso. O resultado foi “I Don’t Want to Miss a Thing”, música de autoria de Diane Warren que fez parte do filme Armageddon. Isso fez com que eles virassem sucesso entre pré-adolescentes e telespectadores da Oprah, mas enfraqueceu a credibilidade roqueira. Muitos culpam essa música pela invasão pop no Nine Lives e Just Push Play e os singles bem sucedidos, porém sem graça, “Pink” e “Jaded”.

Honkin’ on Bobo respondeu a isso com uma seqüência de clássicos do blues para recordar as origens da banda. Trazer o Toys in the Attic para a turnê é outro passo na direção certa, pontuada pelo produtor do próximo álbum, Brendan O’Brien, que não apenas é o favorito do Stone Temple Pilots e Pearl Jam, mas que recentemente coordenou o novo álbun do Mastodon.

Fonte: Illinois Entertainer

 6 comentários  |  Publicado por Carol




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